quarta-feira, 1 de junho de 2011

Sexy!

Acho meio ridículo esse modo
meu particular, de em raiva
buscar em alguém
uma frase de conforto.
Meus grandes pensadores,
ídolos sublimes.
Ah to chutando o balde
de bons modos.
Eu mesma sei faze-las
frases de impacto
promissoras avassalantes.
Nada de modéstia,
nem clichês baratos.
Coisas ininterruptas,
os momentos são meus.
E sinceramente, quem me conhece
e os sente são só eu.
No vão mais secreto,
na forma mais clara
eu me entendo.
Sei exatamente o que se passa
nessa cabeça em atos.
E ao mesmo tempo em definir-me
e ao entender-me.
Não sei, não sei e não sei.
Não me entendo e nem acho,
sou uma aspirante a ser ''humano'',
ou uma admiradora do que não entendo.
Vem até mim, julgue o desconhecido,
é de prache é o típico alheio.
Te equivoques com meus mistérios,
sou ardilosa quem sabe, misteriosa
talvez.
Eu sou o que as bocas a fora não sabem
julgar, e nem sabem superar.
Modéstia minha sorrir e poder
irritar-me assim.
Nada de perfeição,
de mesmices, isso não cabe a mim.
Extravasando em letras, versos,
os meus gritos de imperfeição.
A quer saber eu to me lixando,
nossas línguas são sem osso.
E tudo que vai volta,
eu acho meio ridículo
e boto defeitos.
E meu modo meio leão
acha sexy essa forma indignada
tão minha.
E pra falar bem a verdade
tripudiem e falem mesmo.
Ao envenenar a mim
com raiva e irritação,
eu crio e na arte de criar
me delicio comigo mesma
ao jeito sexy de irritar-me.





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