quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Respiração!



E o meu romance se faz aqui, 
desde o inicio até o que não 
tem mais fim.
Ele não se finda, 
é uma eterna canção a tocar
no meu peito.
Tem enredos, trilhas sonoras,
filmes, lagrimas, magia.
Tem a dor, e o amor,
a profecia que em mim habita.
Se eu cantasse versos e prosas,
te cantaria até a minha voz se findar,
mas te escrevo até aonde minha 
voz não te alcança.
Perpendicular á mim
eu vou me esvaindo de sensações
inusitadas, e visto as mesmas roupas
velhas de antes.
Porque o suor e as tuas marcas
eu posso sentir com elas.
E mesmo estando distante eu te conecto
em mim,...
Meu coração pulsa e recebe todos os
alertas de quando te penso, 
e me pensa, e me grita e clama.
A canção que toca meu coração
toca na tua memória,talvez nem saiba
que ainda á ame.
Mas eu registrarei todos os dias
da minha existência.
Te enraízo na minha poesia
cruel e dolorida.
Te revivo e reinvento da minha memória,
o meu romance se faz aqui,
aonde tudo vive em linhas retas,
e palavras tortas.
De um amor avesso e incorreto
que foge das margens,
de uma poesia eterna em mim,
de um escrever pulsante e delirante.
Te vivo e te reinvento mesmo 
que assim esteja por vezes coagindo á mim.
Meu sentir tão entranhado 
se nomeia amor, loucura dessa vã matéria.
Que apenas vive e revive e me morre,
aonde em suplico me estendo ao teu lado
e vejo teu respirar.
Sinto o gosto e o cheiro 
da tua respiração.

Menina

Coração que vem e me derruba
de onde ele esta me sacaneia,
como deveras eu insignificante,
me vejo as amarras do meu
pobre e sacana coração.
Da onde eu alço voo,
na incessante busca de
eternizar-te em mim.
De deixar rente ao
meu breu as marcas tuas
internas na minha pele.
Aonde ávida eu sigo
sentindo o sabor
do corpo, cada gota que escorre
e percorre minha boca.
Deitei minhas asas sobre
teu doce corpo.
E meu coração junto á ti
eternizou-se.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Captar

Vou captando cada sensação,
e gravando cada virgula,
nesse flerte.
Vou sugando cada gota
e dessabor de um sabor que
já se fez doce.
Se o que me resta são versos meus,
eu sigo os dias a datilografar,
rabiscar meu papel,
e por fim, sem fim.
Já que não te acho
e não há fim.
Venho através de
um súbito eternizar
essa nossa profecia.
Que nem uma literatura
consegue se por assimétrica.
Vou captando por versos
e em memória,
o enlace do nosso romace.

domingo, 19 de outubro de 2014

Não posso deixar-te profana

Como posso esquecer-me de tudo,
fica essa memória que impune
faz um ecoar dentro de mim.
Mas essa sensação não me derruba
ela paira como uma firmeza.
Tantas palavras de conforto,
tanta admiração surge,
de um novo.
O estereotipo não significa,
é uma base firme de uma essência.
E é tão compenetrante ter olhos
alheios aos meus me observando.
Há uma reciproca tão incomum,
tão verídica, harmoniosa.
É como se me lessem através
de ti, linhas tão minhas.
Decifrando esse jogo triste,
que já se faz feliz.
E como posso deixar-te de lado,
tão musa, tão inspiradora.
Tão usada no meu linguajar,
profana, promíscua.
Não posso deixar-te de lado,
tem em partes o melhor da minha trilha,
com amor ou na dor.
Os versos, que versei á ti,
inspiram sorrisos e lagrimas.
E me inspiraram com meus
sorrisos e minhas lagrimas.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Minha Musa

Estou me resgatando em mim,
pra mim.
E esse escalar de montanhas
tão difíceis e massacrantes,
tem se tornado uma recompensa
ardo-a, mas gratificante.
Nem sei ao certo,
mas me reencontrar em mim
depois de tantos anos
é avassalante.
É pura magia,
sem musas.
A minha musa sou eu,
é meu momento de rebolar
e apreciar o toque e o som
dos meus gestos.
Tão dificultosa essa chegada,
esse Everest dentro de mim
foi quase que um
subestimar de forças
a capacidade de ser eu.
Mulher e musa
do meu próprio enrendo,
do meu jogo triste,
da minha poesia cantada.
Meus detalhes não se
desapercebem em mim.
Eu uma eterna romântica,
apaixonei-me por mim.
Ao menos uma vez
vou me amar sem pressa,
sem hora.
Nessa dança do meu corpo,
quero me amar noite adentro.
Sentir o mais profundo
que posso chegar.
Reclusa dos movimentos
da vida.
Me nutri de mim,
e curei cada pedacinho.
Pronta pra outras,
e outras ciladas da vida.
E pronta pra amar,
me amo, e amo.
Deliberadamente, de todas as formas
que amor possa ser e se expressar.
Vã e glorificada essa dor pulsante,
que habitou dentro, a alma.
Soprei e lavei minha dor,
botei ao sol pra secar.
Ela se esvaiu,
sobrando em mim,
eu viva, firme.
Voraz.
Sem montanhas a escalar,
me abracei e me deixa ficar.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quero!

Eu quero sol, praia e mar,
uma brisa de leve sob meu corpo,
quero o contato direto com
meu dentro.
Uma sinfonia cheia de sons
e versos.
Quero roupas claras,
a leveza das águas.
Quero menos
superficial.
Mais muito mais,
quero o real.
Dentro de um sol,
quero o calor que não se finda,
quero o calor de um corpo.
Eu quererei pra sempre.
Quero papo furado,
conversa sem tempo.
Assuntos saudáveis,
simplicidade.
Vicissitude.
Quero toques eletrizantes,
beijos revigorantes,
arrepios inebriantes.
Quero dentro dos meus olhos
um olhar teu inebriante.
Quero o cheiro, o sabor
do perfume de um beijo.
A paciência de um despertar,
a calma na hora que for amar.
Não me demores, nem te demores,
só se for dentro de mim, em mim.
Quero ansiar essas horas sadias,
quero o sol da vida, no fim de tarde a se por.
Quero mãos suadas beijos cálidos,
quero a inércia, mas quero a erupção.
Quero o cheiro do verde, ao se encontrar
com a chuva.
Quero querer, querer-te.

  

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

A soma da oito!

Por mais que eu esteja a coibir essa saudade,
a vontade que me transpassa,
de tanto bater com a cabeça na parede,
eu sei que essa vontade que me chama,
não é deliberadamente tão insana.
Os meus olhos eu sei o que acontecem
com eles quando eu te fito, o meu coração
se passa quando te capta.
E não se encontra nesse ritmo
em que pulsa milhas e milhas longe do teu sul.
Não posso mais querer-te,
mais posso glorificar e eternizar a magia
que foi ser tua e tu ser minha.
O fogo que queimava apagou-se,
mas a brasa bem de leve e mansa,
se mantém ali, aqui por ai.
E nessa nossa hipocrisia de nos procurarmos
em outras metades.
Depois de termos sido uma só.
Só apenas.
Por mais que eu te exclua,
me renegue, e cutuque todas as minhas feridas,
não posso deixar passar os momentos.
Momentos aonde amor se proliferou,
e eu fui eu, mais eu, tu foste minha,
eu fui somente tua.
Ainda somente tua, não sei até onde
serei capaz de permanecer com o bater
do coração intacto.
Venerar o que almejei,
ainda me prontifico a dizer, que não posso
ainda querer coibir.
Eu te deletei do meu on-line,
mas em off, eu te capto no meu pensar.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ai de mim!

Esse meu desejo de ser só,
e não estar sozinha.
De me acompanhar, sem haver
solidão.
Solidão que não preencha meus espaços
de vazios sem fim.
Quero minha companhia
sem horas a findar.
Quero meus gritos de pertubação
em silêncio quero poder gritar.
Sambar, dançar, e poetizar.
Quero estar só mais comigo mesma,
acompanhando-me sem me perder
de vista, sem sair da linha.
Sem eira nem beira, quero
virar noites e avessos.
Quero ir ao além,
no além do que me transpassa.
Quero entrar, adentrar meu mundo
á fundo.
No fundo meu,
no fora de mim.
Quero ser só de mim,
e agora!?
Agora.
Sem solidão,
um plural de mim.
E de mim eu serei pra sempre.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Meu e meu

Quero te profetizar sentir teu cheirinho novo,
e ver tuas cores vibrantes.
Passar os dedos em cada letra,
terei de te zelar e dividir
sem medo enfim.
Deixar meu jeito enciumado,
e dividir meus segredos,
tão secretos com mais e mais.
Cativar o mundo,
virar leitura.
Suspiros,quero te reler,
e velar, te acariciar ao
te desenhar em mim,
e escrever linhas e linhas.
Quero sentir o cheirinho de
velho quando anos se passarem,
de folha amarelada.
E rever dedicatórias,
e saborear o gosto de ser eu,
nessas vinte e uma primaveras.
Quero te sanar vontade louca,
de me adentrar e me avessar,
noites e noites.
E multicores poder pintar,
ao ver tantas borboletas junto
á mim voar.
Quero poder sentir o sabor
de te criar e recriar. 

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sete Mares

Não importando nada mais apenas,
quero tuas palavras,
que se encaixam nas minhas.
Eu preciso ser sete vezes mais confiante,
de sete maneiras de ter sorte,
preciso e necessito ter o desejo doce
que traz sorte a cada minuto.
Instantes em que te peço
ah neguinha, sorte!
Por maior ou menor que lhe
pareça e transpareça.
Meu mundo da saltos,
e avassalam.
Sem nem ao menos saber,
esse nosso estranho querer,
até onde possa ser,
o mais bem querer.
Aonde eu cruze sete vezes os sete mares,
aonde cada um deles beije meu corpo sete vezes.
Por mais louco que seja, e lhe pareça,
não compreenda-me.
Aonde se possa reconhecer a nossa intimidade,
distante mais tão intima,
como se dentro uma da outra
estivesse e se fosse possível.
Te sinto pela concha aonde sinto
o contato com o mar.
Tens tuas pendengas
com essas águas.
Elas querem talvez o querer que tu também
tens, ah neguinha.
Venha e te banhe sete vezes no mar,
e serei eu que te desejarei sete vezes doce.
E que te esmere e traga sorte com múltiplos sete.
São sete mares, sete amores, doce sete vezes,
e assim a tua sorte me abrilhanta.
E posso soprar de leve um pouco
pra longe das tuas beiras.
Não importando nada mais apenas,
quero somente esse colo e afago.
Mãe maior do mar.