domingo, 27 de novembro de 2011

Engasgo!

Sem me salientar de vez e por vez,
não consigo piedosamente agir.
Em engasgos secos teu nome
nem me passa pela garganta.
Tanta desvirtude de um ser
coitado, pobre em amor.
Nem por pena nem por humanismo,
eu somente vou esmagando esse teu ser
com meu pensar,deteriorando-te em mente.
Se meu pensar tivesse a força da vontade
minha, Ora bem!
Extinguiria a tua imagem atormentadora da minha vida,
acabaria então com teu ser por vez de vez absolutamente.
Sem me impor e expor,simples detestar,
nem meu ódio não mereces,
na verdade não devia gastar nem perder meu tempo.
Mas nisso posso confessar, que ganhas de mim
nojo total.
Só sei que na soberania de ser real,
e sentir de verdade e ser de verdade.
Prefiro somente a mim aos meus,
ridícula não poder e não saber.
Mesmo não sendo piedosa com meu pensar,
somente te desprezo.



domingo, 16 de outubro de 2011

Louca!

Enlouquecer assim, estou em desatino,
cada verdade lúdica, com tantas
mentiras veridicas.
É um palpitar reprimido.
E eu estou enlouquecendo,no palpitar,
no simples respirar,quase inútil.
O tempo é massante,e se faz de um
instante o tormento existencial.
Babaquice esse dom supremo,
desta tal artilharia feminina.
Corroe aos poucos, me dando
o medo veemente.
O latejar de cada pedaço meu,
as veias se arrocham, do penhasco
mais alto de onde elevei minha emoção.
Só não consigo não ter-te,e com tal indiferença
de coisas talvez estapafurdias do desatino
pensar meu.
Quem sabe enlouqueci!?
Louca.
Nada passa de epifanias minhas,
e tudo esta bem.
Não sei, não sei!.
Dentro do meu peito a um tambor,
nele é bombeado a minha existencia.
Ora bolas, nele é aonde existe o meu eu
a verdade mais absurda.
Estou a enlouquecer,
feliz,feliz ao ato compulsivo.
Amei,ao amar,ao amo dilaceradamente.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Versar ao amor meu!

Incessante,
o vento que pairava sobre nossos corpos
trouxe-me na exatidão o despertar da
vida real,entrei em transe.
Eu junto a ti,duas rodas e o vento.
Uma melodia ao fundo,
meu corpo,meu sentir hoje teme.
Mas te chama,e o percorrer
da velocidade,inebriando-me
com o teu cheiro doce.
Minha virtude mesmo que em
magoa é poder,poder-te dizer
que á amo.

domingo, 18 de setembro de 2011

Cuspir!

Como se fosse um tiatino meu,
deixei-me levar e sentir tudo.
Perdi-me por ai,desconectei
meus plugs.
O vento a sombra,a minha vida,
o dolorido que esburacando-me o peito.
Um silencio gritante,uma música consoladora,
meu choro sincero,secreto.
Árvores que com seu silencio,
acolhiam a minha pessoa.
Sentei-me,pedrinhas folhas,
uma terra levemente chão puro.
Fitando o lago,uma casa um moinho,
tartarugas,flores.
Precisei apenas do silencio reconfortante
energizando-me assim.
Cuspindo pelos olhos aquela dor imensa
que já não pertence mais a mim.
Cuspir a dor a confusão os meus rumores,
conectei-me comigo mesma.
Sintonia de leveza e paz,um lago árvores flores
acolhiam-me e no afago do vento revigorei-me.
Cuspindo uma podridão pelos olhos,
e quando tudo se extirpou me vi leve e serena
outra vez.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Sem personagens..verdade!

Entre meus cacos estilhaçantes,
sobrei apenas,sou um resto que
simplesmente sobrou de mim.
Trancada ao meu profundo
perdida dentro do que me enche,
talvez quem sabe ironia minha,
vazio que me preenche.
Sem querer ofuscar teu brilho,
me tranquei e guardei tudo de mais
belo,simplório meu, dentro de ti.
Meu refugio seguro,
meu acalento secreto.
É a carne que sangra,é no teu dentro,
em meio ao bombear de sangue da tua vida,
ao pulsar do teu músculo mais importante.
Valor, sentir,temer,sufocar-me.
Quem sabe nem seja eu mais o que restou de mim,
a cabeça pesa, meu versar tem tantas lágrimas
que doem em apenas memorizar um poetizar
em versos.
Avessamente,permitindo apenas sentir,
leveza, fazendo-me nessa ironia que se tornou
meu viver,acreditar na leveza da minha paz.
Aos meus poetas que me acolhem,
um subterfúgio tão particular meu.
Não sei se ainda terei uma mão pra segurar,
e apenas dizer que no silencio da minha dor,
o teu respirar resolve tudo.
Quem sabe minha poesia vire,
um conto.
Que tudo vire uma letra, um verso,
mesmo se não tiver o teu respirar,
terei a única verdade que habita em mim.
Amor.
Mesmo que apenas reste meus cacos,
quando eu resolver proferir minha poesia,
farei a força maior do mundo,doce,leve..
Em amor!

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Mãos!

Era apenas um simples dedilhar,um doce e macio toque.
Olhos fechados,conectados em um sentir profundo,
aveludando-me a alma.
Sintonia mágica, real, em um poetizar desenfreado,
que avassalo-me nos instantes a segurar tua mão.
Nasce dentro de mim,no mais profundo,secreto que tenho guardado ao infinito
sentir por ti.
Tão doce,menina pura,que tem uma ternura inebriante,
me faz sentir todo o conforto no simples toque de mãos.
Permaneço de olhos fechados, de alma leve,
e sentimento pleno,no conforto absoluto do aconchego teu.
Menina inocente,que tem nos olhos uma verdade pura,transparente.
Aqueles segundos eternos me enfatizam no coração
marcando-me em memórias.
Te olho no teu profundo,profundo dos olhos tão negros teus, enxergo-te mulher.
Mulher perfeita,com defeitos mais encantadores, com o sorriso mais lindo.
Percebo-te, e ao perceber-te,sinto que ainda nada sei.
Menina tão mulher,mulher tão menina,que á mim revela segredos e doçuras pelas
palmas da mão.

Desenfrear, recomeçar sempre!

Na verdade, recomeçar, um segundo nome,
dado a mim por mim mesma.
Nunca fácil sempre no mais difícil,
culpando-me talvez por não saber
e nem ter o dom das artimanhas da vida.
Cruel, verdade escancarada,de uma vida frustrante
que eu fui capaz de proporcionar.
Hoje aqui já não sei, não sei,
meu sentir aumenta a cada dia mais e mais.
Só que não foi o suficiente,quem sabe eu poeta
dependente uma coisa que nem eu mesma sem
nomear.
Fui teu jogo triste,sem vitória no final,
um recomeço no meio de tantos.
No meu medo mais profundo tremulamente,
ao medo mortal de ter que perder-te.
Ao conjugar o meu amor por ti,
sou errante da vida,poeta no meu amor.
Aspirante nesse jogo que não fui capaz
de te suprir.
Não bastei e nem me fiz única,
mas tentei não desisti.
Momentos que cortaram-me em mil pedaços,
no mais frágil coração que aqui arrebenta meu peito.
Te amo, mesmo quando notei que o amor,
é um sentir belo
porém traiçoeiro,doloroso.
Não sei, se te faço ou farei feliz,
mas mesmo assim sigo amando-a.
Me perdi, me encontrei em ti,
não carregue-me.
Acompanhe-me nesse jogo que atrevemos-nos
a jogar,quero-te ao lado meu.
Não sei se serei capaz de te realizar,
só não subestime a minha capacidade
de te amar.
Nada é fácil,mas desculpas nessa vida já
não se usam mais.
Palavra corriqueira esdrúxula no vocabulário
da vida.
Mas cresci e evolui cada segundo meu,
poeta,mulher,companheira.
Pessoa!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Começar!

Chuva que transcende a alma,
lavando corpos suados,
no ardor de um momento
intenso.
Tão singular o nosso plural,
unificando humanos,
unindo corpos, desejos e vontades.
De uma realidade sonhada,
ao sonho real de se viver,
sem fadas, e coraçõezinhos.
Sim com..
Projetos sonhos...
Futuro.
Chuva que nos molha,
que traz o cheirinho de paz,
de terra, vida, natureza.
Perto do azul do mar, pureza de um
paraíso perdido.
Um cheiro no canto tão nosso,
as borboletas que voam pelo nosso céu.
Esperança de amar, viver.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Luzes!

Luzes  acessas, de uma cidade
sendo redescoberta
um sopro de uma brisa leve,
as gotículas de uma chuva de esperança
caindo sobre o meu rosto.
Uma janela que me faz viajar nas emoções,
e ter meus versos acanhados na memória
outra vez.
Os caminhos todos trilhando-me,
o presente suprindo o passado,
motivando o futuro.
Um olhar mais maduro, um querer
tão singelo, os pequenos detalhes
que te passam e me passam.
Os afagos.
A modéstia de poder amar,
e admirar-te.
De me querer bem,
vivendo do difícil, e querendo um
sorriso como recompensa, um
sorriso cansado as vezes,
mas o teu sorriso, aquele
melhor mais largo e lindo.
O teu sorriso de um semblante
que me acolhe.
Eu redescubro em mim em nós,
a cada instante, os meus versos
soltos.
A minha poesia de viver,
com o sonho real, a realidade
tão sonhada.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Acolher-me!

Branca leve, com cheirinho de natureza,
azul límpida com o barulho da paz.
Repondo energias recarregando-me
na vibração dela.
De olhos abertos me fiz capaz de sonhar,
em admira-lá paisagem natural,
os caminhos nem sempre tão claros
as virtudes nem sempre em auge.
Vou me valendo assim de momentos
únicos, de sonhos reais.
Vontade tamanha de me deixar levar
nas correntezas do meu sonho,
nas ondas azuis que beijam a praia.
Recarrego-me em luz ao lembrar
do tão glorioso momento.
Aonde me senti em contato
com a minha natureza interior,
com os meus sentires mais puros.
Amor.
Vai se fazendo o ápice de uma virtude
tão procurada.
A vida se mostra complexa,
e a praia se mostra acolhedora.


Contadora

Virando-me assim, torta, reta,
quem sabe inerente,
sensação dejavu.
Ardentemente, sofridamente
os minutos vão sendo lançados.
E quem já fui ou sou, são só
palavras soltas em um vento frio
no breu mais escuro de uma noite tão
gelada.
No extremo meu, na inconstância
dessa vida.
O maior jogo que me atrevi a jogar,
os dias já não se somem ao cair da noite,
quando o sol dorme lá fora.
Ele perdura, as duvidas e as lagrimas
persistem em cair.
Já não sei ser tão poeta, ou talvez só saiba
mesmo escrever eu e minha vidinha.
As poesias que me encantam e me fazem
viver ficam tão mudas dentro do meu peito.
Agora tenho um relato gelado, de uma verdade
crua, e com gotas de medo.
Virei uma contadora, uma escritora de contos
talvez, desse meu leque tão imenso de viver
ao extremo intensamente em letras e versos.
Ao paraíso perdido , retornei, tiraram-me a paz
roubaram a luz e os caminhos fáceis.
Ainda me encontro em sorrisos
acolhedores, amados e brilhantes.
Eu tão poeta, virei essa relatora de mim
mesma, sem graça sem tanta virtude.
Tentei vasculhar no meu baú de lembranças
as poesias tão ternas e doces.
Elas vivem, querem se fazer outra vez presente
na minha arte de viver,sentir.
Tornando-me outra vez uma poeta,
que conta a vida em poesias
quentes e vibrantes.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mulher Amada!

Consigo descrever lentamente
as sensações e como tudo se
proliferou em mim.
Como um gás venenoso
que eu fui respirando sem
notar.
Foi corroendo cada parte
do meu ser, por dentro.
Misturando tudo, amolecendo
aos poucos e ardentemente
os batimentos do meu coração.
Era um sentir acanhado,
leve e sereno.
Que veio sem intenções
maldosas, surgiu,encantou-me
e aconteceu nós.
Me deixava sem dormir
no começo foi empolgação
pelo novo, sabor doce.
Depois foi me tirando o sono,
por medos e duvidas.
Ficou bom demais,
é o que dizem o medo
é o sinal de que tudo esta ficando bom.
Eu consigo descrever o que me vem na mente
nas noites longe do teu corpo.
Eu não consigo exprimir tudo em
palavras.
Acho que cada vez, vai me tirando
o sono,por ciúmes, medo, sonhos,
vontades,por amar-te.
O melhor sono é o teu que
velo, e com cheiro gostoso, a inocência
tua quando dorme,
face bela.
Emociono-me descrevendo
tudo esse tanto.
Eu não consigo ler nas minhas
entrelinhas, é eufórico.
Agora já não sei como me encontro,
a sensação de novidade ainda permanece,
a cumplicidade aumenta com o passar dos dias
nossos.
O sono ainda me é roubado por ti,
continuo a velar teu sono em segredo.
Só que agora amo-te, amo-te, em cada pedacinho
da tua existência, em cada linha do teu desenho,
por cada som ou gesto,nas verdades, brigas.
Te amo nem ao menos sem me defender de tanto
amor, se é que isso é possível.
E ele aumenta de uma forma acelerada,
e calma, com suavidade.
Suavizando a mim, me entregando
em amor.




Sexy!

Acho meio ridículo esse modo
meu particular, de em raiva
buscar em alguém
uma frase de conforto.
Meus grandes pensadores,
ídolos sublimes.
Ah to chutando o balde
de bons modos.
Eu mesma sei faze-las
frases de impacto
promissoras avassalantes.
Nada de modéstia,
nem clichês baratos.
Coisas ininterruptas,
os momentos são meus.
E sinceramente, quem me conhece
e os sente são só eu.
No vão mais secreto,
na forma mais clara
eu me entendo.
Sei exatamente o que se passa
nessa cabeça em atos.
E ao mesmo tempo em definir-me
e ao entender-me.
Não sei, não sei e não sei.
Não me entendo e nem acho,
sou uma aspirante a ser ''humano'',
ou uma admiradora do que não entendo.
Vem até mim, julgue o desconhecido,
é de prache é o típico alheio.
Te equivoques com meus mistérios,
sou ardilosa quem sabe, misteriosa
talvez.
Eu sou o que as bocas a fora não sabem
julgar, e nem sabem superar.
Modéstia minha sorrir e poder
irritar-me assim.
Nada de perfeição,
de mesmices, isso não cabe a mim.
Extravasando em letras, versos,
os meus gritos de imperfeição.
A quer saber eu to me lixando,
nossas línguas são sem osso.
E tudo que vai volta,
eu acho meio ridículo
e boto defeitos.
E meu modo meio leão
acha sexy essa forma indignada
tão minha.
E pra falar bem a verdade
tripudiem e falem mesmo.
Ao envenenar a mim
com raiva e irritação,
eu crio e na arte de criar
me delicio comigo mesma
ao jeito sexy de irritar-me.





terça-feira, 24 de maio de 2011

Sentir Mulher!

O amor, o carinho, cordialidade,
saudades, raiva, os meus sentimentos
fazem parte de mim.
Dão o ar a minha essência,
e não preciso de frases feitas
pra dizer quem sou.
O que eu sinto, e por quem
eu sinto.
Sentimentos, me avassalam
bruscamente.
É indelicado quando se faz
valer em dores.
Tão meigo e puro
quando me soa com
carinho e amor.
Tô aqui agora, querendo
apenas um afago.
Soltar meus sentimentos
doces e ternos.
Sem usar uma única letra,
apenas o meu choro,
frágil delicado.
A pureza de deixar meus
olhos derramarem amor, felicidade.
Da maneira pura que é
poder sentir-te, e me sentir mulher.

Amargo ao Doce!

Vamos começar assim,
com certeza quando isso
em mim se prontifica.
O ardor, o que queima em mim
é o senso de não ter senso,
e assim mesmo eu tiro
de letra.
Há vamos lá,
leia e faça-te entender.
Meio difícil, ao secreto
e oculto pensamento.
Pois bem, graças ele é só meu
e morro, morro por dentro.
E assim faço valer o morrer
de rir.
Calar-me em tempos assim
o escambal, quero o rumor
as balbúrdias estapafúrdias
conquistas amargas.
Que convenhamos,
que sabor fenomenal.
Fabuloso.
Ao clã de majestade,
vem, te aproximes.
Só não te queime,
e nem se choque comigo.
Aviso importante,
perigo cruel.
Ah que venha,
o sorriso esta aqui estampado,
a arte primordial,
que se vale nessa essência
dramática.
Da vitória triunfante,
ao deboxe culto.
Mas que absurdo tchê!
Confesso que até me excita,
o meu grande prazer, sendo
deliciosamente assim.
As epifanias desse ato bucólico.
Ironia memorável.
Os sorrisos e gestos,
ao delicioso poder de matar
cada parte existencial em minha
mente.
Tenho o dom, o poder,
de em atitudes sobressair-me.
E em um sorriso cordial e amigável
te odeio com classe e soberania.
Me anojando aos poucos
por cada miserável partícula
do teu ser tão podre.





segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sinais

Aonde me sucumbe, entre caminhos,
verdes, amarelos, vermelhos.
Fora de ordem, em desalinho,
entradas,partidas,chegadas,saídas,
paradas.
No universo tão sereno,
e simples,tão modal singelo.
Cores fora de órbita, em avanço,
segundos.
Vida minha, vida tua,nossas vidas
em meio as cores dos sinais.
Sinais que nos mostram a hora certa,
do caminho tão nosso.
Os sentires tão modestos, sinalizados
em cores, vibrações, olhares no nosso toque.
Aonde em sinais viajo
em um mundo de poesia todo solto
e ao mesmo tempo presos em ti.
Nos vértices dos sinais do corpo tão teu,
tão meu.
Sinais de multicores, em multicolorido
ao multicolorir.
Vidas.
Aconteceste em sinais,
nos teus tantos gestos ditos
nos detalhes.
Vejo o mundo paralelo, rente a mim,
em contato com os sinais do meu corpo.
Poesia que sinaliza aos ouvidos meus
em silencio.
E nos tantos sinais de vida, junto
versos e no teu multicolorido, em tantos
sinais.
Eternizo-te nas poesias tão nossas.











terça-feira, 17 de maio de 2011

Desenfrear,saborear!!

Sentir é a forma mais linda,
 primordial do meu existir,
sentir é escrever, sintonizar sílabas,
frases ritmadas, em meio aos versos soltos
e com som de cores harmônicas.
Cada cor do meu sentir, tem o seu sabor,
inconfundivel,
no paladar dos meus dedos,
na degustação do escrever linhas e mais linhas,
sem desenfrear.
Sentir se torna parte de mim,
na minha realidade complexa
eu me torno parte do meu sentir,
eu que me junto a ele,
ele se prevalece sobre eu mesma.
Quis mudar, refletir, sincronizar,
em atos, idéias, pratica-las em meio
as minhas teorias surreais e
absurdamente sonhadoras,
fiz-me em realidade alguém ,
apaixonada por mim mesma,
sonhadora, em compulsivo escrever
em teoria em pratica,
em sonhos em pensamentos.
Eis-me aqui, de tantas outras eu,
de tantas outras vidas,
de mãos dadas a mim, em versos,
cometendo o erro mais saboroso,
o erro de contar ao mundo
os segredos tão profundos de um complexo sentir.
Em idéias, variados e variáveis assuntos,
não me repeli em nada, no solto e sonhador pensar,
voando em mim viajando por dentro
em cada parte da minha alma,
o meu sentir se enraiza ao peito,
e o gosto majestoso do paladar dos dedos meus,
se sacia ao sentir
e saborear cada som
dos meus versos soltos em poesia.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Rascunhos a poetizar..

Aos trocadilhos incessantes,
não sei se troco passos,
ou encaixo as letras.
No profundo mais harmonioso,
com todas as cores,
tonalidades, e gestos.
Desembaraço mais jeitoso,
timidez não tão tímida,
apaixonante, que cativando-me,
me faz querer-te além dos
limites.
Fonte das aguas mais cristalinas,
tão pura, desenhada de forma
simples, o simples que enche aos
olhos de quem a vê.
Enche na verdade meus olhos, meu
coração que bate em um ritmo
de música romântica,suave.
Poeta meio demodê, talvez cafona
sem rimas ricas e pobres.
Sem nexo, na loucura toda a proferir,
quero o encaixe perfeito pra minha poesia
meio torta.
Guardei no bolso de um casaco,
o esboço do teu sorriso, que
ao olhar-te discretamente
fitei em apenas um suspirar.
Fervendo, em desejos,
nas mais doces vontades.
Podia fazer de mim tão poeta,
tão tola, do rascunho,
até as chegadas principais.
Dos caminhos livres,
as linhas retas do horizonte
até nas verticais.
Juntar os nossos esboços,
rascunhos, plantar junto
sonhos e verdades.
Finalizar nossa arte final
de amar.




terça-feira, 10 de maio de 2011

Sintonizo-me!

Eu vou vivendo e te sentindo 
cada vez mais em mim,
cada segundo,instante.
Cada respirar ,pausar, piscar 
cada gesto, suspiro, sonho.
Nas vontades, maneiras
canções, palavras.
Em cada letra, nas vogais,
consoantes.
Nos meus momentos,
inspirações.
Nas minhas conquistas
pessoais,no meu humor
alta astral, até no mau
humor.
Porque não sou cem por cento
sorrisos.
Vou vivendo,habitando a mim
e sentindo-te na presença,ou
em ausência.
Procurando-te nos meus detalhes,
nos meus versos,nas melhores rimas.
Sentindo vontade de pesar o meu corpo
no teu, no ato de amor.
Transformando-me em um corpo
apenas, um corpo junto ao teu.
Na forma quente, vibrante,doce
e alucinante dois corpos em um só.
Na sintonia dos prazeres,na cordialidade,
vivendo em mim mesma em ti.
É constante,e vai se prolongando
minhas vontades, conectadas a ti.
Doce,cheia de sentimentos dentro
no segredo teu.
Te leio com meus olhos fixos nos teus,
te admiro e amo,a cada vez que meu olho
olha-te.
Indefesa,pura,meiga e menina,
mulher tão voraz,tão minha.
Sou inteiramente tua,
nos desejos mais profundos.
Me perco em tantos gestos,
nas vontades de te-la.
Vou vivendo e sentindo-te. 


Crenças

As águas que me banham,
vem de um além, ao molhar-me
de uma fé.
As rosas que perfumam,
que enfeitam vem do verde
aonde ponho a minha fé.
Na magia do crer em mim,
e a tal religião.
Matas, verdes, cheiros,aguas,
equilíbrio a paz interior e exterior.
Na celestial forma, que transborda-me
a coragem,doçura e o encontro.
Aonde perde-se as incertezas e buscam-se
os caminhos.
Em aguas, em ventos,brisas,árvores,
natureza dentro e fora de um corpo.
Criam-se as rezas, os cantos, os chamados,
ligações em vidas em mortes.
Áureas cores, mitos, misticismo,
crenças, poderes, verdades.
Encontros, avanços.
No azul mais claro,
no verde mais celeste,
no vermelho mais rubro.
Nas flores perfumadas,
nos ventos de cheiro.
Aonde mentalizo a minha paz,
recarrego-me em luz.


Guardado por dentro, em mim!

Os nós se atam e vem
de mim força ininterrupta,
cortes nos caminhos meus.
Por mim, por vida, pelos outros,
tudo se amargura, em instantes.
E a fé, a vibração de luz,
em meio ao amargor escurece
aos poucos nos olhos tão meus.
É tudo por dentro de mim,
que me mexe e vira do avesso,
na ponta dos pés aos fios de cabelo.
É só meu, tenho o egoísmo
puro ao dividir conflitos
tão meus.
Os calo diante de mim mesma,
o que me aflige, não posso transparecer
tão facilmente.
Brutalmente, esdrúxulo um
comportamento assim,
que rasga-me em duvidas,
nos caminhos sem mapas.
Um gps podia-me ser doado,
o gps de caminhos a trilhar.
Tudo tão inorgânico, artificial,
facilmente difícil.
Nós que se atam, a volta minha,
tentam se atar a mim também,
que vou esquivando-me.
Cruel realidade, que não divido,
queima por dentro, gela por fora.
Ao sabor de poder em sigilo
guardar somente a mim mesma
aflições em nó.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Olhar de um suspiro!

Nossas juras de amor,
que seja, haja, permaneça
e siga.
Relembrando tempos curtos,
que se tornam longos ao
infinito sentir,
permitindo-nos sonhar.
Confio a ti minhas juras
secretas, meus medos
mais profundos.
O amor mais absoluto,
na troca de caricias verbais
caricias feitas no toque,
ou simplesmente no olhar.
Revigora-se, avassale,
construa,ilumine-nos .
Ao poder majestal
das letras, a meu ato
simplório de exprimir
o que eu sinto nelas.
O quão me arde,
e queima nossas juras,
ditas, sonhadas,
quistas em silencio.
Ditas em suspirar,
a mesmice não fala,
tudo se fortifica,
enraiza aumenta.
E vou queimando
de desejo, de amor,
de sonhos,planos.
Vontades tamanhas
que ao não exprimi-las
digo ao olhar de um suspirar.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Saudades!!

Saudades, é constante,
permanente.
Vai perdurando, e cada vez
mais sinto saudades.
É um tempo longo,
horas lado a lado.
Nada é o suficiente,
que seja satisfatório,
a presença tua é de tal
forma crucial a mim.
Não quero sugar a ti,
mas necessito ter-te
em tempo integral.
Preciso dos teus toques,
do cheiro teu pra respirar
inalar o ar mais puro
da tua presença.
Não chego a sentir-me
carente, só sinto falta tua.
O nosso tempo aumenta,
propósito é aproveitar-te
a cada segundo.
Somente juntas, o tempo voa,
depressa, foge do controle
arrebentando o meu peito.
A cada despedida, a cada tchau
dado ao telefone.
A saudade aumenta,
sensação de incompleta
longe dos braços teu.
Em encontros, nos beijos
gestos,parece que tudo dura
a eternidade na fração
dos segundos.
Mas ao terminar, ao
descolar meu corpo do teu
a saudade aumenta.
Nem sei ao certo por um fim
no que escrevo,por nesse exato momento
estar me debulhando em saudades.
Na falta tua, na tua presença
te sinto, preciso.
E nomeio isso como saudades!

Amada Bonequinha!

Escrevo em faces,
em face.
Um rosto em mil
feições, cada gesto,
movimento, uma
expressão que me apaixona.
Fixo meus olhos nos teus,
olhos que se perdem nos teus
jeitos de olhar.
Do olhar mais inocente,
a expressão mais meninona,
a carinha mais satisfeita,
a expressividade questionadora.
O semblante mulher, sensual,
ao olhos do prazer imensuravel,
ao rostinho mazáaa que só tu tem.
As bocas os trejeitos, a voz que modifica,
meus olhos se perdem ao infinito ser.
Do olhar séria, ao jeitinho manhosa,
bonequinha minha.
Um rosto com formas tão tuas,
que analiso e tenho em memória
cada pedacinho e expressividade
guardado.
E ao fechar os olhos meus
enxergo-te de todas as formas.
Ao infinito ser teu, de tantos gestos
em uma só.


terça-feira, 3 de maio de 2011

Ao lado meu!

Deixe-me assim, apenas sussurre
ao ouvido meu,quando não
conseguir calar.
As torturantes ondas de sentir
e pensar, toque meigo
do melhor meu.
Deixe-me assim, ao ato louco
de me manifestar.
Entenda-me se necessário for,
apenas leia-me, ouça-me,
não se perda no meu profundo.
Nem eu saberia achar-me
lá.
Ouça e interprete ao teus ouvidos,
não acorde-me,deixa-me viver assim
em pleno sonhar.
Não me prendas, me segure apenas,
proteja-me.
Flutuei, nos prazeres de imaginar,
sentir, falar.
Fervendo, não se deixe esfriar,
queime-se junto a mim.
Inflame no poder de existir,
de questionar.
Deixa-me assim ser quem sou,
nesses momentos loucos.
Energia que me abala,
chore ao lado meu,
ou apenas segure a minha mão.
Não me questione, apenas sussurre
ao ouvido meu, palavras doces
que  façam calar-me.

Sabor de Inverno!

O gostinho das cores
em tonalidades fortes,
me aquecem.
O cheiro mais escuro,
acolhedoramente saboroso.
Tudo fica mais aconchegante,
o café mais cheiroso,
perfumando cada cômodo
da casa.
É ruim com o bom,
é congelante e gostoso.
Cidade em clima
especial.
É primordial, característico
do meu sul.
Tudo fica com esse sabor,
quando o vento muda a direção.
Estação que adentra os peitos,
que vivem nessa grande Porto Alegre.
Inverno tão meu, tão nosso,
que vem batendo a porta.
Sensação de calor humano,
aquecer a pontinha do nariz.
As cores são fortes,
os sabores deliciosos,
a vida geladinha.
As cobertas quentes,
os corpos vão se esquentando.
A cidade mudando de cor,
o sabor de inverno vai
ficando fortemente
marcado nas nossas bocas.
O frio também nos traz
o seu toque especial.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sem Regras

Tortamente as avessas
com gotas de insegurança
em derradeiros momentos
cruciais.
O julgado certo as formulas
mágicas que de teimosia
incessante penso e repenso
e não sigo firmemente.
Dane-se todas elas,
eu arrisco-me,
solto-me ao flutuante
desatino de simplesmente
sentir ao extremo e único.
Declame em amor,
respire por amor,
viva com amor.
Teça a vida com paixão,
brilhe a ternura e a doçura.
Cortando-me de regras
que julgo quem sabe
verdade não verdadeiras.
Haja com calma,
calcule milimetricamente
o amor sentindo.
Guarde em segredo,
tranque em uma caixinha
de músicas.
Jamais eu nasci em um mundo
de sonhos,
permito-me sonhar em todos
os meus ângulos.
Não escancarei o amor meu,
mas contei baixinho aos quatro cantos
a cada estação.
O sabor, é o gostoso de
amar,calo apenas em instantes.
Mas o meu amor, é dito,
vivido sem limites.
Amo-te, em amor, em verso,
prosa e poesia, nas canções.
No meu intimo e particular,
no social em plural.
Ser singular assim, torna-me
tão tua,
ser o plural do meu sentir
ao lado teu.
Dentro de ti, mesmo que em verdade
em carne esteja fora.
A alma minha esta dentro
por vontade própria.
Eu vivo o amor,
grito o amor,
e mesmo no silenciar meu
é amor.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Datilografar a mim!

Estou datilografando eu mesma,
um sentir meu.
Dedilhando meus versos
soltos aos ventos de um coração.
Enchendo de verbos e sentidos
a vida minha.
Um furacão que entra em contato
com todos os meus sentimentos,
o eclipse da alma.
A junção das nossas áureas,
de cores de luz.
A mística poeta que sou
misticismo a desvendar.
Segredos tão meus
ditos apenas em um olhar,
olhos de poeta tão complexos
e simples de ler.

  

Sarau Particular

Se valeu de mim
assim, forte arrebatando
meu ser em segundos.
Se fez pertinente
ao meu coração
sensível.
Meu sarau de vida
fiz de mim um eterno
enredo a poetizar.
Inconscientemente.
Poetizando versos
nos olhos teus,
entregando-me em palavras
que surgem ao poetizar enfim.
Sinto-te entrando em mim
mesmo em ausência,
em instantes que de tão só
te sinto em mim.
Ao exagero ou intensidade
de fazer-me assim,
completamente vida minha.
Aonde vivo a soltar versos,
poetizar em meu sarau de viver.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Fascínio

É quando me dou conta por
pensar compulsivamente
nos segundos que eternizei.
Memória fotográfica
de um coração
que te sente e guarda-te.
Teus olhos que me
olham, que eu olho
no olhar mais dentro
que possa existir
no teu profundo.
Um semblante que suga
me paralisa,
delicadamente leva-me
a admirar perdidamente
em um encanto por te olhar.
Cabelos que vão esvoaçando
com o vento, fecho os olhos
o coração bate em um ritmo
novo.
Nascem lágrimas, por sentir
isso tão singelo.
Puro.
Tuas carícias, teu cheiro
teu corpo.
Nossos momentos,
vividos em poesia.
Minha poesia pensante,
que leva-me a sonhar de olhos
abertos ao lado teu.
É uma magia real
é um doce sincero.
Um amor inexplicável.
A ternura de poder
relembrar e sentir tudo
outra vez.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Minha literatura

Pensar e sentir mãos dadas,
em mim, á minha mente.
Em desalinho tudo se mistura
idéias e fatos.
Algumas coisas se extirpam
ou simplesmente
vem com voracidade tamanha
que se perdem
na euforia.
É lindo demais
sonhar com detalhes,
perceber cada gota
de chuva e suas formas.
Diferem cada detalhe um do outro
a magia que me encanta.
E vem tudo junto
as imagens,o som, o sabor,
a inspiração.
Essa total harmonia
que me transborda,
ao recordar um instante,
ao ouvir uma canção.
Ou lembrar a face dela,
seus trejeitos sua
expressividade.
Uma fase primordial
da minha literatura singela,
da minha arte de escrever.
Pensar e sentir,
surreal de ser real,
o sonhar de olhos abertos
e fechados.
Permitir ser quem sou
ao brilho existencial,
de escrever a mim.





segunda-feira, 18 de abril de 2011

Reflexos em memórias

Reflexos de alma
de vida de momento
e de memória.
Reflexo que se modifica,
me muda.
Encarei-me ao um reflexo
assimilar a mim mesma.
Regressão de um
semblante semelhante
ao meu.
Traços que refletiram
ao espelho que mostrou-me
algo diferente.
Em transições,
de cada passar
de mãos em minha face
distante eu ficava de
ser quem fui.
Refletindo pra mim
em mim somente
agregando o novo
e o incomum.
Eu reflito eu mesma
de um jeito moldado
aprendiz dos meus
caminhos.
A minha feição
reflete o passar do
tempo a juventude
começando a desfalecer
bem lentamente.
Meu reflexo
reflete um rosto
ainda jovial.
Sem marcas expressivas,
meu ser reflete
o que meu espelho
não mostra.
O meu dentro,
interior profundo.
Cada piscar
de olhos uma visão
revigorada.
Vou piscando, sem notar
alisando meus cabelos,
e refletindo alguém
como eu no espelho da vida.
Dentro o meu dentro
ainda eu, e fora eu
também continuo
a ser eu.
O que há dentro de mim
se molda, por ser assim
a vida.
E eu por fora,
modifico aos poucos
com o passar dos
anos meus.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Melodia de amar-te


Acho que amo-te, te amo, 
e nem sei ao menos
o porque.
Surgiu em mim 
essa essência
que cultivei
ao meu intimo 
sentir.
Já não acho que 
amo-te.
Tenho certeza
de te amar.
Sei proferir 
palavras
em tons belos
falando de amor.
Exprimindo meu 
sentir, de uma forma
incessante.
Quando digo que 
é amor.
São palavras curtas
porém simplórias.
Não sei entender
o motivo,nem explicar
essa sensação
por completo.
Viverei de amor
por ti, morrerei 
de amor por ti.
E jamais entenderei
e definirei meu amor
por ti.
Baseada em sentir
é mergulhar em 
águas profundas.
Digo que mergulhada
estou aqui, banhando-me
em amor.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sem Respirar

Essa sensação e esse cheiro
que fica quando tu não esta,
algum tempo notei que fico
meio sem ar.
Essa angustia que me enche
de nós na garganta,
destas palavras
proferidas em letras.
É meu rumo que se
perdeu em instantes,
um grito abafado.
Medo de perdas.
Esse cheiro teu
que me impregna
que fica no meu corpo.
Essa tua maneira voraz
de agir e me lançar
palavras.
Os meus medos,
as tuas duvidas,
as nossas incertezas
e angustias.
Eu só tenho
essa sensação
sem ar sem respirar.
Com olhos debulhados,
debulhando.
Me perder, e te perder
pra mim não dá.
Essa sensação e esse
cheiro que fica quando eu
não te tenho aqui.
Não pode ser somente
uma lembrança.





segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sentir particular

Ao particular meu,
momento só.
Egoísmo puro
talvez.
Apaixonante,
apaixonada.
O meu melhor
parece estar apenas
em mim.
Resulta tudo
em estar bem.
Corri de tudo,
mudei caminhos.
Chances surgem
ao espetaculo
que é viver.
O meu melhor corre
pelo meu corpo.
E bombeia no
meu coração.
Me faz viver
não é meu sangue.
É bucólico quem sabe,
uma nostalgia
aos olhos alheios.
E é amor que eu sinto.
Coração que é bombeado
do mais puro e doce
amor.
É o sangue que me
mantem viva
mas não seria util
e nem o suficiente
pra me deixar tola.
Se não fosse assim
evoluindo avassalando
me deixando ao
infinito apaixonar.




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Par

É um sopro de leve
sem explicações.
É um sopro de leve
que me acalma.
É tão intenso,
dura pra sempre
em apenas segundos.
Impactante tirando
os meus pés do chão.
Realidade mais surreal,
ternura habitando meu ser.
São palavras suaves,
sentimentos leves.
Inexplicáveis.
Cabendo a mim tentar
definir, sem encontrar
definições suficientes.
É um arrepio doce,
fechar os olhos meus
e lembrar teu rosto.
Sensação de amar
o amor mais lindo.
O nome dela
é par, tem seis letras.
Ao lembrar dela,
me vem o nome dela par
quatro letras.
Amor.




terça-feira, 5 de abril de 2011

Escrever tem sabor!

Vivendo, nessa essência
tão minha.
Acho que acordo-me poeta,
ou mais filosófica !?
Sei que tudo que sinto
me leva a pensar,
pensar.
Escrevendo cada linha
com o gosto saboroso
e engordativo.
Uma dieta que não faço
e não me rendo aos
sabores fortes,
gostos sensacionais.
Mencionando
um mar de palavras,
surge um oceano
de novas idéias.
Doideira talvez,
incompreensão quem sabe.
Sei que certezas
não são o forte do meu
escrever.
Sentir esta em auge
é o mais saboroso.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Loucuras!

Tenho minhas loucuras vivas em mim,
de uma forma consciente e inconsciente,
elas gritam e vibram,
porque são loucuras
que dão asas ao meu viver,
mas confesso, que o ato que me leva
a total loucura consciente e inconsciente
que me puxa e tira do tino,
é o amor.
A maneira como sinto ele,
a maneira como eu te sinto,
como eu te amo.


sexta-feira, 1 de abril de 2011

Mais que palavras

Pedi licença e fui tentar viver,
me desfocar, me perder
entre caminhos.
Sem ter pretensão de
me achar.
Viveria de solidão,
eu havia feito esse plano
comigo.
Vivendo de um vazio
e nada mais.
Teimosia minha
ou destino meu.
Surpreendida cá estou,
a escrever compulsivamente.
Vivo cheia de tudo que
existe de belo.
Em amor, a paixão ascendeu
me esquentou.
O amor me acolheu
cuidou-me com delicadeza.
E agora eu só queria poder
não pensar em ti um pouco,
andas roubando meu pensamento.
Já tens meu coração
o meu ser.
Queria tocar um violão,
mas nem isso sou capaz
nem sei o fazer.
Uma música mesmo que sem ritmo ,
pra tentar suprir a falta que tu me faz.
Em noites como essa,
ou em todas as noites que
não tenho teu toque.
Teu corpo quente
ao lado do meu.
Acho que amor
deixa a gente assim
meio ou totalmente
louca.
Hoje eu pedi licença
a todos, e no meu cantinho
fui suprir a falta que
me fazes.
Segundos longe do corpo
teu, é a eternidade pra mim,
que a amo desesperadamente.
Enfim no desespero
de não te-la agora junto
a mim, queria dizer
de leve devagar no teu
ouvido,
Eu te amo!



Choro

Um choro tem seu
fundamento sempre
pra seres normais.
Entre eles não me encaixo,
meu choro é sem fundamento
aos olhos alheios,
as vezes choro por que
os meus olhos decidem
em escoar a sua água acumulada.
Vivo entre todas as exceções
cabíveis, possíveis.
Ao extremo da sensibilidade
ao ápice do sentir.
Um choro incompreendido,
ridículo, que muitas vezes engoli,
uma bebida que me volta
pelos olhos sempre.
Transmites a mim o que
nem imaginas.
Choro e choro.
São saudades, é dor,
amor,risadas,emoção,
partidas,chegadas.
Eu sei que sou feita
de choros.
De lágrimas de amor
e carinho.
Ao tino do meu pensar
ao viajar de olhos fechados,
escrever em pensamento.
Choro e comovo-me.








De mãos dadas

Entre aberta ficaste
porta da minha volta,
de uma ida de crescimento
interno.
De um fruto azedo,
que tornou-se doce.
Sensibilidade total
agora aqui se prontifica,
e falo com meus olhos.
Um conflito interno
pessoal meu.
Meus olhos teimosos
falam e falam,
molhando-me
inteira.
Já não há o que temer,
e temo por isso.
De uma viagem
de encontros,
me encontrei em mim.
Me achei nela,
e a porta me espera,
nos aguarda.
E foi tudo mudando,
crescendo.
Agora não dá mais tempo
tudo vive.
Vive em mim em tempo
real.
Transições enfim
continuo a mesma
talvez reformulada.
Com os olhos incessantes,
um mar que me transborda.
A saudade neles, a um frio
no estômago pelo novo,
a uma euforia por poder
adentrar a porta.
E existe amor dentro
do meu peito,
o melhor sentido,
Maior.
E impertinente eu desafiei
o amor,ele me dominou
por inteiro.
Completamente dentro do
meu sentir.
E volto e adentrarei
a porta de um jeito
mágico e real.
De mãos dadas.






Imperfeições

Pois então, quem disse
que ser perfeito é bom!?
Me perco em um mundo
de imperfeições,
e acho que me entrego.
Tomei gosto pela coisa,
andei trocando palavras
soltei elas ao vento.
Retornaram a mim
cheias de subterfúgios.
Mirabolantes coisas
loucas que se passam
em minha mente.
Pirei enlouqueci
e achei a maior graça
quando eu me vi.
Que se dane os outros
tenho meus gostos,
confesso que sim
tendo a valorizar as
imperfeições.
Cheia de tudo certo
o correto.
O bom mesmo
é se fazer diferente.
Qualidades todos tem
e o que me encanta
são as incertezas.
Defeitos que intrigam
e ardem em me fazer
admira-los.
Na minha arte de titubear
sã.
Quem ouve-me
a voz consciente
da insanidade.
Eu amo defeitos,
suspiro pelo imperfeito.
Ó sim exijo também
perfeição nos meus atos.
É uma verdade meio
estapafúrdia.
Choquem-se
a imperfeição é a minha
maior perfeição.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Pairou no ar tua ausência!

Pode ser até loucura,
mas a tua ausência
me traz teu cheiro.
Perfume teu que paira
no meu ar, aonde te respiro.
Respiro -te.
Inalo essa fragrância
doce, que transpira teus poros
escorre tua pele.
Percorre teu corpo
perfuma minha alma.
Pode até parecer loucura
repito.
Enquanto escrevo
te imagino, tua ausência
me da saudades.
E continuo a sentir teu
perfume pairando
no meu ar.
Tomou conta da casa
teu cheiro, suave e delirante.
Perfume teu que se mistura
a tua pele.
Invadindo cada cômodo
da casa.
Vem de mansinho,
de leve e entra em
mim teu cheiro.
A tua ausência
leva-me ao delírio,
de achar que possa
parecer loucura.
Termino e no segundo
de por um ponto
permaneço a sentir
teu doce perfume.


Mario Quintana

Chegou a hora esperada,
o momento marcado
pra esse exato momento.
Um compromisso inadiável
que tem até seus segundos
cronometrados.
Parada aqui aonde vejo
as águas do meu sul,
os pássaros voando
alinhados.
O som da cidade,
parada aqui aonde viajo,
e escrevo em memória.
Casa de um grande amigo
meu, que tive a infelicidade
de não conhecer pessoalmente.
Honrada em poder olhar através
de sua janela e me perder
no seu mundo de letras
e sentires de um verso.
Ao sentir o sol entrar em mim
de longe, eu nada posso fazer,
aqui aonde tudo olho mas
nada vejo.
Que tudo ouço, mas nada escuto,
que tudo sinto mas nada toco.
Um aflorar em poesias, e palavras,
aonde entrei em contato
com meus versos.
O compromisso marcado
inadiável pra poder sentir
os versos meus entrarem
em mim.

terça-feira, 29 de março de 2011

Noites tão tuas!

Em uma noite fria o que se pode imaginar e querer!?
Faz tempo que não converso contigo, e te reencontro assim,
em uma noite fria de outono.
Quantas conversas em segredos tivemos,
e a sete chaves estão guardadas,foram madrugadas
a dentro de pensamentos proferidos lembra-te?
Eu lembro da tua doce voz ao me contar e chorar tuas magoas,
carências, incompreensões.
Não retornava fazia algum tempo esqueces-te de mim!?
Fez falta tuas visitas noturnas, nossos papos longos
até o raiar do sol.
Agora te encontro ai toda sorridente, com um rosto feliz,
cheia de ternura, feliz em te rever doce pessoa,
olhos coloridos cheio de vida e brilho.
Amena, o tempo passou e os ventos sopraram
resolvi visita-la então estou surpresa e contente,
percebo que muito se passou e tu remodelou tua vida.
Quantas coisas deve ter aprendido ao passar do
tempo, varias estações se foram e agora ai esta
boba, encantada e com olhos de esperança.
Volto em noites assim sempre que quiseres,
chama-me eu a ouço ao infinito silêncio
das noites tão tuas.
Renovas-te teu interior e exterior
mais puro, leve teu semblante é como
se fosse o momento de ápice das alturas de um
sentir eterno.
Quanta melação minha ao me referir a ti,
me conquistou poder te rever assim,
vibrando e energizando-te dessa forma
suave.
Vou-me agora não posso me fazer muito
presente nesse momento, estou tendo
que ir afazeres me aguardam, apareço
outra hora quem sabe não esteja tão frio
e nem seja outono.
E sim prometo não demorar-me,
ficarei frequente novamente chamo-te
também quando eu precisar conversar.
Não perca essa coisa boa que é somente tua
essa leveza que te acompanha te vestiu bem,
encaixou como se fosse costurada sob medida.
Continue a costurar assim fiquei contente outra vez
repito a ti a leveza agora é tua.


Audácia

Definir e limitar-se
não é algo compatível
a mim.
Gosto de ser eu mesma,
dinamismo único,
poucas palavras a proferir.
Falar demais quando
me convém,
sem explicar-me.
Torta e avessa
ao modo meu.
Sempre e simplesmente
eu.
Mistérios a desvendar,
perder meu tempo
a entender-me.
Altos e baixos,
de princípios e morais.
Valores e caráter
imprescindíveis.
Me moldei meio
teórica demais.
A que graça enfim
tanta teoria a por
em pratica.
Faço parte do mundo
aonde eu dito as
minhas leis.
Ó cômica quem sabe
eu ser assim,
com um tempero
excêntrico ao toque
da minha loucura
fatal de sentir.
Das loucuras conscientes
eu faço a minha arte.
De fases e momentos
insanos de ser normal.
Momentos normais
em ser insana.
Tanta besteira
a proferir,
e tanto a dizer.
Que não se basta,
e nem se faz suficiente
exprimir em palavras.
É intenso demais
ser eu, loucura demais
pensar assim.
E mesmo assim
cheia de audácia
eu me atrevo
a entender-me.
E sentir-me.




sábado, 26 de março de 2011

Loucura estar bem

Gritante aos quatro ventos,
ninguém ouve-me.
Nem sei aonde
expressar meu sentir,
digo verbalmente
aquilo que exprimo
por dentro.
Trancando em mim
verdades e sentires.
Ao certo dramaticamente
ser eu, chorar assim.
Temores que me
incomodam, sonhos
que me engrandecem.
O curto tempo,
a estadia que se faz longa.
Segundos que virão horas,
minha eloqüência ser assim.
Simbolizar meu sentir
ao poder infinito.
Intensificar cada sensação,
partícula por partícula
de sentimento.
Venero momentos
de devaneios assim.
Ser eu comigo mesma,
tirar um tempo pra
dramatizar-me.
Guardei o meu melhor
pra ti, poder me sentir.
Conhecer meu coração
inteiramente.
Lacrimejando por estar
leve em alma pura.
Tortamente as avessas,
confundido-me em palavras.
Querendo obter sucesso
em exprimir o meu amor
de uma maneira gramatical.





sexta-feira, 25 de março de 2011

Dentro em alma

Tão perto,
estamos tão perto,
que se torna longe.
Distância que me leva
a pensar somente nela.
Inspirar-me na face
doce dela.
Melodias que soam
e a vontade de te-la perto
comprime meu peito.
Capaz de dominar meu
ser.
Te enxergo e sinto,
admirando apenas
uma bela paisagem.
Uma janela
em movimento,
uma música.
Minha alma vai indo
de encontro a dela.
No fechar dos olhos
sinto o macio do teu
respirar.
O meu sentir esta
nela.
Coração que bate
dentro do meu peito,
mas é como se batesse no dela.
Fecho os olhos,
sonho acordada.
Minha alma te chama
e me puxa, sinto-te
em mim até o doce
do cheiro teu.
Tão longe estamos longe,
e te sinto aqui como se fosse
ao lado meu.

domingo, 20 de março de 2011

Faceiros!

Um rito, uma irmandade
fraterna.
Pessoas que simplesmente
doam-se inteiramente
e honram a palavra
amizade.
Companheiros de vida,
de dores, de alegrias.
Não se nomeia eterno
inteiramente, mas sim
recíproco e reciclavel
em mutação constante.
Mudam como cada estação
e avassalam intensamente.
Sabem se divertir,
um sorriso é algo comum.
Sorrir há vivacidade
de poder divertir-se.
Marcar cada coração,
em um momento
leve de descanso.
Voltar quem sabe
a ser um pouco ''criança'',
cada reencontro novas
amizades
muitas histórias.
Momentos simplórios
de total tolice que levam
as lágrimas, lágrimas
e uma dor forte no estômago
de tantas gargalhadas.
Admirável encontrar
gente assim.
Humanos, companheiros,
amigos.
Oportunos e receptivos.
Uma familia que cresce
se molda.
Diversificada.
A união é sempre
uma nova festa.
Faceiramente,
pode-se viver cada segundo,
eterno, recíproco
reciclável.
Receptivel.


Caneta, papel e um coração!

Tive uma tendência
a me perder.
A me desproteger,
proteger aos outros.
Revolucionei a mim,
cada parte de meu corpo
ainda jovem e cru.
Deparei-me comigo
mesma a refletir-me.
Me olhei através de mim
me enxerguei por dentro
e por fora.
Sorri.
Dessa vez as lágrimas
não saiam por dor ou
tristezas.
Rolaram de emoção
saudades.
Uma nostalgia,
senti falta de mim mesma.
Quem um dia já fui,
o simples que um dia foi ser eu.
Marcada, evoluindo,
aprendendo.
Senti o gosto suave
e a neblina molhou
meus cabelos.
Sentada com o coração
que me guia.
Hoje aqui só tenho
a me oferecer um amor
que me completa,
uma caneta e um papel
e minha inspiração
os meus sonhos.
Isso é o meu ser feliz!


sábado, 19 de março de 2011

Morte

Correu até mim
o desconhecido,
soprou melodicamente
no meu rosto.
Brotei lágrimas
de medo.
Incertezas.
Uma dor cruel
que não senti em mim,
mas dói-me inteiramente
saber ao exato quem a sente.
Abalei-me de uma forma
acanhada.
Tornando-me egoísta,
ofusquei verdades de mim
me fazendo um bem.
Superficial.
Contato com o estranho,
de um vento gelado,
ao acalanto quente.
Dispersei-me entre flores,
flores rosas e vermelhas
de um verde do interior.
Fiz do momento de dor cruel,
uma paz serena desejando-o
somente a doçura.
Correndo da dor,
não pode me alcançar.
Eu a temo, me faço
inerente.
Fraqueza consciente,
de ser forte.



Admiro-te!

As vezes admiro-te,
e perco-me em olhares
em direção a ti.
Reconheço-a de uma forma
irreal, e constante.
Por dentro vibro
e te sinto cada vez
mais em mim.
Quando te admiro
me encontro
nos teu olhares.
É um sopro de verdade
misturado com felicidade.
Ao impregnar meu mundo
de aromas,
cheiro doce somente teu.
Uma loucura sensata
um sentir unânime,
admiro-te.
Sinto em tudo
isso, entre todos
os sentires possíveis
o mais belo e puro.
Me fiz grande o suficiente
pra poder te sentir.
Pequena pra poder
me encaixar nos teus braços.
Minha loucura mais
sensata poder dizer
que a amo.



segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lentes de amor!

Um amor leve
e natural,
melódico e quente.
Sentado na beirada de
um cordão de calçada,
fresco.
Olhar através
das mesmas lentes
a paisagem simplória.
Um olhar calado,
que gritava ao ver
tanta beleza.
A sentir tanto amor,
amor que dá medo.
Necessariamente não
precisava ser dito a mim,
era explicito demais.
Mergulhada nas lentes
me infiltrando no mesmo
olhar.
Na mesma pulsação
de um amor que me
conduz.
Me dá a direção
de viver.
Cantar um amor,
respirar mais doce,
sentir mais macio.
Um toque aguçado
de sentimentos.
Amar e amor,
os detalhes.
O simples,
o diferente.
O medo de amar,
em uma sensação
satisfatória.
Em temer e mesmo
assim amar-te
plenamente.



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mãe a minha mãe!

Senti falta de
um calor maternal,
aquela mulher
que avistei e
chamei de mãe.
Foi ela a guerreira
heroína.
A fada, meu anjo
um porto seguro meu.
A amiga unica insubstituível,
que reconquisto novamente.
Sem regras, e cerimônias
minha só minha mãe.
Fibra e postura
doce, mulher de carne
sangue.
Cheia da luz
que a faz divina.
Socorreu-me em momentos
que só ela poderia o faze-lo.
Sempre esteve ao lado-meu,
senti falta de um afago,
um chingão.
Cresci e me vi
longe das asas dela
mulher perfeita mãe.
A valorizo e a ponho
no pedestal, exemplo
de conquistas.
Quero somente agora
o teu colo de mãe.



Sabor de vida

Sonhei um sonho
chamado filhos,
ouvi distante um
som meio disperso
que me soava
a palavra mãe.
Uma vidinha cheia
de imperfeições,
as imperfeições
perfeitas.
Duas mães,
mulheres se doando
ao amor e a ternura
maternal.
Cheirava o doce,
sabor de vida,
seus bebês.
Sonhei deste sonho
pra viver uma vida
toda.
Ao saltitar de uma
criança sorrindo,
desde um choro
no meio da noite.
Insônias intermináveis,
preocupações e vibrações
constantes.
Cada gesto, som,
um simples sorriso,
um afago.
Acordei-me sonhando
meu sonho de ser
mãe de ter uma mãe
junto a mim.
Vi-me pensando
em futuro, querendo
mulher filhos.
Aflorando o meu lado
mais mulher,
ou mais humana.
O instinto fêmea,
meu lado mãe.


Quente!

De olhos fechados
não sentia mais isso
há algum tempo.
Não sabia se quer
reconhece-la novamente,
dei-me a essa total
insanidade de cometer
um pecado de luxúria.
Simplesmente não
sentir-te medo e dor.
Ao ler-te, ouvir-te
sem compreender-te.
Esnobando de mim
essas sensações geladas,
algo totalmente vil.
Quero somente eternizar
a sensação de sangue
fervendo quente,
no meu peito, sendo
bombeado em fração
de segundos.
Temo deixar ele congelar
seria algo insuportável
demais a mim.
Não quero que esse sangue
que me escorre pelas veias
coagule mais uma vez.
Quero somente sentir
essa passagem dele,
quente, vibrando
e dando-me alegria
em viver.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma dança!

Enquanto vou sentindo-te,
tudo que ainda é calmo
em mim se agita.
Tornando-me
apenas tua.
Eis que nos sentimos,
nossos toques são leves,
com ardor,desejos febris
faces rubras.
E quando te toco tudo
que em mim se agita
acalma-se.
Em tanto querer
com tanta doçura.
Não há apenas
uma sensação,
e nem ouso tentar
descreve-las.
Não existe detalhes,
são unicamente
nossos corpos.
Em uma dança
quente, ardente,
marcante.
Que se torna o auge
do meu prazer,
a ternura de um toque.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia cinza

Em busca dos sonhos,
de ir voando de encontro
a realidade sonhada.
Encontrei-me desperta,
sentada aqui no escuro
de um dia cinza.
Deparando-me com minha
vida e meu eu.
As águas vão escoando
entre as beiradas,
e repenso o modo
meu de ser.
O dia cinza mais belo
que já vi.
É quase incompatível
um dia cinzo com o belo,
mas sim és belo esse dia cinza.
Tornou-se belo através
dos olhos meus,
o dia mais cinza tem cores
que ainda me vibram.
Ao poder dar-me o gosto
de admirar esse dia,
sentindo-me uma tola
qualquer.
Bobeira minha, me sentir
tão delicadamente encantada
por um simples dia.
Ainda é verão, o dia
é cinza e quente,
vai me aquecendo e me
colorindo mesmo cinza.
Enquanto eu me permito
ao luxo de me sentir
encantada pela vida.
Hoje notei que mesmo
sentada no escuro,
me sinto iluminada.
E consigo ver a beleza
até mesmo em um dia cinza.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EU MULHER!?

Simples é viver
do jeito mulher.
É querer ser quem sois
é inventar o inventado.
Mulher torna-me
desejável.
Refletir-me quem ainda
não conheço por inteiro.
Tornando-me quem!?
Aos poucos reflito a mim
como melhor ou pior.
Eras, uma fase que se foi
reconstrói um coração.
Inova sensações,
me limito a escrever
docemente.
Complexo é viver
do jeito mulher.
Mulher que tem sonhos,
medos e virtudes.
Um reflexo de alguém,
um alguém que existia,
já existi de forma não mulher.
Não mulher!?
Me reencontro aonde
me busco, com todas as
partes de mim que sou
que já fui.
Me analiso afinal
mulher do jeito
mais complexo,
mulher do jeito
mais simples.



Enfeitiçando-me!

Vou me enfeitiçando
por um gosto,
cada gesto.
Me reencontrando
em uma nova maneira
de expressar os sentires
da vida.
É majestal esse feitiço
encantador,
eterno.
Que muda o sabor
a cor,os olhos veem
com certa ousadia
de uma forma
arrebatadora em meio
ao surreal.
Toques eufóricos
meu intenso viver.
Inteiramente meus encantos,
meu existir,
soprando a brisa
rente ao meu corpo.
Encantada com a vida
enfeitiçada por gestos
e toques.
Em meio ao real
de um surreal,
encantando-me por
meu sentir.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Renata

Sorriso doce é o teu,
forma suave que te transparece,
jeito encantador com
toques de leveza.
A pureza de momentos
junto a ti, a falta que
me dá, ao beijo de cada
despedida.
Saudades.
Humana que me conquista
que me faz querer atrever-me.
Me leva a querer descobrir
sabores ao lado teu.
Revigora meu coração
o ar que respiro.
Me traz paz,
serenidade.
Me faz viver com sabor
de querer sempre mais.
Espontânea.
Unica, inesquecível.
Marca cada parte do meu ser
gosto do teu jogo de vida,
tua forma de idealizar sonhos,
almejar o futuro.
Sonho com teus sonhos
te tornaste o sonho mais real
que vivo.




Borboleta

Por instantes da vida,
jamais pensei ou cogitei
essa idéia de sentir
tão fortemente.
Respirar, suspirar
essa sensação unica,
Almejando a mim
sonhos e buscas
sentimento e verdades.
O vento que me soprou
a descrença me trouxe
novamente a fé.
Me fez crer em mim
em ti, em nós.
Hoje é o vento que
me sopra a fragrância
do perfume doce,
que me faz sentir suave.
Por instantes eu vou
me sentindo mergulhada
nas minhas emoções.
Aprofundando-me.
As marcas, vontades
cores e dias.
Pareço borboleta
que voa livremente e bela,
sentindo-me outra vez plena.





segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Há tempos!

Há épocas de criar,
viver, e acontecer.
Sonhar, amar e viver,
tempo em que se precisa ser livre
rufar as asas e voar levemente.
E ter a percepção de tudo
que gira a nossa volta.
Ver como o vento das
mudanças age firmemente.
E que o tempo corre,
tão depressa.
De uma forma desesperada
o tempo foi-se.
Há épocas de analisar
e notar que o seu lugar
foi alcançado.
Notar que cativando
conquistando ele aos poucos
ele é teu lugar, somente teu.
Rever conceitos,
e pensar, parar de
querer ter o controle absoluto.
Ver que as coisas vão
se encaixando.
Tudo suavemente fluindo,
e de uma forma mais apaziguadora
tudo se torna mais leve.
Há um tempo que só é preciso
largar todo o peso que
nos sobrecarrega e levarmos
somente aquilo que nos trará
e agregará coisas oportunas.

ILHA MÁGICA

Há aquele encanto
por terras que pisei,
respirei do ar puro e vivi.
Admiração que enche os olhos
o divino esplendoroso
sabor de um lugar tropical.
As águas, ondas em meio
a tanto viver.
Tanto a melhorar
e mesmo assim tanto
a nos oferecer.
Oferece-nos um mundo de sonhos
instantes mágicos.
A ilha mágica de noites de verão,
movimentada ou simplesmente
pacata.
Grande e bela Florianópolis
que me acolheu.
Um cantinho que eu soube
fazer somente meu.
Através de uma janela
depois de tempos sem vê-la
admirei cada pedacinho que
meus olhos alcançaram.
Fértil-mente me levou
ao ápice da inspiração
Me apaixonei novamente
quão poderosa ela foi.
Cresci e vivi uma parte
marcante lá.
Evolui.
Ilha mágica que me marca
em memórias.
Lugares, amigos e histórias,
descobertas que me agregam.
Tudo que sou começou lá
aonde o céu é azul
e as águas límpidas,
areia branca.
Cheiro de ternura
é o que sinto ao me lembrar
da magia dessa ilha.

Deguste-me!

Oh grande merda toda essa
que saco enfim.
Pra que tudo,esse tanto
ridicularizada-mente.
Palhaçada que atormenta
e me enche.
Explodindo-me,
implodindo a mim.
Cansei de tanto jogar,
jogar com minha vida
isso não é diversão.
Um ser tolo,
que irei brincar desde então.
Subestimar o perigo cruel,
faça valer, toque e sinta.
Doce era eu antes de me arranhar,
me arranhou envenenando-me
de um ser doce passei a ser
cítrica ou quem sabe amarga.
Me deguste e saberás!

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Primeira vez!

E quando me toca
toca-me inteira,
por dentro e por fora.
Quando calas, se cala pra si
me calas ao abafar de palavras tuas.
Me arrasta, e me leva a sentir,
retorno a pensar.
Quantas vidas vivi,
e nada fiz.
Nada banal, simples,
nem a pureza de um gesto.
Nesse tempo curto,
de uma longa história que foi vivida,
tive tantas ''primeira vez''.
Nada sujo nem promíscuo
e sim, coisas triviais nunca feitas
por mim.
Tão meigo e sutil,
que me marca na alma,
me comove poder viver de um jeito belo.
Em único ser, tantos sentires
que me proporcionou,
proporciona.
São risos, conversas,
momentos e momentos.
Cada toque, cada troca,
afetos o carinho recíproco.
Por que quando me toca
mexe com todo o meu ser,
me leva sentir tudo.
Tudo como se sempre,
fosse a primeira vez.



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Leveza

Um suspiro de alivio
as pernas se movimentam
com leveza outra vez.
Já não existe o que esconder
tudo esta límpido,
meu semblante esta sereno.
Encontrei-me de vez,
achei-me nas palavras
inocentes e doces.
No sorriso mais sincero,
pureza de um ser pequeno.
Um afago em meio a declarações,
e agora que se dane o resto,
a paz a cordialidade vive em mim.
Reina novamente a doçura
o sabor de estar limpa,
com alma clara.
Transbordei por dentro
por fora, a ternura, o amor,
meus olhos transbordaram.
Meu coração recebeu um aconchego,
me senti o ser mais maravilhoso,
o céus quanto tempo,
necessitei tanto me sentir dessa forma.
Os instantes da vida vão se abrindo
revelando-se a mim,
já não existe obstáculos impossíveis.
Somente barreiras tolas
que serão mais facéis.
O vento da vida soprou no meu rosto,
e seu assovio me disse...
É tempo de viver, arriscar e atrever..
Amar.

Segredos

Um segredo em ser poeta,
nossos segredos são incógnitas
pra todos seres humanos.
Desvenda-los algo surreal,
aventura, um desafio.
No auge de um sentir,
as palavras fortes e tocantes
se confundem ao real e concreto.
A magia de sentir com palavras
tocar com cada letra.
Empolgante. contagiante,
de certa forma poetizando.
Segredos nossos, tão bem guardados
que nem nós sabemos decifra-los.
Ao certo em nossas vãs loucuras
em meio a devaneios.
Sentir com cada detalhe,
o toque milimetricamente
que é sentindo de ponta a ponta.
Ser poeta é ser segredo,
é amar e admirar os detalhes.
Se encantar com defeitos,
e recordar cada palavra dita
ou sonhada.

Apaixonante

Passou como o tempo,
mudou como cada estação.
De um dia frio, se tornou
uma noite quente.
A canção saida de moda,
apenas a lembrança de uma letra.
Uma melodia que soava bem
aos ouvidos.
Saudades de um verão,
de dias de verão longos.
Alegres e quentes
com sabor de vida
com vontade de mais.
Momentâneo.
Sensações que vem
de momentos.
Paixões que surgem,
com a leveza de voltar a amar.