terça-feira, 19 de novembro de 2013

?!Eu?!

Desagradável pensar como eu,
melhor ainda, loucura pensar como eu.
Flash de perspicácia.
Sei ao menos nessa vã consciência
esse vasto desagradável.
Seco, debochado.
Sorrir.
Onda avassalante.
Voltei, voltei.
Estou inerte, policiando-me.
Aprendendo ser eu.
Agradável, simples assim.
Delicadamente desagradável,
uni plurificado.
Loucura sensata.
Ironia perspicaz .
Não atrevo-me a pensar assim,
o pensamento meu me voa.
Acontece, desagradável.
Eu. 

Amuleto

O vento que traz a chuva é a minha companhia de hoje,
e eu prefiro o claro ao ficar no escuro da noite, e não tenho
coragem de me encarar na frente de um espelho.
E as lágrimas que aqui correm, são as mais puras, e a caneta que
carrego por dentre meus cabelos úmidos, é como se
fora um amuleto.
Ouso a ver apenas meu reflexo, ao retocar o batom
o lápis que já borrara.
E me respeite, vá devagar, quero o meu amigo e eu,
preciso me cuidar.
 E é delicado ao meu modo, porque o meu sofrer me
dilacera.
O vento se faz meu amigo, eu, eu não o vejo,
só o sinto.
E assim tenho feito, passos calmos,
e um sentir.
Um sentir eu não o vejo, apenas sinto-o.
Amor, meu vento.

sábado, 16 de novembro de 2013

Enxergar !!

Excentricidade que habita meus pés,
meus olhos secos temem a chuva.
Cessou de tempestades em mim,
e confesso ter receio com o frescor do novo.
Tem cheiro de sol que queima a pele,
que aquece o corpo só.
Mas mergulhada em um azul profundo,
sinto que tem um vazio em mim.
Tantas vezes esse vazio me perturbou,
agora talvez me reconforte também.
Me sinto bem, me sinto mal e me sinto leve,
por estar em mim outra vez.
Tenho medo, e isso me encoraja,
tenho coragem, e isso me da medo.
Excentricidade que me tira e bota no chão.
Minha vez, a realidade vai me sequestrar
e não tem resgate.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Fotossíntese

Lapsos de memória, e quando me dou por si levei um safanão da vida,
tem tanto sabor o meu gosto livre.
Mas com arestas amarras me levo de encontro a ti, 
em cada sinal, cada mancada minha,
consequentemente ou inconsequente não sei 
agir, estou coagindo á mim.
Lapsos que tentam de diversas formas me ofuscar,
me tirando o foco, o meu espelho,
meu refletir.
Reflexos que já nem espero, me da vida
ao ver assim em mim a minha imagem.
Mas essas cobertas não conseguem
me suprir, quando a carência grita e me 
desespera.
Basta, eu grito no intimo,
vá se bastar!
Em arrepio profundo
continuo a te sentir, me movimenta
ao datilografar meus versos.
Me inspiro em ti,
mas agora pelo meus poros você sai de mim,
na constância do meu respirar.
Preciso me auto ajudar,
necessito dessa fotossíntese