sexta-feira, 14 de março de 2014

Boçal

Tão boçal quando o telefone termina a chamada,
e do fundo ecoa a voz que um dia você conheceu,
e como num flash back o mundo gira
em torno dos meus olhos.
Por de trás dos meus olhos,
tão boçal a indiferença coagida .
E quando soa aquela voz do outro
lado da linha é um desnortear sem fim.
E quando aparece a imagem
daquela face que tão esmerada foi
se nota um ser estranho.
Atípico boçal.
Trouxice tremenda,
enfim me anoja
a todo instante.
E um duelo se transforma
dentro de mim.
Forte e impactante,
quando o telefone
termina de chamar e ecoa
teu som no final da linha.
Te desmereço,
nem se quer conheço.
Tão boçal, essa moça
de olhos caídos . 

terça-feira, 11 de março de 2014

Independe

Nas tardes vazias, o que fazer.
Te escrevo.
Escrevo cartas e mais cartas
e guardo-ás todas.
Nunca te enviei se quer alguma.
Minhas tardes vazias, sempre
são acompanhadas, de tuas
memórias, tua ausência.
Esta presente, sem estar.
Vazias são as tardes que não
te há.
E não te há nunca mais,
e nunca mais dói.
Dói existir tardes para
serem vazias.
Te escreverei por uma vida
inteira.
Por vidas inteiras,
por alma.
Minha alma viverá eternamente,
e cada tarde vazia, te penso.
E escreverei.
Cartas e mais cartas.
Não te enviarei.
Publicarei todas,
em uma tarde completamente
vazia.
Já que não te há.

Faca

Morta estaria, e todos
os ventos me reviveram.
A magia negra quis perseverar,
me arrastei ao sombrio.
Quantas facadas levei,
quanta dor senti.
Enfiando teu punhal
em mim sem te doer.
Cega, serpente.
Prove o gosto da prata
onde escorre meu doce
sangue.
Me sacaneia, eu cega pelas
sombras.
Mas os ventos me reergueram,
e por tantos golpes.
cai em pé.
E volto, e te estendo a mão,
te tiraria pra jogar.
Mas no fundo escuro estas.
Eu te guiarei á luz!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Gran'

Quantas noites de insônia,
e o sono fugiu, me levaste
a calma do teu cheiro.
O calor do teu corpo,
me tirou o sono.
E a leveza de me tranquilizar nos
braços teus.
Meu gran' momento
de no aconchego teu me
encolher,
e acolhida estar.
Minha melhor,
calmaria de sentir
corpo á corpo.
O peso da respiração
nas minhas costas,
ao encaixe se prontificar.
No embalo da canção
que sai do teu cheiro.
Teu cheiro de sono,
teu gosto de cada despertar.
Sequestras-te meu sono,
levou meu aconchego.
Se avoa pra longe,
leva embora teu cheiro,
minha paz e meu sono.
Meu gran' final,
quantas noites versarei,
teu corpo em mim,
teu cheiro que inebriava
a casa, e meu coração.
Versarei tua falta,
o teu aconchego.

domingo, 9 de março de 2014

Sinucando!

Perseverar e ir adiante,
conquistar o mundo,
afinal sou dele e ele é meu.
Ganhar cada batalha
com o sabor único
de cada, perder e sentir seu amargor.
To na vida e ela ta me sinucando,
mas eu ainda sei irradiar,
e tenho muito chão pra sapatear.
Quem sabe eu encaçape a bola
oito e ganhe esse jogo.
E então outro começará!

Singelo

''Independe de mim te amar, o amor é um sopro de leve, que sinto me acariciar nas tardes vazias.''

Artesã II

Artesã, porque nada mais é um poeta
do que um tecedor,um artista, que cria
tesse o amor, que colore e movimenta
os gestos, brilha os olhos,
artesã,porque assim como o artesanato 
a poesia é milimetricamente esculpida
e desenhada.
Sentida em cada curva, a poesia da
artesã. 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Bagunça

Esse macio da tua voz que me desmancha,
esse feitiço que me assegura.
E hoje te temi,
não á conheço mais.
E busco no infinito dos teus olhos
essa ficção que pode chamar de ''amor''.
Não tenhas vergonha,
não tenhas medo.
Eu poderia te odiar,
tenho tantos medos.
Mas quero te resgatar,
e ainda te queria,
quereria pra todo sempre.
Te salvaria de qualquer abismo,
te estenderia as mãos.
E te daria todas as segundas chances,
tendenciosa posso parecer.
Meu amor parece ser uma
ficção, uma fixação.
Mas quando toca
aquela canção.
Tudo que tem dentro aqui de mim
se revira, me causa aquela bagunça.
Não seria um problema,
jamais,seria boa eternamente
em arrumar todas as bagunças.
Você ainda é a melhor,
do céu e do inferno.
Angelical, infernal.
Mil demônios despertou,
mas um macio que sai da tua boca
os faz dormir.
E isso que me desmancha,
que entra como um tufão,
vem, vem..
Me revira, por dentro e por fora,
posso sentir tua mão aqui em mim agora,
volte e me segure contra ti.
Me ama de novo,
me ame pra valer, sem mentir.
Me ama, me ame.
Supliquei teu amor, inúmeras vezes,
e é esse feitiço que me assegura.
E quero te salvar, de todos os caminhos
obscuros.
Mas secaste a fonte, e sugou minhas forças,
e retorna como uma ventania sem fim,
um furacão.
Vem me revira e bagunça tudo
de todas as formas.
Mas nessa noite, me ame,
apenas agora, aqui nesse momento,
venha e me ame pra sempre,
nessa única noite.
E esse seria um adeus,
vem e me bagunça.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Nos ventos das águas

Me tirou todos os espaços, e disferiu tantos
golpes, tornou meu colorido
tão cinza.
Quebrou meu encanto,
como diversas vezes.
E não posso crer, não me passa
pelas entranhas.
Meu estomago não tem
força o suficiente pra crer
na podridão que carregas.
Meu labirinto obscuro,
enterro-te cada segundo que respiro.
E todo esse sangue que jorraria
não jorrará.
Meus ventos me cicatrizam,
as águas me limpam
Disferiu tantos golpes no teu intimo,
e meus ventos te sopraram.