sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Versar ao amor meu!

Incessante,
o vento que pairava sobre nossos corpos
trouxe-me na exatidão o despertar da
vida real,entrei em transe.
Eu junto a ti,duas rodas e o vento.
Uma melodia ao fundo,
meu corpo,meu sentir hoje teme.
Mas te chama,e o percorrer
da velocidade,inebriando-me
com o teu cheiro doce.
Minha virtude mesmo que em
magoa é poder,poder-te dizer
que á amo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Cuspir!

Como se fosse um tiatino meu,
deixei-me levar e sentir tudo.
Perdi-me por ai,desconectei
meus plugs.
O vento a sombra,a minha vida,
o dolorido que esburacando-me o peito.
Um silencio gritante,uma música consoladora,
meu choro sincero,secreto.
Árvores que com seu silencio,
acolhiam a minha pessoa.
Sentei-me,pedrinhas folhas,
uma terra levemente chão puro.
Fitando o lago,uma casa um moinho,
tartarugas,flores.
Precisei apenas do silencio reconfortante
energizando-me assim.
Cuspindo pelos olhos aquela dor imensa
que já não pertence mais a mim.
Cuspir a dor a confusão os meus rumores,
conectei-me comigo mesma.
Sintonia de leveza e paz,um lago árvores flores
acolhiam-me e no afago do vento revigorei-me.
Cuspindo uma podridão pelos olhos,
e quando tudo se extirpou me vi leve e serena
outra vez.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sem personagens..verdade!

Entre meus cacos estilhaçantes,
sobrei apenas,sou um resto que
simplesmente sobrou de mim.
Trancada ao meu profundo
perdida dentro do que me enche,
talvez quem sabe ironia minha,
vazio que me preenche.
Sem querer ofuscar teu brilho,
me tranquei e guardei tudo de mais
belo,simplório meu, dentro de ti.
Meu refugio seguro,
meu acalento secreto.
É a carne que sangra,é no teu dentro,
em meio ao bombear de sangue da tua vida,
ao pulsar do teu músculo mais importante.
Valor, sentir,temer,sufocar-me.
Quem sabe nem seja eu mais o que restou de mim,
a cabeça pesa, meu versar tem tantas lágrimas
que doem em apenas memorizar um poetizar
em versos.
Avessamente,permitindo apenas sentir,
leveza, fazendo-me nessa ironia que se tornou
meu viver,acreditar na leveza da minha paz.
Aos meus poetas que me acolhem,
um subterfúgio tão particular meu.
Não sei se ainda terei uma mão pra segurar,
e apenas dizer que no silencio da minha dor,
o teu respirar resolve tudo.
Quem sabe minha poesia vire,
um conto.
Que tudo vire uma letra, um verso,
mesmo se não tiver o teu respirar,
terei a única verdade que habita em mim.
Amor.
Mesmo que apenas reste meus cacos,
quando eu resolver proferir minha poesia,
farei a força maior do mundo,doce,leve..
Em amor!