terça-feira, 24 de maio de 2011

Sentir Mulher!

O amor, o carinho, cordialidade,
saudades, raiva, os meus sentimentos
fazem parte de mim.
Dão o ar a minha essência,
e não preciso de frases feitas
pra dizer quem sou.
O que eu sinto, e por quem
eu sinto.
Sentimentos, me avassalam
bruscamente.
É indelicado quando se faz
valer em dores.
Tão meigo e puro
quando me soa com
carinho e amor.
Tô aqui agora, querendo
apenas um afago.
Soltar meus sentimentos
doces e ternos.
Sem usar uma única letra,
apenas o meu choro,
frágil delicado.
A pureza de deixar meus
olhos derramarem amor, felicidade.
Da maneira pura que é
poder sentir-te, e me sentir mulher.

Amargo ao Doce!

Vamos começar assim,
com certeza quando isso
em mim se prontifica.
O ardor, o que queima em mim
é o senso de não ter senso,
e assim mesmo eu tiro
de letra.
Há vamos lá,
leia e faça-te entender.
Meio difícil, ao secreto
e oculto pensamento.
Pois bem, graças ele é só meu
e morro, morro por dentro.
E assim faço valer o morrer
de rir.
Calar-me em tempos assim
o escambal, quero o rumor
as balbúrdias estapafúrdias
conquistas amargas.
Que convenhamos,
que sabor fenomenal.
Fabuloso.
Ao clã de majestade,
vem, te aproximes.
Só não te queime,
e nem se choque comigo.
Aviso importante,
perigo cruel.
Ah que venha,
o sorriso esta aqui estampado,
a arte primordial,
que se vale nessa essência
dramática.
Da vitória triunfante,
ao deboxe culto.
Mas que absurdo tchê!
Confesso que até me excita,
o meu grande prazer, sendo
deliciosamente assim.
As epifanias desse ato bucólico.
Ironia memorável.
Os sorrisos e gestos,
ao delicioso poder de matar
cada parte existencial em minha
mente.
Tenho o dom, o poder,
de em atitudes sobressair-me.
E em um sorriso cordial e amigável
te odeio com classe e soberania.
Me anojando aos poucos
por cada miserável partícula
do teu ser tão podre.





segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sinais

Aonde me sucumbe, entre caminhos,
verdes, amarelos, vermelhos.
Fora de ordem, em desalinho,
entradas,partidas,chegadas,saídas,
paradas.
No universo tão sereno,
e simples,tão modal singelo.
Cores fora de órbita, em avanço,
segundos.
Vida minha, vida tua,nossas vidas
em meio as cores dos sinais.
Sinais que nos mostram a hora certa,
do caminho tão nosso.
Os sentires tão modestos, sinalizados
em cores, vibrações, olhares no nosso toque.
Aonde em sinais viajo
em um mundo de poesia todo solto
e ao mesmo tempo presos em ti.
Nos vértices dos sinais do corpo tão teu,
tão meu.
Sinais de multicores, em multicolorido
ao multicolorir.
Vidas.
Aconteceste em sinais,
nos teus tantos gestos ditos
nos detalhes.
Vejo o mundo paralelo, rente a mim,
em contato com os sinais do meu corpo.
Poesia que sinaliza aos ouvidos meus
em silencio.
E nos tantos sinais de vida, junto
versos e no teu multicolorido, em tantos
sinais.
Eternizo-te nas poesias tão nossas.











terça-feira, 17 de maio de 2011

Desenfrear,saborear!!

Sentir é a forma mais linda,
 primordial do meu existir,
sentir é escrever, sintonizar sílabas,
frases ritmadas, em meio aos versos soltos
e com som de cores harmônicas.
Cada cor do meu sentir, tem o seu sabor,
inconfundivel,
no paladar dos meus dedos,
na degustação do escrever linhas e mais linhas,
sem desenfrear.
Sentir se torna parte de mim,
na minha realidade complexa
eu me torno parte do meu sentir,
eu que me junto a ele,
ele se prevalece sobre eu mesma.
Quis mudar, refletir, sincronizar,
em atos, idéias, pratica-las em meio
as minhas teorias surreais e
absurdamente sonhadoras,
fiz-me em realidade alguém ,
apaixonada por mim mesma,
sonhadora, em compulsivo escrever
em teoria em pratica,
em sonhos em pensamentos.
Eis-me aqui, de tantas outras eu,
de tantas outras vidas,
de mãos dadas a mim, em versos,
cometendo o erro mais saboroso,
o erro de contar ao mundo
os segredos tão profundos de um complexo sentir.
Em idéias, variados e variáveis assuntos,
não me repeli em nada, no solto e sonhador pensar,
voando em mim viajando por dentro
em cada parte da minha alma,
o meu sentir se enraiza ao peito,
e o gosto majestoso do paladar dos dedos meus,
se sacia ao sentir
e saborear cada som
dos meus versos soltos em poesia.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Rascunhos a poetizar..

Aos trocadilhos incessantes,
não sei se troco passos,
ou encaixo as letras.
No profundo mais harmonioso,
com todas as cores,
tonalidades, e gestos.
Desembaraço mais jeitoso,
timidez não tão tímida,
apaixonante, que cativando-me,
me faz querer-te além dos
limites.
Fonte das aguas mais cristalinas,
tão pura, desenhada de forma
simples, o simples que enche aos
olhos de quem a vê.
Enche na verdade meus olhos, meu
coração que bate em um ritmo
de música romântica,suave.
Poeta meio demodê, talvez cafona
sem rimas ricas e pobres.
Sem nexo, na loucura toda a proferir,
quero o encaixe perfeito pra minha poesia
meio torta.
Guardei no bolso de um casaco,
o esboço do teu sorriso, que
ao olhar-te discretamente
fitei em apenas um suspirar.
Fervendo, em desejos,
nas mais doces vontades.
Podia fazer de mim tão poeta,
tão tola, do rascunho,
até as chegadas principais.
Dos caminhos livres,
as linhas retas do horizonte
até nas verticais.
Juntar os nossos esboços,
rascunhos, plantar junto
sonhos e verdades.
Finalizar nossa arte final
de amar.




terça-feira, 10 de maio de 2011

Sintonizo-me!

Eu vou vivendo e te sentindo 
cada vez mais em mim,
cada segundo,instante.
Cada respirar ,pausar, piscar 
cada gesto, suspiro, sonho.
Nas vontades, maneiras
canções, palavras.
Em cada letra, nas vogais,
consoantes.
Nos meus momentos,
inspirações.
Nas minhas conquistas
pessoais,no meu humor
alta astral, até no mau
humor.
Porque não sou cem por cento
sorrisos.
Vou vivendo,habitando a mim
e sentindo-te na presença,ou
em ausência.
Procurando-te nos meus detalhes,
nos meus versos,nas melhores rimas.
Sentindo vontade de pesar o meu corpo
no teu, no ato de amor.
Transformando-me em um corpo
apenas, um corpo junto ao teu.
Na forma quente, vibrante,doce
e alucinante dois corpos em um só.
Na sintonia dos prazeres,na cordialidade,
vivendo em mim mesma em ti.
É constante,e vai se prolongando
minhas vontades, conectadas a ti.
Doce,cheia de sentimentos dentro
no segredo teu.
Te leio com meus olhos fixos nos teus,
te admiro e amo,a cada vez que meu olho
olha-te.
Indefesa,pura,meiga e menina,
mulher tão voraz,tão minha.
Sou inteiramente tua,
nos desejos mais profundos.
Me perco em tantos gestos,
nas vontades de te-la.
Vou vivendo e sentindo-te. 


Crenças

As águas que me banham,
vem de um além, ao molhar-me
de uma fé.
As rosas que perfumam,
que enfeitam vem do verde
aonde ponho a minha fé.
Na magia do crer em mim,
e a tal religião.
Matas, verdes, cheiros,aguas,
equilíbrio a paz interior e exterior.
Na celestial forma, que transborda-me
a coragem,doçura e o encontro.
Aonde perde-se as incertezas e buscam-se
os caminhos.
Em aguas, em ventos,brisas,árvores,
natureza dentro e fora de um corpo.
Criam-se as rezas, os cantos, os chamados,
ligações em vidas em mortes.
Áureas cores, mitos, misticismo,
crenças, poderes, verdades.
Encontros, avanços.
No azul mais claro,
no verde mais celeste,
no vermelho mais rubro.
Nas flores perfumadas,
nos ventos de cheiro.
Aonde mentalizo a minha paz,
recarrego-me em luz.


Guardado por dentro, em mim!

Os nós se atam e vem
de mim força ininterrupta,
cortes nos caminhos meus.
Por mim, por vida, pelos outros,
tudo se amargura, em instantes.
E a fé, a vibração de luz,
em meio ao amargor escurece
aos poucos nos olhos tão meus.
É tudo por dentro de mim,
que me mexe e vira do avesso,
na ponta dos pés aos fios de cabelo.
É só meu, tenho o egoísmo
puro ao dividir conflitos
tão meus.
Os calo diante de mim mesma,
o que me aflige, não posso transparecer
tão facilmente.
Brutalmente, esdrúxulo um
comportamento assim,
que rasga-me em duvidas,
nos caminhos sem mapas.
Um gps podia-me ser doado,
o gps de caminhos a trilhar.
Tudo tão inorgânico, artificial,
facilmente difícil.
Nós que se atam, a volta minha,
tentam se atar a mim também,
que vou esquivando-me.
Cruel realidade, que não divido,
queima por dentro, gela por fora.
Ao sabor de poder em sigilo
guardar somente a mim mesma
aflições em nó.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Olhar de um suspiro!

Nossas juras de amor,
que seja, haja, permaneça
e siga.
Relembrando tempos curtos,
que se tornam longos ao
infinito sentir,
permitindo-nos sonhar.
Confio a ti minhas juras
secretas, meus medos
mais profundos.
O amor mais absoluto,
na troca de caricias verbais
caricias feitas no toque,
ou simplesmente no olhar.
Revigora-se, avassale,
construa,ilumine-nos .
Ao poder majestal
das letras, a meu ato
simplório de exprimir
o que eu sinto nelas.
O quão me arde,
e queima nossas juras,
ditas, sonhadas,
quistas em silencio.
Ditas em suspirar,
a mesmice não fala,
tudo se fortifica,
enraiza aumenta.
E vou queimando
de desejo, de amor,
de sonhos,planos.
Vontades tamanhas
que ao não exprimi-las
digo ao olhar de um suspirar.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Saudades!!

Saudades, é constante,
permanente.
Vai perdurando, e cada vez
mais sinto saudades.
É um tempo longo,
horas lado a lado.
Nada é o suficiente,
que seja satisfatório,
a presença tua é de tal
forma crucial a mim.
Não quero sugar a ti,
mas necessito ter-te
em tempo integral.
Preciso dos teus toques,
do cheiro teu pra respirar
inalar o ar mais puro
da tua presença.
Não chego a sentir-me
carente, só sinto falta tua.
O nosso tempo aumenta,
propósito é aproveitar-te
a cada segundo.
Somente juntas, o tempo voa,
depressa, foge do controle
arrebentando o meu peito.
A cada despedida, a cada tchau
dado ao telefone.
A saudade aumenta,
sensação de incompleta
longe dos braços teu.
Em encontros, nos beijos
gestos,parece que tudo dura
a eternidade na fração
dos segundos.
Mas ao terminar, ao
descolar meu corpo do teu
a saudade aumenta.
Nem sei ao certo por um fim
no que escrevo,por nesse exato momento
estar me debulhando em saudades.
Na falta tua, na tua presença
te sinto, preciso.
E nomeio isso como saudades!

Amada Bonequinha!

Escrevo em faces,
em face.
Um rosto em mil
feições, cada gesto,
movimento, uma
expressão que me apaixona.
Fixo meus olhos nos teus,
olhos que se perdem nos teus
jeitos de olhar.
Do olhar mais inocente,
a expressão mais meninona,
a carinha mais satisfeita,
a expressividade questionadora.
O semblante mulher, sensual,
ao olhos do prazer imensuravel,
ao rostinho mazáaa que só tu tem.
As bocas os trejeitos, a voz que modifica,
meus olhos se perdem ao infinito ser.
Do olhar séria, ao jeitinho manhosa,
bonequinha minha.
Um rosto com formas tão tuas,
que analiso e tenho em memória
cada pedacinho e expressividade
guardado.
E ao fechar os olhos meus
enxergo-te de todas as formas.
Ao infinito ser teu, de tantos gestos
em uma só.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Ao lado meu!

Deixe-me assim, apenas sussurre
ao ouvido meu,quando não
conseguir calar.
As torturantes ondas de sentir
e pensar, toque meigo
do melhor meu.
Deixe-me assim, ao ato louco
de me manifestar.
Entenda-me se necessário for,
apenas leia-me, ouça-me,
não se perda no meu profundo.
Nem eu saberia achar-me
lá.
Ouça e interprete ao teus ouvidos,
não acorde-me,deixa-me viver assim
em pleno sonhar.
Não me prendas, me segure apenas,
proteja-me.
Flutuei, nos prazeres de imaginar,
sentir, falar.
Fervendo, não se deixe esfriar,
queime-se junto a mim.
Inflame no poder de existir,
de questionar.
Deixa-me assim ser quem sou,
nesses momentos loucos.
Energia que me abala,
chore ao lado meu,
ou apenas segure a minha mão.
Não me questione, apenas sussurre
ao ouvido meu, palavras doces
que  façam calar-me.

Sabor de Inverno!

O gostinho das cores
em tonalidades fortes,
me aquecem.
O cheiro mais escuro,
acolhedoramente saboroso.
Tudo fica mais aconchegante,
o café mais cheiroso,
perfumando cada cômodo
da casa.
É ruim com o bom,
é congelante e gostoso.
Cidade em clima
especial.
É primordial, característico
do meu sul.
Tudo fica com esse sabor,
quando o vento muda a direção.
Estação que adentra os peitos,
que vivem nessa grande Porto Alegre.
Inverno tão meu, tão nosso,
que vem batendo a porta.
Sensação de calor humano,
aquecer a pontinha do nariz.
As cores são fortes,
os sabores deliciosos,
a vida geladinha.
As cobertas quentes,
os corpos vão se esquentando.
A cidade mudando de cor,
o sabor de inverno vai
ficando fortemente
marcado nas nossas bocas.
O frio também nos traz
o seu toque especial.