domingo, 21 de dezembro de 2014

Vilã

E nas esquinas, me encontro novamente
sem eira nem beira.
Na estrada da vida,
sem o eixo certo.
Cheia de amarras e medos,
e fechei meus ouvidos.
Sem compreender,
cega e absoluta.
Trancafiando dentro
do meu eu, segredos
e sentires.
A cara a tapa sempre
aqui erguida.
E apostas,
Eu tirei todos pra dançar,
vida cruel.
Tirana.
Me bateu, sem piedade,
e no assoprar trouxe
um temor.
E depois de tanto amargor,
nem assim as tréguas se
fazem imperar.
Quem sanou e secou todas as
lagrimas sozinha?!?
Eu me acompanhei e do fundo
me tirei!!
Ergui minha mão á mim mesma
e toda chuva inundando lá fora,
lavava meu rosto em lagrimas
aqui dentro.
Nem vilã, nem mocinha,
a vida me calejou.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Quente e forte!

Vastidão, nesse mar sem fim,
que meu corpo era percorrido.
E já nem havia possibilidades,
era cara a cara.
Frente a frente comigo mesma,
tentando encontrar uma válvula de escape.
E por quantas vezes permaneceria assim,
á fugir, e fugir.
Paradigmas perpendiculares.
E nessa loucura incrédula,
dessa tal insensatez que me predominava.
Um monstro será!?
Eu havia vestido minhas roupas,
velhas de guerra.
Posto no corpo a armadura mais
forte que encontrei.
E me enchi de meias verdades,
e mentiras verdadeiras.
Engolindo á seco todas
as farpas soltas.
E não conseguia por fim
nessa sensação de impotência.
Era aquela velha sementinha da
discórdia que se tornara incapaz
de não crescer.
Essa vastidão, eu precisara
podar á ti.
Sementinha, cretina.
Me libere e solte-me,
desse momento interno.
Necessito largar
as velhas roupas.
E despir todas as minhas
armaduras.
De vez.
Quero viver por mim,
sem o teu pesar.
Sem o meu temer.
E nessa jornada eu
reconheço, e te convido
para sentar junto á mim.
Não fujas outras vezes,
sente-se e tome uma
bebida quente e forte.
Quão forte o desejo que me queima
e arde.
Fique e sente-se,
e entenda, seja capaz.
Não há nada de errado,
em permitir-se.
Entenda-se, e deixe-se
viver.
  

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Três..

E por conta gotas a dor
vai sendo medida,
talvez uma forma torturante
que se prontifica eficaz.
A dor haje por inércia,
sinto teu perfume pairando
nos meus sonhos.
E não há possibilidades
te cheirar-te enfim,
Quando não há
maneiras de ter-te
em mim.
E sinto a abstinência
do teu corpo no meu.
Necessidade de matar
minha sede na boca tua.
Nos lábios tão teus,
no gosto doce que
me leva ao extremo
prazer.
E me restam apenas
três dias.
E uma memória.
Nesse triangular
que foi o movimento
e toda dança.
Se arrastam
os dias.
E eu fico a olhar o céu
e a lua.
Contando ás gotas
da tua ausência.



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Brindar!

Quando por fim, se decola,
e em prantos fico a tua espera,
que se torna incessante ao
coração tão meu.
Temi por tempos,
gelei e petrifiquei meu coração
calejado.
Chegaste de mansinho,
ocupando espaços nunca habitados
na minha existência.
E degelando uma alma
quase inabitada.
Adentrando o meu ser
fragilizado.
Sem rumores, a magia
de ser natural te marcava
e me marcava cada célula.
No aquecer do coração,
no perfume da flor, na entrega
de duas folhas escritas á mão.
Nos gestos singelos,
a simploriedade imperava
a cativar e conquistar meu ser
de vez.
E quanto temor habitava meu peito,
até que por fim, declaro-me á ti.
Sem pausas, sem virgulas sem respirar
como se fora um tirão.
Despejando todo aquele
acumulo de sentires
e vontades em relação
aquela doce e pequena mulher.
Que eu avistei entre temores,
e coração palpitante, olhinhos escuros.
Gelada suando frio,
meu ser respirando no mesmo espaço que
o teu corpo movia.
Selei meus lábios nos teus,
e a entrega se prontificou ali,
aqui e dentro do saguão.
E me mostrou todos os espaços
aonde meu corpo e o amor
poderia viver e se reviver.
E talvez seja uma sensação sufocante,
ver-te decolar.
Decolou e meus braços te faltam,
e meu ser te necessita.
Coração vai flamejando,
vai batendo descompassado.
E as lagrimas não cessam,
e em subterfúgios quis fugir,
mas captou-me.
Fisgou á mim, de uma forma simplória
não a escape, a ternura e prazer.
Entrega e desejo,
amor e paixão.
E eu brindo o decolar
e brilhar do amor.



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Descobre-me amor!

Um dedilhar novo senti percorrer,
percorrendo meu corpo,
e por si só a alma.
Fecho meus olhos e sinto,
sinto os teus a nadar em mim,
uma luz que me irradia
e vem adentrando meu corpo,
luz que me traz paz.
E não há pecado,
no nosso ato, no nosso
exagero de amar.
Uni potencializa a palavra
e o gesto amor.
E me ama, de um jeito
que ninguém sabe amar.
É doce, venerável ,
e me faz amar.
Um segundo se quer,
o relógio passa, e meu coração
transforma isso em séculos.
Dedilhar você em mim,
e eu em você.
Descobrindo o que é amar.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Respiração!



E o meu romance se faz aqui, 
desde o inicio até o que não 
tem mais fim.
Ele não se finda, 
é uma eterna canção a tocar
no meu peito.
Tem enredos, trilhas sonoras,
filmes, lagrimas, magia.
Tem a dor, e o amor,
a profecia que em mim habita.
Se eu cantasse versos e prosas,
te cantaria até a minha voz se findar,
mas te escrevo até aonde minha 
voz não te alcança.
Perpendicular á mim
eu vou me esvaindo de sensações
inusitadas, e visto as mesmas roupas
velhas de antes.
Porque o suor e as tuas marcas
eu posso sentir com elas.
E mesmo estando distante eu te conecto
em mim,...
Meu coração pulsa e recebe todos os
alertas de quando te penso, 
e me pensa, e me grita e clama.
A canção que toca meu coração
toca na tua memória,talvez nem saiba
que ainda á ame.
Mas eu registrarei todos os dias
da minha existência.
Te enraízo na minha poesia
cruel e dolorida.
Te revivo e reinvento da minha memória,
o meu romance se faz aqui,
aonde tudo vive em linhas retas,
e palavras tortas.
De um amor avesso e incorreto
que foge das margens,
de uma poesia eterna em mim,
de um escrever pulsante e delirante.
Te vivo e te reinvento mesmo 
que assim esteja por vezes coagindo á mim.
Meu sentir tão entranhado 
se nomeia amor, loucura dessa vã matéria.
Que apenas vive e revive e me morre,
aonde em suplico me estendo ao teu lado
e vejo teu respirar.
Sinto o gosto e o cheiro 
da tua respiração.

Menina

Coração que vem e me derruba
de onde ele esta me sacaneia,
como deveras eu insignificante,
me vejo as amarras do meu
pobre e sacana coração.
Da onde eu alço voo,
na incessante busca de
eternizar-te em mim.
De deixar rente ao
meu breu as marcas tuas
internas na minha pele.
Aonde ávida eu sigo
sentindo o sabor
do corpo, cada gota que escorre
e percorre minha boca.
Deitei minhas asas sobre
teu doce corpo.
E meu coração junto á ti
eternizou-se.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Captar

Vou captando cada sensação,
e gravando cada virgula,
nesse flerte.
Vou sugando cada gota
e dessabor de um sabor que
já se fez doce.
Se o que me resta são versos meus,
eu sigo os dias a datilografar,
rabiscar meu papel,
e por fim, sem fim.
Já que não te acho
e não há fim.
Venho através de
um súbito eternizar
essa nossa profecia.
Que nem uma literatura
consegue se por assimétrica.
Vou captando por versos
e em memória,
o enlace do nosso romace.

domingo, 19 de outubro de 2014

Não posso deixar-te profana

Como posso esquecer-me de tudo,
fica essa memória que impune
faz um ecoar dentro de mim.
Mas essa sensação não me derruba
ela paira como uma firmeza.
Tantas palavras de conforto,
tanta admiração surge,
de um novo.
O estereotipo não significa,
é uma base firme de uma essência.
E é tão compenetrante ter olhos
alheios aos meus me observando.
Há uma reciproca tão incomum,
tão verídica, harmoniosa.
É como se me lessem através
de ti, linhas tão minhas.
Decifrando esse jogo triste,
que já se faz feliz.
E como posso deixar-te de lado,
tão musa, tão inspiradora.
Tão usada no meu linguajar,
profana, promíscua.
Não posso deixar-te de lado,
tem em partes o melhor da minha trilha,
com amor ou na dor.
Os versos, que versei á ti,
inspiram sorrisos e lagrimas.
E me inspiraram com meus
sorrisos e minhas lagrimas.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Minha Musa

Estou me resgatando em mim,
pra mim.
E esse escalar de montanhas
tão difíceis e massacrantes,
tem se tornado uma recompensa
ardo-a, mas gratificante.
Nem sei ao certo,
mas me reencontrar em mim
depois de tantos anos
é avassalante.
É pura magia,
sem musas.
A minha musa sou eu,
é meu momento de rebolar
e apreciar o toque e o som
dos meus gestos.
Tão dificultosa essa chegada,
esse Everest dentro de mim
foi quase que um
subestimar de forças
a capacidade de ser eu.
Mulher e musa
do meu próprio enrendo,
do meu jogo triste,
da minha poesia cantada.
Meus detalhes não se
desapercebem em mim.
Eu uma eterna romântica,
apaixonei-me por mim.
Ao menos uma vez
vou me amar sem pressa,
sem hora.
Nessa dança do meu corpo,
quero me amar noite adentro.
Sentir o mais profundo
que posso chegar.
Reclusa dos movimentos
da vida.
Me nutri de mim,
e curei cada pedacinho.
Pronta pra outras,
e outras ciladas da vida.
E pronta pra amar,
me amo, e amo.
Deliberadamente, de todas as formas
que amor possa ser e se expressar.
Vã e glorificada essa dor pulsante,
que habitou dentro, a alma.
Soprei e lavei minha dor,
botei ao sol pra secar.
Ela se esvaiu,
sobrando em mim,
eu viva, firme.
Voraz.
Sem montanhas a escalar,
me abracei e me deixa ficar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quero!

Eu quero sol, praia e mar,
uma brisa de leve sob meu corpo,
quero o contato direto com
meu dentro.
Uma sinfonia cheia de sons
e versos.
Quero roupas claras,
a leveza das águas.
Quero menos
superficial.
Mais muito mais,
quero o real.
Dentro de um sol,
quero o calor que não se finda,
quero o calor de um corpo.
Eu quererei pra sempre.
Quero papo furado,
conversa sem tempo.
Assuntos saudáveis,
simplicidade.
Vicissitude.
Quero toques eletrizantes,
beijos revigorantes,
arrepios inebriantes.
Quero dentro dos meus olhos
um olhar teu inebriante.
Quero o cheiro, o sabor
do perfume de um beijo.
A paciência de um despertar,
a calma na hora que for amar.
Não me demores, nem te demores,
só se for dentro de mim, em mim.
Quero ansiar essas horas sadias,
quero o sol da vida, no fim de tarde a se por.
Quero mãos suadas beijos cálidos,
quero a inércia, mas quero a erupção.
Quero o cheiro do verde, ao se encontrar
com a chuva.
Quero querer, querer-te.

  

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A soma da oito!

Por mais que eu esteja a coibir essa saudade,
a vontade que me transpassa,
de tanto bater com a cabeça na parede,
eu sei que essa vontade que me chama,
não é deliberadamente tão insana.
Os meus olhos eu sei o que acontecem
com eles quando eu te fito, o meu coração
se passa quando te capta.
E não se encontra nesse ritmo
em que pulsa milhas e milhas longe do teu sul.
Não posso mais querer-te,
mais posso glorificar e eternizar a magia
que foi ser tua e tu ser minha.
O fogo que queimava apagou-se,
mas a brasa bem de leve e mansa,
se mantém ali, aqui por ai.
E nessa nossa hipocrisia de nos procurarmos
em outras metades.
Depois de termos sido uma só.
Só apenas.
Por mais que eu te exclua,
me renegue, e cutuque todas as minhas feridas,
não posso deixar passar os momentos.
Momentos aonde amor se proliferou,
e eu fui eu, mais eu, tu foste minha,
eu fui somente tua.
Ainda somente tua, não sei até onde
serei capaz de permanecer com o bater
do coração intacto.
Venerar o que almejei,
ainda me prontifico a dizer, que não posso
ainda querer coibir.
Eu te deletei do meu on-line,
mas em off, eu te capto no meu pensar.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ai de mim!

Esse meu desejo de ser só,
e não estar sozinha.
De me acompanhar, sem haver
solidão.
Solidão que não preencha meus espaços
de vazios sem fim.
Quero minha companhia
sem horas a findar.
Quero meus gritos de pertubação
em silêncio quero poder gritar.
Sambar, dançar, e poetizar.
Quero estar só mais comigo mesma,
acompanhando-me sem me perder
de vista, sem sair da linha.
Sem eira nem beira, quero
virar noites e avessos.
Quero ir ao além,
no além do que me transpassa.
Quero entrar, adentrar meu mundo
á fundo.
No fundo meu,
no fora de mim.
Quero ser só de mim,
e agora!?
Agora.
Sem solidão,
um plural de mim.
E de mim eu serei pra sempre.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Meu e meu

Quero te profetizar sentir teu cheirinho novo,
e ver tuas cores vibrantes.
Passar os dedos em cada letra,
terei de te zelar e dividir
sem medo enfim.
Deixar meu jeito enciumado,
e dividir meus segredos,
tão secretos com mais e mais.
Cativar o mundo,
virar leitura.
Suspiros,quero te reler,
e velar, te acariciar ao
te desenhar em mim,
e escrever linhas e linhas.
Quero sentir o cheirinho de
velho quando anos se passarem,
de folha amarelada.
E rever dedicatórias,
e saborear o gosto de ser eu,
nessas vinte e uma primaveras.
Quero te sanar vontade louca,
de me adentrar e me avessar,
noites e noites.
E multicores poder pintar,
ao ver tantas borboletas junto
á mim voar.
Quero poder sentir o sabor
de te criar e recriar. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sete Mares

Não importando nada mais apenas,
quero tuas palavras,
que se encaixam nas minhas.
Eu preciso ser sete vezes mais confiante,
de sete maneiras de ter sorte,
preciso e necessito ter o desejo doce
que traz sorte a cada minuto.
Instantes em que te peço
ah neguinha, sorte!
Por maior ou menor que lhe
pareça e transpareça.
Meu mundo da saltos,
e avassalam.
Sem nem ao menos saber,
esse nosso estranho querer,
até onde possa ser,
o mais bem querer.
Aonde eu cruze sete vezes os sete mares,
aonde cada um deles beije meu corpo sete vezes.
Por mais louco que seja, e lhe pareça,
não compreenda-me.
Aonde se possa reconhecer a nossa intimidade,
distante mais tão intima,
como se dentro uma da outra
estivesse e se fosse possível.
Te sinto pela concha aonde sinto
o contato com o mar.
Tens tuas pendengas
com essas águas.
Elas querem talvez o querer que tu também
tens, ah neguinha.
Venha e te banhe sete vezes no mar,
e serei eu que te desejarei sete vezes doce.
E que te esmere e traga sorte com múltiplos sete.
São sete mares, sete amores, doce sete vezes,
e assim a tua sorte me abrilhanta.
E posso soprar de leve um pouco
pra longe das tuas beiras.
Não importando nada mais apenas,
quero somente esse colo e afago.
Mãe maior do mar.

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Á fundo

Eu peço que me largue de vez,
mas vente as beiras de mim,
como uma parasita
comendo meus cantos
os podres as impurezas.
Te velo, me selo,
me atravesso.
E já chega e soltei-me,
mas quando te penso
te vejo e ainda desejo.
E me revejo,
perfeitamente.
Entra sai e vem volta,
vem e vai.
Não quero mais,
jurei á mim.
Tu foste, e eu fui-me
deveras me fui.
E longe de ti estou,
estou aqui.
Não me pense,
não me chame,
sem amores de segundos.
Não te esqueço,
em desalinho me afundo.
Não te afundas e nem me afundes,
se á fundo, nesse amor não chegaste. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Resquício

Parece quem há um resquício,
que sutilmente poderia ser proferido
sentir.
Que insisto em pestanejar,
segundos que me cai
o nível.
E me pego a repetir,
erros inoportunos.
Mas digo-me, errar
e querer repetir o erro
seria burrice.
Mas amor errado,amar errado.
Errado amor.
Colhi uma flor,
que me semeou um jardim.
Jardim que bate dentro do meu
peito.
Semente, e mente, e semeia,
ainda um desejo.
Não me corta e nem me torna
imbecil.
Ajusta meus ponteiros,
aduba os meus pensares.
E por fim traz um pólen
saboroso pra cada flor.
Parece que ainda há um resquício,
mas te replanta e
faz te muda sempre sempre.
Teu espaço reservei nas terras sem fim,
com nível ou sem.
Não me deixo ser imbecil.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Golpe!

Golpeada fui, fui golpeada por mim,
em um súbito continuo.
Essa sensação arrastada,
esse coração flamejando
poderia arranca-lo com minhas
mãos.
Poderia beber todo o vinho
que se acumulou por noites e noites
adentro.
Noites que não se findam,
por não cessar meus pensamentos,
e nem cerrar meus olhos.
Um súbito cretino,
que me atordoa e magoa.
Impotência.
Um sentir tão dócil,
um sentir que tão infernal
se faz pra mim.
A pureza de existir coração,
eu embriago-me,
mas cálida e doce,
ah meu amor.
A desalmada, essa ressaca perdura,
ressaca de um doce e pobre coração.
Golpeei-me.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Não vale mais a pena!

E quem por dentro e em alma,
consegue manter os pés firmes,
quando se quer voar e avoar todos
e todos os sentires.
E por os olhos rente aos teus que já
nem se enxergam mais.
E sim se enxergam em memória,
pelas digitais e objetos.
Querendo o banal, onipotente,
mas que tu amarraste.
E banalizaste de tantas
e todas as formas.
Que unificando á ti,
tudo aquilo e nada disso.
E sobrou apenas o meu velho
vicio.
E me deixou sem rimas,
sem poemas, me condena.
E meu disco se arranha,
e fico me sentindo descartável.
E mesmo querendo voar,
não vale mais a pena.
E nem pena.
E deixo secar ao sol
a minha ferida.
Por te sentir não valer mais a pena!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Quereres?

Me enlouqueço, e como a onda do mar,
me cubro inteira.
Me avassalo dentro dos pensares
mais insanos.
Meu bem e meu mau.
Cura e morte.
Eu me desnorteio,
e enfim nem sei se gosto
de rosa ou azul.
Se quero beijos longos,
ou a companhia de um bom
e velho MPB.
Não sei se grito, choro, e bato o pé.
Ou se sorrio, e canto.
Parei no sinal amarelo,
prestei toda a atenção.
E me bloqueei no sinal vermelho,
o verde abriu e eu parei, estática.
Sem mover-me , pestanejar.
O arrepio foi profundo e cálido,
não sei mais o que procuro dentro de mim.
Um peito enorme e vazio,
e como a onda do mar vou e volto,
incessante.
Quero deixar talvez o amor vim,
mas sem me devorar! 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mareia

Ainda fecho meus olhos,
e vejo as ondas do mar
baterem nas pedras.
E consigo sentir uma inquietação
dentro do meu peito,
aonde pisei em falso tantas vezes.
Hoje nem sei porque ainda consigo sentir algo
em relação á ti,
mas não consigo crer
no que tu fizeste com a tua existência.
Mas já não cabe no meu bolso,
e meu coração já te repele.
Nunca quis que fosse assim,
mas quando sinto a imensidão do mar,
indo e vindo.
Batendo, nascendo, inconstante e sempre
imenso e lindo.
Suspiro e abro meus olhos,
conecto-me com a pureza.
Sou tanto, a minha imensidão
não cabe em ti.
Já que te fizeste tão pequena.
Ainda fecho meus olhos, e vejo as
ondas baterem nas pedras.
Só que dentro de mim.

domingo, 15 de junho de 2014

Ultimo não

Não há joguetes que me façam mudar,
e não querer decifrar o mistério teu, enfim.
Tantas águas nesse caminho que os ventos sopraram,
e tanta incerteza desigual.
Turbulência, esse mar de inconstância,
me perturbou.
Era aquele esboço de coração torto
que me vinha na mente quando eu fechava os olhos.
Era o esboço indecente do teu beijo selando meus lábios.
Te repelir do meu corpo não é algo que me faça feliz.
Não, não posso mas deixar esse ultimo grão
preencher meus espaços, por que sou muito maior
do que isso.
E o vento mudou a direção, meu corpo não
vai mais de encontro ao teu.
E essa era a canção que faltava,
a do ultimo adeus.
O ultimo não.
E nunca mais veria teu coração torto
beijar meus lábios.
Te querer ainda, nessa altura do meu jogo,
da minha vida, era a vontade mais insana.
Absurda.
Querer quem não me quer bem,
quem me deixou sozinha na estrada.
E levou dentro do baú, os meus sonhos,
e me deixou no breu.
Me tirando os porquês, e os sorrisos.
E nada mais cessaria minha dor, e essa coisa ruim,
foi inacreditável.
E te amei.
E amo.
Por mais ridículo que soe, amor!
Velaria teu sono, e sorriria eternamente
por te amar.
Mas não me agrega, me desnutri,
sem beijos e sem ontem.
Sem mais.
Eu te amo no meu mais profundo,
no além, do além do que me transpassa.
Tentaria.
Mas as minhas aguas rolaram,
meu coração se perdeu.
 

sábado, 17 de maio de 2014

Estar só novamente,
e passar o dedo no pó,
na poeira que deixou seu rastro,
o rastro de um amor.
Desamado, desalmado.
Em fotos enfatizadas,
momentos que se torceram,
e me contorceram até a ultima lagrima.
Como amor.?
Quando amor.?
Quem amor.?
Aonde amor.?
Aonde amou-se.?
Quem amou.?
Tantas perguntas com pontos finais
antes da interrogação.
Sem resposta, ou com respostas que me cegaram
esvaecida, cega.
Desespero, de me inventar um conto,
e não saber as beiras e cercas.
Me perdi, perdi-me, sem saídas,
o pó que aqui resta essa poeira em baixo do tapete,
eu não consegui limpar de vez.
Escondi um restinho pra não varrer de vez,
não quero varrer essa memória que assombra,
e me ronda, mas que em lapsos me fez feliz.
Me arrastou por essa estrada de chão batido,
nesse encanto, desencantado.
Mas essa coisa de sentir-me assim seca,
que me nutri.
Aonde não palpável,
não toco, nem ouço.
Apenas sinto se esmagar por entre os dentes meus,
essa vontade subtendida de trazer algo, e alguém.
Que se um dia á tive, teve-me.
E hoje quem me tem sou eu.
Em baixo desse tapete, ficaram
as memórias em pó.
   

Black

E todos os meus arrepios,
a única coisa que me aconchega
e essa fumaça que rola por entre
meus dedos, e solto pela boca.
O sentir que afável é o cheiro do cigarro,
a única marca que me leva e eleva,
me retornando ao aconchego de me sentir
em casa.
Essa fumaça a rodopiar em direção a lua,
esse cheiro que preenche o pulmão
em dia de chuva.
Que controla o descontrole,
quando me vejo nua e crua.
É uma praga, é o que me alivia
nessa batida maluca.
De todas as recordações,
o que me aconchega é o cheiro dessa fumaça,
é esse cheiro de vó.
Lembrança de colo,
proteção.
E cada arrepio de inconstância que
me toca, ascendo-te e deixo rolar por entre
meus dedos.
Fixando assim esse cheiro, na minha memória,
meu cabelo, meu corpo inteiro.
Sobe a fumaça de encontro a lua,
tapando as estrelas.
A minha verdade nua, crua.
Mas isso que me impregna é a leveza,
e a fumaça pesada.
É a pá e o cal o meu cimento,
a minha boleta sem água.

terça-feira, 13 de maio de 2014

Simples

E por ser minha fiel acompanhante e sentir além do que vejo,
me sentir até a ultima gota,
tenho essas manias de Martha, de Clarice, Fernando.
E como uma qualquer,
como qualquer pessoa, me comovo com o choro compulsivo,
a minha delicadeza atrai a minha voracidade espanta.
Sou meio bicho, meio indefesa,
mas confesso que a minha fera é livre e solta,
e não aconselho a mexer com ela.
O caminho é doce o vento que paira é veemente sentido,
não me perturbe se não souber lhe dar com as minhas tempestades.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Cilada

Tão inigualável essa distancia,
incomum seria, se não fosse
tão comum essa saudade.
Saudade que vem a toa,
que vem do cheiro que não há,
da roupa e do toque que não se tem.
Do transito que não te traz,
das ruas que não te alcançam,
e me golpeiam.
De um merecimento não merecido,
um merecer não contemplado.
Justo essa sensação de preencher
meu peito, essa lacuna que o vento
insiste em percorrer.
A voz do fim da tarde,
o aconchegar de cada noite.
Seria tão inquestionável essa
mania saudosa de sentir você tão
perto e longe de mim.
Cada brecha que se abre,
cada lacuna que se arromba mais e mais.
Não sei aonde vou e o que faço,
quando meus caminhos te procuram.
E nenhum traz á ti,
incessantemente persisto no meu erro.
Titubeando em uma atmosfera,
em beira do mar.
Inigualável essa distancia,
de corpos.
Fugindo de ti eu estaria,
mas agora que já o fiz.
Fujo e fujo só que do meu coração.

Mover

Troquei o sol e a lua de lugar,
movi todos os moinhos,
soprei meu vento com a alma,
e nessa esfera tão distante
tua ausência paira no meu ar.
Nenhuma tempestade arranca
essas folhas com teu nome
do meu peito.
A minha árvore já secara, as folhas
caíram no chão.
Mas me rodeiam,
como uma cantiga de roda.
A zombetear no pé do meu
ouvido.
E tamanha catástrofe se
prontifica no meu solo,
meu chão.
Quilômetros, não bastariam!?
Tola, movi mundos, fundos,
identidade, endereço,
esqueci que eu me acompanhava.
E de mim eu ainda não estaria
distante.
Esqueci de deixar meu eu em um
canto qualquer.
Tola movi, o sol e a lua.
E nenhuma tempestade
vai esvair tantas folhas envoltas
de mim.   

terça-feira, 8 de abril de 2014

Morno

E isso tudo vem abruptamente
e me atravessa,
transpassa qualquer sentido.
E eu não posso mais sentir,
meu peito o tiraria aqui e agora
atiraria no mar.
Cerraria meus olhos,
e me atiraria ao mar junto
do meu peito.
Ando lado a lado
dele.
Meu pobre e infeliz,
vim com pá e terra.
E sem nenhuma força,
mas estaria disposta a enterrar
meu peito.
Tudo o que sinto,
te sinto.
Essa solidão que não finda,
que me finda.
Fugindo desse laço,
que deu um nó de marinheiro.
E a chuva escorre alma a dentro,
e tantos carros correm lá fora.
E cada gesto abrupto que me recordo
me deixam mais firme.
Mas não consigo te esquecer,
aqui e agora.
A minha fechadura se perdeu
das chaves.
O que eu faço com tudo
que tenho aqui dentro de mim.
A vida se foi,
e eu ainda fiquei aqui.
Me arrancaria o peito,
e não te sentiria mais.
Lançaria-me com todo
o dessabor do amor.
Me esfria.
Eu tão quente.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Migalhas

Dessas tais migalhas vivi,
ou fingi viver.
Eu mendigando, mendigar,
era uma palavra bem usada,
conjugada.
E me senti feliz com migalhas
por inúmeras vezes,
então o sorriso se esvaiu,
passou a ser passageiro.
E não consigo entender,
se sorrir me faz feliz,
ou olhos tristes a te velar
me enchem de algum jeito.
Me enchem de um vazio,
por não sorrir,
me enchem de sorrisos mornos,
cálidos por não saber não ter-te.
Meio passarinho, comendo
migalhas, mas sem asas, podadas.
Vivendo de um regurgitar.
Migalhas, mendigos, passarinhos,
um ecoar.
O que será felicidade,
admiração.
Expert em conjugar tantos verbos,
usar, mendigar..
E minhas interrogações não se findam
me auto deprecio.
E ao mesmo tempo raiva só sei sentir,
por não depreciar-me.
Desconexo, olhos bem abertos,
mas se desse gostaria de os fechar.
Esse tapa de luva, que insisto
em chamar de amor.



Suplico

E quanta mentira se jogou, lançou por cima de mim,
quantas verdades acomodadas se lançaram no ventilador.
E os ventos trazem essa velha lembrança,
que se emaranha num mar de saudades,
com raios de inquietude.
Um raio de sol incandescente,
poderia adentrar minha memória
e queimar meus arquivos.
Cada vírgula, frases, esse milimetro e meio
que cabe em cada canto meu, de você.
E o que me resta é tentar não tripudiar em cima
das minhas marcas.
Pelas tuas falhas, por cada navalha.
E tudo que era importante,
se torna uma mera e reles coisinha.
Mas essa coisinha me atormenta tanto,
a cada instante que pisco meus olhos.
Que respiro no ultimo das forças.
E tanta mentira, se lançou,
por um ato covarde.
E toda essa insignificância forjada,
me arrebenta.
Não suplico um sussurro,
eu queria eram gritos que não se calassem.
Mas teu sussurro me grita e não se cala.
E serenamente peço-te cala-te
diante de mim.


sexta-feira, 14 de março de 2014

Boçal

Tão boçal quando o telefone termina a chamada,
e do fundo ecoa a voz que um dia você conheceu,
e como num flash back o mundo gira
em torno dos meus olhos.
Por de trás dos meus olhos,
tão boçal a indiferença coagida .
E quando soa aquela voz do outro
lado da linha é um desnortear sem fim.
E quando aparece a imagem
daquela face que tão esmerada foi
se nota um ser estranho.
Atípico boçal.
Trouxice tremenda,
enfim me anoja
a todo instante.
E um duelo se transforma
dentro de mim.
Forte e impactante,
quando o telefone
termina de chamar e ecoa
teu som no final da linha.
Te desmereço,
nem se quer conheço.
Tão boçal, essa moça
de olhos caídos . 

terça-feira, 11 de março de 2014

Independe

Nas tardes vazias, o que fazer.
Te escrevo.
Escrevo cartas e mais cartas
e guardo-ás todas.
Nunca te enviei se quer alguma.
Minhas tardes vazias, sempre
são acompanhadas, de tuas
memórias, tua ausência.
Esta presente, sem estar.
Vazias são as tardes que não
te há.
E não te há nunca mais,
e nunca mais dói.
Dói existir tardes para
serem vazias.
Te escreverei por uma vida
inteira.
Por vidas inteiras,
por alma.
Minha alma viverá eternamente,
e cada tarde vazia, te penso.
E escreverei.
Cartas e mais cartas.
Não te enviarei.
Publicarei todas,
em uma tarde completamente
vazia.
Já que não te há.

Faca

Morta estaria, e todos
os ventos me reviveram.
A magia negra quis perseverar,
me arrastei ao sombrio.
Quantas facadas levei,
quanta dor senti.
Enfiando teu punhal
em mim sem te doer.
Cega, serpente.
Prove o gosto da prata
onde escorre meu doce
sangue.
Me sacaneia, eu cega pelas
sombras.
Mas os ventos me reergueram,
e por tantos golpes.
cai em pé.
E volto, e te estendo a mão,
te tiraria pra jogar.
Mas no fundo escuro estas.
Eu te guiarei á luz!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Gran'

Quantas noites de insônia,
e o sono fugiu, me levaste
a calma do teu cheiro.
O calor do teu corpo,
me tirou o sono.
E a leveza de me tranquilizar nos
braços teus.
Meu gran' momento
de no aconchego teu me
encolher,
e acolhida estar.
Minha melhor,
calmaria de sentir
corpo á corpo.
O peso da respiração
nas minhas costas,
ao encaixe se prontificar.
No embalo da canção
que sai do teu cheiro.
Teu cheiro de sono,
teu gosto de cada despertar.
Sequestras-te meu sono,
levou meu aconchego.
Se avoa pra longe,
leva embora teu cheiro,
minha paz e meu sono.
Meu gran' final,
quantas noites versarei,
teu corpo em mim,
teu cheiro que inebriava
a casa, e meu coração.
Versarei tua falta,
o teu aconchego.

domingo, 9 de março de 2014

Sinucando!

Perseverar e ir adiante,
conquistar o mundo,
afinal sou dele e ele é meu.
Ganhar cada batalha
com o sabor único
de cada, perder e sentir seu amargor.
To na vida e ela ta me sinucando,
mas eu ainda sei irradiar,
e tenho muito chão pra sapatear.
Quem sabe eu encaçape a bola
oito e ganhe esse jogo.
E então outro começará!

Singelo

''Independe de mim te amar, o amor é um sopro de leve, que sinto me acariciar nas tardes vazias.''

Artesã II

Artesã, porque nada mais é um poeta
do que um tecedor,um artista, que cria
tesse o amor, que colore e movimenta
os gestos, brilha os olhos,
artesã,porque assim como o artesanato 
a poesia é milimetricamente esculpida
e desenhada.
Sentida em cada curva, a poesia da
artesã. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Bagunça

Esse macio da tua voz que me desmancha,
esse feitiço que me assegura.
E hoje te temi,
não á conheço mais.
E busco no infinito dos teus olhos
essa ficção que pode chamar de ''amor''.
Não tenhas vergonha,
não tenhas medo.
Eu poderia te odiar,
tenho tantos medos.
Mas quero te resgatar,
e ainda te queria,
quereria pra todo sempre.
Te salvaria de qualquer abismo,
te estenderia as mãos.
E te daria todas as segundas chances,
tendenciosa posso parecer.
Meu amor parece ser uma
ficção, uma fixação.
Mas quando toca
aquela canção.
Tudo que tem dentro aqui de mim
se revira, me causa aquela bagunça.
Não seria um problema,
jamais,seria boa eternamente
em arrumar todas as bagunças.
Você ainda é a melhor,
do céu e do inferno.
Angelical, infernal.
Mil demônios despertou,
mas um macio que sai da tua boca
os faz dormir.
E isso que me desmancha,
que entra como um tufão,
vem, vem..
Me revira, por dentro e por fora,
posso sentir tua mão aqui em mim agora,
volte e me segure contra ti.
Me ama de novo,
me ame pra valer, sem mentir.
Me ama, me ame.
Supliquei teu amor, inúmeras vezes,
e é esse feitiço que me assegura.
E quero te salvar, de todos os caminhos
obscuros.
Mas secaste a fonte, e sugou minhas forças,
e retorna como uma ventania sem fim,
um furacão.
Vem me revira e bagunça tudo
de todas as formas.
Mas nessa noite, me ame,
apenas agora, aqui nesse momento,
venha e me ame pra sempre,
nessa única noite.
E esse seria um adeus,
vem e me bagunça.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Nos ventos das águas

Me tirou todos os espaços, e disferiu tantos
golpes, tornou meu colorido
tão cinza.
Quebrou meu encanto,
como diversas vezes.
E não posso crer, não me passa
pelas entranhas.
Meu estomago não tem
força o suficiente pra crer
na podridão que carregas.
Meu labirinto obscuro,
enterro-te cada segundo que respiro.
E todo esse sangue que jorraria
não jorrará.
Meus ventos me cicatrizam,
as águas me limpam
Disferiu tantos golpes no teu intimo,
e meus ventos te sopraram.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

De você!

Pensei em nunca mais escrever cartas de amor,
e prometi cada segundo não o fazer mais.
Mas quando sinto o cheiro do frescor
do teu perfume, meu mundo
se prontifica a te poetizar.
É impertinente, e importuno,
porque não te tenho,
não me supro.
E quando mais penso em não escrever,
surgem mil linhas a serem
escritas.
E parece que toda aquela dor
que me esmaga se vai.
E fica a força de um querer
muito além.
Maior, o amor meu é maior
que todas as forças sublimes.
É bárbaro poder pensar em não escrever,
e o fazer assim mesmo.
Me liga no automático, e meu automático
fala teu nome, pensa teu nome, vive teu nome.
Minha obra, meu hobby se resume a
datilografar, e tenho passado esse tempo
da minha vida fazendo minha obra em você.
De você.
Pensei em nunca mais escrever,
mas se penso me vem teu nome,
e ele me inspira.
Flutua-me!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Teu

Em cada dedilhar de um violão,
se confunde, dedos, cordas,
som e melodia.
Cada dedilhar se confunde verso
e amor.
E nesse secreto dedilhar,
e nessa confusão
surge a mais valiosa
de todas.
E o melhor, e em segredo.
Em versos ocultos,
em linhas imaginárias.
Escrever em segredo,
compor todo um amor
em oculto sentir.
Em todas as canções
o amor seria teu,
em todas as poesias o amor
seria teu.
E em singelo modo
discreto, o amor seria teu.
Afinar essas cordas do violão,
afinaria o amor,
o melódico.
E em cada expressar
o amor seria teu.

Artesã

E quando não encontra explicação pro que sente, 
e quando não há concordâncias 
pra nada do que sentes. 
Só um emaranhado dentro de um peito.
E uma desilusão tão desigual,
em entre linhas fico sem entender.
Não queira e nem tente tornar-me
um subterfúgio.
Um esteio tão teu, 
não te rendas á mim,
não nunca mais.
Não te rendas como eu
fiz á ti.
Deixei-me ir.
Libere meu ser.
Sou de barro e preciso 
estar fresca.
Para minha próxima artesã.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Á ti!

E poderia perder todos meus versos
escrevendo pra ti.
Posso passar noites á dentro,
escrevendo e escrevendo sem
cessar.
Datilografaria todos os tipos
de letras e frases de amor,
dor, e um querer.
Perderia todo meu tempo
pela minha inspiração por ti.
Seguiria um rumo,
seguiria minha escrita fiel,
talvez sem graça.
Mas fiel á ti.
Versei meu amor,
de diversas formas.
E agora em um leve sopro
sereno.
Não perdi o meu encanto,
recuperei meu sentir.
E poderia mesmo entre tudo,
passar meus dias versando
á ti.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Lentes

E por ininterruptas vezes, coagi a mim,
e deixei-me de lado.
Como vacilo, vacilando
a cada despertar comigo.
Nessa jogada imunda que é o coração
sozinho.
Essa solitude que me enfiei,
e ceguei-me.
Por um fim, estou a busca de
óculos para mim.
Uma lente, algo que me faça ver,
ver sem borrões e distorções.
Tão insensato me auto flagelar assim.
Essa demora insana vai passar,
e quando findar,
espero que ainda tenha restado amor em mim.

Duo

E como se eu houvesse pisado em meus freios
sem perceber, num piscar de olhos
desacelerei.
E me revi as margens de mim,
e me notei de uma forma
que confesso não gostei.
Foi meu impactante,
tortuoso.
E percebi que nada tinha valia,
apenas eu presa na mesmice.
E o mundo girava,
e eu caminhava no mesmo lugar.
Ridícula.
Sem dó nem piedade,
me senti ridícula.
Mas quantas vezes me desperto
e me adormeço no mesmo instante.
Eu procuro essa brecha
por de trás de alguns mistérios.
Despertar.
Desacelerar, aceleradamente.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Tortura

É um impeto que foge,
que me sacaneia,
que me mata, e me odeia.
Subliminar, entre linhas,
que me sucumbe.
Não há paz,
e eu busco paz,
no fechar de olhos
que incessantemente
me sufoca,
Estribilho sem fim,
esse penar de dor.
E eu não posso me perder,
não posso perder á mim.
Descaradamente me chicoteio
sem dó.
Em todo instante
sem tréguas.
Foge das margens ,
sem limites, perde a linha.
Tal maneira impetuosa
de me enlouquecer.
Tortuosamente.
Sacaneia essa ultima
das ultimas.
Mas em breve eu te tiro pra
jogar.  

sábado, 4 de janeiro de 2014

Menina será que volta!?

Gasto meu vocabulário,
em interpretes do meu amor.
E deixo de dizer o senso disso.
O quão delicado, a suavidade,
a meiguice, o som doce.
O toque macio, tão e tão bom.
Completa, nesse marzão de loucuras,
eu fui.
Completa.
Completa.
Eu amo, te amo.
E não consigo calar ainda esse sentir,
que bate aqui no meu secreto coração.
Esperei paz, mas foi no mistério
da vida que me encantei.
No mistério de ti meiga menina.
Mulher que me tira os prantos,
enxugou meus medos,
que por muitas vezes escorreram pelos
olhos meus.
Saudade do cheiro, da boca.
Dos cabelos se enrolando nos meus,
óh meu deus que faço agora.
Que farei de mim,
que será desse amor?!
Quero ter-te pra mim
amor, meu amor.
Não quero somente escrever,
quero o meu sucesso além
de uma estante.
Não quero livros,
quero a inspiração ao lado meu.

Rever!

Cicatriz, feito tatuagem.
É enlouquecedor ficar
com você, sem ter-te.
É um corte tão doido,
tão estilhaçante.
O que era paz,
o que era paz!?
Virei um desassossego,
sim essa palavra cheia de ''s'' ,
me via nessa vida apertada.
Sem um plural.
É enlouquecedor ficar sem você,
ainda mesmo assim não ter á ti.
Nada me serve, nada me cabe.
Nada me toca.
Nada acontece.
Só vida que se passa,
vida que se esvai.
Mas é quase um assalto
ao cofre de um banco.
Impossível sanar tudo,
desvendar algo.
Preciso me deixar viver,
reviver.
Te rever.

Emudecer

Essa mesma força que faz prevalecer,
me faz emudecer.
Essa sensação de ainda querer-te
me da o frio no estomago
necessário para ganhar o mundo.
E me passa com o mesmo tal o impacto
de uma rasteira.
Um mesmo sentir, que me levanta e derruba
cem vezes por segundo.
Todos os dias.
Sempre, sempre.
É nesse detalhe que moras,
nesse perpendicular que me ponhas.
E torno-me tão suscetível ,
vulnerável.
E com tantas arestas,
amarras eu sigo nessa epifania.
Epifania louca de amar-te.
Idolatrar-te.
Porque meus olhos te veem
no cru no nú.
Enxergam á ti como és
de fato.
Feito demaquilante
meus olhos te enxergam através
dessa argamassa da vida.
Desse pesar, dos calos,
e dessa frieza aparente.
Meu corpo sente teu calor.
E toda essa veemência,
me tira o tino.
Enlouquece.
Porque não te desisto nunca,
e me faz te querer e desistir
todo o instante.
Todo instante que ainda te quero.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Polir

Formula de escape,
uma bicicleta que nunca me canse.
Procuro sair da minha solidão,
e meu pensamento não tem mais
sentindo.
Falta uma razão,
uma forma maior.
Um motor novo,
e bem polido.
Como aquela prataria antiga,
preciso me refletir de frente
e verso.
Mas os cômodos cada vez
se diminuem,
e vai tudo ficando apertado.
Comprimindo á mim,
me esmagando.
As paredes , o teto,
e a minha cama,
meu peito dilacerado.
Tudo se aperta,
me falta o ar.
Me tira os espaços,
preciso polir minha prataria.

Brumas da minha fé

Pode parecer bucólico,
mas preciso recuperar minha fé inabalável.
Preciso me conectar com Deus,
e sentir a leveza dos caminhos.
Me encontrar na estrada,
me achar pelos meus caminhos.
Deixar escorrer as lagrimas,
curtir toda minha dor.
Essa carne que sangra,
tenho que cuida-la.
Deixar o mar vir até mim
e lavar a minha alma
com as brumas.
Lavar meu corpo com as brumas.
Deixar essa luz que o sol irradia
me guiar.
Nesse ato tal qual piegas,
que soa como um desespero.
Preciso deveras desesperar-me,
e errar, e encontrar-me.
Achar por dentre meu ser
a minha fé.
O meu amor próprio,
a luz da estrelas e a da lua
vão confortando toda minha dor.
Tenho como uma necessidade
cantar e dançar com essa dor.
Me respeitar uma vez,
pelo menos uma vez ao mês
se difícil for, quem sabe assim me acostume.
A ter-me, rezar, sentir e chorar.
Voltar a ter fé.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Meu vagabundo

Coração vagabundo, esse que bate dentro do meu peito,
mas com um toque de dó eu ainda tento cuida-lo.
Ele se sobressalta e cria expectativas, vagabundo esse coração,
te cuido coração e você nem pra ir com calma comigo.
Vem avassalando tudo, abre as janelas e derruba as portas,
me invade, e não sabe.
As vezes rezo e em suplico, peço te afaste de mim 
coração.
Essa saudade que não me socorre nunca.
Sufoca até tarde, e não se afasta e perdura.
Coração, coração.
Vagabundo!
Meu coração acha demais, sente de mais,
me mata aos poucos.
Me vive aos poucos, me recria, reinventa
o mesmo amor, e a mesma eu.
Eu me revivo desse coração vagabundo.
Que me acompanha, que me apanha, 
e essa saudade mais uma vez, 
ela não me socorre nunca.
Eu procuro um esconderijo, 
um subterfúgio.
Eu muitas vezes me perco nesse coração.
O meu melhor ou pior,
esse meu vagabundo!
 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O amor não passa.

Se profetiza a magia, de um ano para o outro,
novos ares, o primeiro vento que soprara em minha face.
A angústia que tocava meu coração pela primeira vez,
as forças renovadas, a coragem que acumulava novamente
meu coração.
Todas as forças tudo era novo, o sabor era de recomeço,
de vitória.
Mas o coração ainda amava o mesmo amor,
o mesmo amor, e que o valia era sentir
as lagrimas rolarem.
Era mistura do querer e do deixar rolar.
Fanatismo, que me fazia refém.
Queria ainda esse amor,
mas o desespero de não ter,
fazia me acalmar na turbulência.
Era nova, ares novos, e um
mesmo amor.
O amor não passa, quem passa sou eu,
passo por cima de mim.
Enfrento ainda esse amor.
E tudo se renova e ele
continua a me vencer.