domingo, 22 de dezembro de 2013

Não se deixe evaporar!

Não foi um plano, foi irrelevante.
Não havia caso, e nem era pensado.
Acontecia como um vicio, impertinentemente.
Os caminhos não se cruzavam.
E simplesmente uma mania rolava no ar.
E me perguntara qual sentido teria isso?
E te digo querida, pode perder-se do caminho,
mas nunca deixe evaporar tua essência.
Eu buscava entender, e achar a formula
perfeita.
Perfeita pra ter-te.
Perfeita pra não se quebrar mais uma vez,
uma cola dessas bem boas.
Pra colar cada pedacinho dos cacos.
Pensei em céu pensei em mar.
Te desejei cada noite.
Pesarosamente meu ser ficava.
Tentei por vezes ficar leve 
e manter a calma.
Mas como um súbito me via a clamar pela
tua presença.
Desconfortante, mas esse laço me dava um nó.
Achar uma formula magica pra encantar,
pra poder te dar esse amor que aqui existe.
Era uma mania, era um vicio, era julgado.
Era um tiatino meu.
Era o meu calor esfriando.
É esse sentimento berrando, 
urrando dentro de mim.
E acho que consegui achar a magica.
Mas pra se realizar preciso, 
preciso, que acredites na magia.
Nos meus olhos.
Porque eu vejo a magia no teu olhar.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

?!Eu?!

Desagradável pensar como eu,
melhor ainda, loucura pensar como eu.
Flash de perspicácia.
Sei ao menos nessa vã consciência
esse vasto desagradável.
Seco, debochado.
Sorrir.
Onda avassalante.
Voltei, voltei.
Estou inerte, policiando-me.
Aprendendo ser eu.
Agradável, simples assim.
Delicadamente desagradável,
uni plurificado.
Loucura sensata.
Ironia perspicaz .
Não atrevo-me a pensar assim,
o pensamento meu me voa.
Acontece, desagradável.
Eu. 

Amuleto

O vento que traz a chuva é a minha companhia de hoje,
e eu prefiro o claro ao ficar no escuro da noite, e não tenho
coragem de me encarar na frente de um espelho.
E as lágrimas que aqui correm, são as mais puras, e a caneta que
carrego por dentre meus cabelos úmidos, é como se
fora um amuleto.
Ouso a ver apenas meu reflexo, ao retocar o batom
o lápis que já borrara.
E me respeite, vá devagar, quero o meu amigo e eu,
preciso me cuidar.
 E é delicado ao meu modo, porque o meu sofrer me
dilacera.
O vento se faz meu amigo, eu, eu não o vejo,
só o sinto.
E assim tenho feito, passos calmos,
e um sentir.
Um sentir eu não o vejo, apenas sinto-o.
Amor, meu vento.

sábado, 16 de novembro de 2013

Enxergar !!

Excentricidade que habita meus pés,
meus olhos secos temem a chuva.
Cessou de tempestades em mim,
e confesso ter receio com o frescor do novo.
Tem cheiro de sol que queima a pele,
que aquece o corpo só.
Mas mergulhada em um azul profundo,
sinto que tem um vazio em mim.
Tantas vezes esse vazio me perturbou,
agora talvez me reconforte também.
Me sinto bem, me sinto mal e me sinto leve,
por estar em mim outra vez.
Tenho medo, e isso me encoraja,
tenho coragem, e isso me da medo.
Excentricidade que me tira e bota no chão.
Minha vez, a realidade vai me sequestrar
e não tem resgate.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fotossíntese

Lapsos de memória, e quando me dou por si levei um safanão da vida,
tem tanto sabor o meu gosto livre.
Mas com arestas amarras me levo de encontro a ti, 
em cada sinal, cada mancada minha,
consequentemente ou inconsequente não sei 
agir, estou coagindo á mim.
Lapsos que tentam de diversas formas me ofuscar,
me tirando o foco, o meu espelho,
meu refletir.
Reflexos que já nem espero, me da vida
ao ver assim em mim a minha imagem.
Mas essas cobertas não conseguem
me suprir, quando a carência grita e me 
desespera.
Basta, eu grito no intimo,
vá se bastar!
Em arrepio profundo
continuo a te sentir, me movimenta
ao datilografar meus versos.
Me inspiro em ti,
mas agora pelo meus poros você sai de mim,
na constância do meu respirar.
Preciso me auto ajudar,
necessito dessa fotossíntese 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Gigante somos nós o gigante!

Vinde até mim um arrepio irrelevante,
que foi o estremecer de um corpo surpreendido.
Jamais esperara ver sangue nos olhos deste povo,
que aguerrido acomodara-se em um mar estapafúrdio.
Miséria tanto quanto lastimas e uma era se esvaiu
por se manterem calados.
E um viva voraz paira sobre nossos olhos e corpos,
gigante óh meu gigante acordaste de vez.
És glorioso tempo de luta, aonde vozes surgem de um interior
cansado e poido de tanta corrupção.
Podres, mesquinhos, debochados, raça deplorável.
Políticos.
Poder palavra tentadora, que leva a eutanasia do país
inteiro.
Mundo fantasia, de povo incredulo,mas não mais.
Revolta á mim ver e me sentir atada mesmo lutando,
ditatura á vista, sobreposta em cima de uma mídia
tendenciosa e com palavras e atos sugestivo.
Uma policia que se corrompe, e nos assusta, em quantida absurda,
e me pergunto aonde estão tantos policiais quando precisamos de fato.
Governo filha da puta, que da ordem para fazer de um tudo contra quem somente
canta e luta para ter seus direitos realizados.
Aonde está a verdade dessa pátria pergunto á mim como um martelar repentino,
que não me sai da cabeça, me amarga e consome.
Somos nós por que a polícia é deles!
O poder é meu é nosso,
minhas palavras, meus atos, meu corpo tem poder.
E não os calo.
Tenho um estado que ainda me orgulho, porque meu povo
aguerrido e bravo se mostra pioneiro.
Arrepia fundo inebria a alma, mesmo em revolta
a beleza de mudar e calar a corja das duas torres
tem um sabor magnifico.
Escrevo em honra a nós ao nosso Brasil.
A história bonita que aqui se faz,
agora o orgulho de ser aqui enche a boca e os olhos.
Povo de luta mesmo com decepções, não se deixou cair.
Um manifesto e um proposito nacional.
Revolucionar!


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Nenhum som me toca!

Minha caixinha de música quebrou-se,
a bailarina de vestido cor de rosa não gira
nem dança, a magia foi sucumbida o encanto
se estremeceu.
Fora como se lascasse meus pedacinhos,
remexendo um profundo que se perdeu.
Já não havia o que se fazer, tinha sido
tirado a magia do meu viver.
Era doce o teu tocar, o som que fazia
inebriar tudo o que eu habitava.
Não faz parte de mim mais.
Eu expulsa dos momentos eternos.
Como acostumar-me, jamais voltaria a
dançar e girar novamente.
Bailarina do meigo som, nem teus olhos
pequeninos eu não os veria mais.
Obcecada fiquei, as minhas horas
terão de ser desvirtuadas.
O tempo irá se arrastar e o cotidiano teu
 e meu se desvirtuo.
 Minha caixinha de música quebrou-se,
e não existe nenhum som que ecoe dentro
de mim.
Não há mais o que se fazer, nenhum
gesto comove mais á mim.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Talvez!

Não sabem e desconhecem o meu intimo,
que gritando por dentro esta, 
o caminho a percorrer me divide.
Acolhe-me terrinha amada,
que de tantas mil, tem um cheiro
aguerrido.
Sem fronteiras, de um mundo
cheio de céus, queria ficar aqui
só isso aqui aonde eu estive nesses
longos e curtos segundos.
Que tempo curto esse ao lado teu,
não perdurou mas eternizou.
O mundo tocou na minha campainha
e eu atendi.
Tenho que ir lá do outro lado de mim
ver o que encontro.
Se quiser empurrar a janela
que deixei entre aberta,
talvez tenha sobrado eu, em algum
canto de mim.
Mas olha só Talvez!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Fim!

Não era cacos, nem abismos, era somente eu em mim.
Chovia lá fora, mas nem chegara a ser a metade que desabava dentro de mim,
desfaleci era febril meu ser.
A tempestade era o meu semblante,tantos caquinhos.
Chegou ao fim.
Fim.
Era isso o meu temor, era essa minha grande perda,
agente que era tão mais se esvaiu.
Meu amor que ainda é imenso me desmorona,
impactante essa derrota.
Mesmo me deixando, era nos teus braços que me
confortava, senti a calma no mundo.
Podia morrer nos braços teus, que seria plena e
feliz.
Não foi.
Não deu pra nós.
Não era cacos, era eu caida desmoronando,
tendo que seguir um caminho por ai.
Choveu lá fora inundou á mim.
A tempestade era meu viver.
Chegamos ao fim.