domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nenhum som me toca!

Minha caixinha de música quebrou-se,
a bailarina de vestido cor de rosa não gira
nem dança, a magia foi sucumbida o encanto
se estremeceu.
Fora como se lascasse meus pedacinhos,
remexendo um profundo que se perdeu.
Já não havia o que se fazer, tinha sido
tirado a magia do meu viver.
Era doce o teu tocar, o som que fazia
inebriar tudo o que eu habitava.
Não faz parte de mim mais.
Eu expulsa dos momentos eternos.
Como acostumar-me, jamais voltaria a
dançar e girar novamente.
Bailarina do meigo som, nem teus olhos
pequeninos eu não os veria mais.
Obcecada fiquei, as minhas horas
terão de ser desvirtuadas.
O tempo irá se arrastar e o cotidiano teu
 e meu se desvirtuo.
 Minha caixinha de música quebrou-se,
e não existe nenhum som que ecoe dentro
de mim.
Não há mais o que se fazer, nenhum
gesto comove mais á mim.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Talvez!

Não sabem e desconhecem o meu intimo,
que gritando por dentro esta, 
o caminho a percorrer me divide.
Acolhe-me terrinha amada,
que de tantas mil, tem um cheiro
aguerrido.
Sem fronteiras, de um mundo
cheio de céus, queria ficar aqui
só isso aqui aonde eu estive nesses
longos e curtos segundos.
Que tempo curto esse ao lado teu,
não perdurou mas eternizou.
O mundo tocou na minha campainha
e eu atendi.
Tenho que ir lá do outro lado de mim
ver o que encontro.
Se quiser empurrar a janela
que deixei entre aberta,
talvez tenha sobrado eu, em algum
canto de mim.
Mas olha só Talvez!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fim!

Não era cacos, nem abismos, era somente eu em mim.
Chovia lá fora, mas nem chegara a ser a metade que desabava dentro de mim,
desfaleci era febril meu ser.
A tempestade era o meu semblante,tantos caquinhos.
Chegou ao fim.
Fim.
Era isso o meu temor, era essa minha grande perda,
agente que era tão mais se esvaiu.
Meu amor que ainda é imenso me desmorona,
impactante essa derrota.
Mesmo me deixando, era nos teus braços que me
confortava, senti a calma no mundo.
Podia morrer nos braços teus, que seria plena e
feliz.
Não foi.
Não deu pra nós.
Não era cacos, era eu caida desmoronando,
tendo que seguir um caminho por ai.
Choveu lá fora inundou á mim.
A tempestade era meu viver.
Chegamos ao fim.