quarta-feira, 29 de junho de 2011

Começar!

Chuva que transcende a alma,
lavando corpos suados,
no ardor de um momento
intenso.
Tão singular o nosso plural,
unificando humanos,
unindo corpos, desejos e vontades.
De uma realidade sonhada,
ao sonho real de se viver,
sem fadas, e coraçõezinhos.
Sim com..
Projetos sonhos...
Futuro.
Chuva que nos molha,
que traz o cheirinho de paz,
de terra, vida, natureza.
Perto do azul do mar, pureza de um
paraíso perdido.
Um cheiro no canto tão nosso,
as borboletas que voam pelo nosso céu.
Esperança de amar, viver.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Luzes!

Luzes  acessas, de uma cidade
sendo redescoberta
um sopro de uma brisa leve,
as gotículas de uma chuva de esperança
caindo sobre o meu rosto.
Uma janela que me faz viajar nas emoções,
e ter meus versos acanhados na memória
outra vez.
Os caminhos todos trilhando-me,
o presente suprindo o passado,
motivando o futuro.
Um olhar mais maduro, um querer
tão singelo, os pequenos detalhes
que te passam e me passam.
Os afagos.
A modéstia de poder amar,
e admirar-te.
De me querer bem,
vivendo do difícil, e querendo um
sorriso como recompensa, um
sorriso cansado as vezes,
mas o teu sorriso, aquele
melhor mais largo e lindo.
O teu sorriso de um semblante
que me acolhe.
Eu redescubro em mim em nós,
a cada instante, os meus versos
soltos.
A minha poesia de viver,
com o sonho real, a realidade
tão sonhada.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Acolher-me!

Branca leve, com cheirinho de natureza,
azul límpida com o barulho da paz.
Repondo energias recarregando-me
na vibração dela.
De olhos abertos me fiz capaz de sonhar,
em admira-lá paisagem natural,
os caminhos nem sempre tão claros
as virtudes nem sempre em auge.
Vou me valendo assim de momentos
únicos, de sonhos reais.
Vontade tamanha de me deixar levar
nas correntezas do meu sonho,
nas ondas azuis que beijam a praia.
Recarrego-me em luz ao lembrar
do tão glorioso momento.
Aonde me senti em contato
com a minha natureza interior,
com os meus sentires mais puros.
Amor.
Vai se fazendo o ápice de uma virtude
tão procurada.
A vida se mostra complexa,
e a praia se mostra acolhedora.


Contadora

Virando-me assim, torta, reta,
quem sabe inerente,
sensação dejavu.
Ardentemente, sofridamente
os minutos vão sendo lançados.
E quem já fui ou sou, são só
palavras soltas em um vento frio
no breu mais escuro de uma noite tão
gelada.
No extremo meu, na inconstância
dessa vida.
O maior jogo que me atrevi a jogar,
os dias já não se somem ao cair da noite,
quando o sol dorme lá fora.
Ele perdura, as duvidas e as lagrimas
persistem em cair.
Já não sei ser tão poeta, ou talvez só saiba
mesmo escrever eu e minha vidinha.
As poesias que me encantam e me fazem
viver ficam tão mudas dentro do meu peito.
Agora tenho um relato gelado, de uma verdade
crua, e com gotas de medo.
Virei uma contadora, uma escritora de contos
talvez, desse meu leque tão imenso de viver
ao extremo intensamente em letras e versos.
Ao paraíso perdido , retornei, tiraram-me a paz
roubaram a luz e os caminhos fáceis.
Ainda me encontro em sorrisos
acolhedores, amados e brilhantes.
Eu tão poeta, virei essa relatora de mim
mesma, sem graça sem tanta virtude.
Tentei vasculhar no meu baú de lembranças
as poesias tão ternas e doces.
Elas vivem, querem se fazer outra vez presente
na minha arte de viver,sentir.
Tornando-me outra vez uma poeta,
que conta a vida em poesias
quentes e vibrantes.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mulher Amada!

Consigo descrever lentamente
as sensações e como tudo se
proliferou em mim.
Como um gás venenoso
que eu fui respirando sem
notar.
Foi corroendo cada parte
do meu ser, por dentro.
Misturando tudo, amolecendo
aos poucos e ardentemente
os batimentos do meu coração.
Era um sentir acanhado,
leve e sereno.
Que veio sem intenções
maldosas, surgiu,encantou-me
e aconteceu nós.
Me deixava sem dormir
no começo foi empolgação
pelo novo, sabor doce.
Depois foi me tirando o sono,
por medos e duvidas.
Ficou bom demais,
é o que dizem o medo
é o sinal de que tudo esta ficando bom.
Eu consigo descrever o que me vem na mente
nas noites longe do teu corpo.
Eu não consigo exprimir tudo em
palavras.
Acho que cada vez, vai me tirando
o sono,por ciúmes, medo, sonhos,
vontades,por amar-te.
O melhor sono é o teu que
velo, e com cheiro gostoso, a inocência
tua quando dorme,
face bela.
Emociono-me descrevendo
tudo esse tanto.
Eu não consigo ler nas minhas
entrelinhas, é eufórico.
Agora já não sei como me encontro,
a sensação de novidade ainda permanece,
a cumplicidade aumenta com o passar dos dias
nossos.
O sono ainda me é roubado por ti,
continuo a velar teu sono em segredo.
Só que agora amo-te, amo-te, em cada pedacinho
da tua existência, em cada linha do teu desenho,
por cada som ou gesto,nas verdades, brigas.
Te amo nem ao menos sem me defender de tanto
amor, se é que isso é possível.
E ele aumenta de uma forma acelerada,
e calma, com suavidade.
Suavizando a mim, me entregando
em amor.




Sexy!

Acho meio ridículo esse modo
meu particular, de em raiva
buscar em alguém
uma frase de conforto.
Meus grandes pensadores,
ídolos sublimes.
Ah to chutando o balde
de bons modos.
Eu mesma sei faze-las
frases de impacto
promissoras avassalantes.
Nada de modéstia,
nem clichês baratos.
Coisas ininterruptas,
os momentos são meus.
E sinceramente, quem me conhece
e os sente são só eu.
No vão mais secreto,
na forma mais clara
eu me entendo.
Sei exatamente o que se passa
nessa cabeça em atos.
E ao mesmo tempo em definir-me
e ao entender-me.
Não sei, não sei e não sei.
Não me entendo e nem acho,
sou uma aspirante a ser ''humano'',
ou uma admiradora do que não entendo.
Vem até mim, julgue o desconhecido,
é de prache é o típico alheio.
Te equivoques com meus mistérios,
sou ardilosa quem sabe, misteriosa
talvez.
Eu sou o que as bocas a fora não sabem
julgar, e nem sabem superar.
Modéstia minha sorrir e poder
irritar-me assim.
Nada de perfeição,
de mesmices, isso não cabe a mim.
Extravasando em letras, versos,
os meus gritos de imperfeição.
A quer saber eu to me lixando,
nossas línguas são sem osso.
E tudo que vai volta,
eu acho meio ridículo
e boto defeitos.
E meu modo meio leão
acha sexy essa forma indignada
tão minha.
E pra falar bem a verdade
tripudiem e falem mesmo.
Ao envenenar a mim
com raiva e irritação,
eu crio e na arte de criar
me delicio comigo mesma
ao jeito sexy de irritar-me.