segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lentes de amor!

Um amor leve
e natural,
melódico e quente.
Sentado na beirada de
um cordão de calçada,
fresco.
Olhar através
das mesmas lentes
a paisagem simplória.
Um olhar calado,
que gritava ao ver
tanta beleza.
A sentir tanto amor,
amor que dá medo.
Necessariamente não
precisava ser dito a mim,
era explicito demais.
Mergulhada nas lentes
me infiltrando no mesmo
olhar.
Na mesma pulsação
de um amor que me
conduz.
Me dá a direção
de viver.
Cantar um amor,
respirar mais doce,
sentir mais macio.
Um toque aguçado
de sentimentos.
Amar e amor,
os detalhes.
O simples,
o diferente.
O medo de amar,
em uma sensação
satisfatória.
Em temer e mesmo
assim amar-te
plenamente.



terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Mãe a minha mãe!

Senti falta de
um calor maternal,
aquela mulher
que avistei e
chamei de mãe.
Foi ela a guerreira
heroína.
A fada, meu anjo
um porto seguro meu.
A amiga unica insubstituível,
que reconquisto novamente.
Sem regras, e cerimônias
minha só minha mãe.
Fibra e postura
doce, mulher de carne
sangue.
Cheia da luz
que a faz divina.
Socorreu-me em momentos
que só ela poderia o faze-lo.
Sempre esteve ao lado-meu,
senti falta de um afago,
um chingão.
Cresci e me vi
longe das asas dela
mulher perfeita mãe.
A valorizo e a ponho
no pedestal, exemplo
de conquistas.
Quero somente agora
o teu colo de mãe.



Sabor de vida

Sonhei um sonho
chamado filhos,
ouvi distante um
som meio disperso
que me soava
a palavra mãe.
Uma vidinha cheia
de imperfeições,
as imperfeições
perfeitas.
Duas mães,
mulheres se doando
ao amor e a ternura
maternal.
Cheirava o doce,
sabor de vida,
seus bebês.
Sonhei deste sonho
pra viver uma vida
toda.
Ao saltitar de uma
criança sorrindo,
desde um choro
no meio da noite.
Insônias intermináveis,
preocupações e vibrações
constantes.
Cada gesto, som,
um simples sorriso,
um afago.
Acordei-me sonhando
meu sonho de ser
mãe de ter uma mãe
junto a mim.
Vi-me pensando
em futuro, querendo
mulher filhos.
Aflorando o meu lado
mais mulher,
ou mais humana.
O instinto fêmea,
meu lado mãe.


Quente!

De olhos fechados
não sentia mais isso
há algum tempo.
Não sabia se quer
reconhece-la novamente,
dei-me a essa total
insanidade de cometer
um pecado de luxúria.
Simplesmente não
sentir-te medo e dor.
Ao ler-te, ouvir-te
sem compreender-te.
Esnobando de mim
essas sensações geladas,
algo totalmente vil.
Quero somente eternizar
a sensação de sangue
fervendo quente,
no meu peito, sendo
bombeado em fração
de segundos.
Temo deixar ele congelar
seria algo insuportável
demais a mim.
Não quero que esse sangue
que me escorre pelas veias
coagule mais uma vez.
Quero somente sentir
essa passagem dele,
quente, vibrando
e dando-me alegria
em viver.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Uma dança!

Enquanto vou sentindo-te,
tudo que ainda é calmo
em mim se agita.
Tornando-me
apenas tua.
Eis que nos sentimos,
nossos toques são leves,
com ardor,desejos febris
faces rubras.
E quando te toco tudo
que em mim se agita
acalma-se.
Em tanto querer
com tanta doçura.
Não há apenas
uma sensação,
e nem ouso tentar
descreve-las.
Não existe detalhes,
são unicamente
nossos corpos.
Em uma dança
quente, ardente,
marcante.
Que se torna o auge
do meu prazer,
a ternura de um toque.


quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Dia cinza

Em busca dos sonhos,
de ir voando de encontro
a realidade sonhada.
Encontrei-me desperta,
sentada aqui no escuro
de um dia cinza.
Deparando-me com minha
vida e meu eu.
As águas vão escoando
entre as beiradas,
e repenso o modo
meu de ser.
O dia cinza mais belo
que já vi.
É quase incompatível
um dia cinzo com o belo,
mas sim és belo esse dia cinza.
Tornou-se belo através
dos olhos meus,
o dia mais cinza tem cores
que ainda me vibram.
Ao poder dar-me o gosto
de admirar esse dia,
sentindo-me uma tola
qualquer.
Bobeira minha, me sentir
tão delicadamente encantada
por um simples dia.
Ainda é verão, o dia
é cinza e quente,
vai me aquecendo e me
colorindo mesmo cinza.
Enquanto eu me permito
ao luxo de me sentir
encantada pela vida.
Hoje notei que mesmo
sentada no escuro,
me sinto iluminada.
E consigo ver a beleza
até mesmo em um dia cinza.


segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

EU MULHER!?

Simples é viver
do jeito mulher.
É querer ser quem sois
é inventar o inventado.
Mulher torna-me
desejável.
Refletir-me quem ainda
não conheço por inteiro.
Tornando-me quem!?
Aos poucos reflito a mim
como melhor ou pior.
Eras, uma fase que se foi
reconstrói um coração.
Inova sensações,
me limito a escrever
docemente.
Complexo é viver
do jeito mulher.
Mulher que tem sonhos,
medos e virtudes.
Um reflexo de alguém,
um alguém que existia,
já existi de forma não mulher.
Não mulher!?
Me reencontro aonde
me busco, com todas as
partes de mim que sou
que já fui.
Me analiso afinal
mulher do jeito
mais complexo,
mulher do jeito
mais simples.



Enfeitiçando-me!

Vou me enfeitiçando
por um gosto,
cada gesto.
Me reencontrando
em uma nova maneira
de expressar os sentires
da vida.
É majestal esse feitiço
encantador,
eterno.
Que muda o sabor
a cor,os olhos veem
com certa ousadia
de uma forma
arrebatadora em meio
ao surreal.
Toques eufóricos
meu intenso viver.
Inteiramente meus encantos,
meu existir,
soprando a brisa
rente ao meu corpo.
Encantada com a vida
enfeitiçada por gestos
e toques.
Em meio ao real
de um surreal,
encantando-me por
meu sentir.



quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Renata

Sorriso doce é o teu,
forma suave que te transparece,
jeito encantador com
toques de leveza.
A pureza de momentos
junto a ti, a falta que
me dá, ao beijo de cada
despedida.
Saudades.
Humana que me conquista
que me faz querer atrever-me.
Me leva a querer descobrir
sabores ao lado teu.
Revigora meu coração
o ar que respiro.
Me traz paz,
serenidade.
Me faz viver com sabor
de querer sempre mais.
Espontânea.
Unica, inesquecível.
Marca cada parte do meu ser
gosto do teu jogo de vida,
tua forma de idealizar sonhos,
almejar o futuro.
Sonho com teus sonhos
te tornaste o sonho mais real
que vivo.




Borboleta

Por instantes da vida,
jamais pensei ou cogitei
essa idéia de sentir
tão fortemente.
Respirar, suspirar
essa sensação unica,
Almejando a mim
sonhos e buscas
sentimento e verdades.
O vento que me soprou
a descrença me trouxe
novamente a fé.
Me fez crer em mim
em ti, em nós.
Hoje é o vento que
me sopra a fragrância
do perfume doce,
que me faz sentir suave.
Por instantes eu vou
me sentindo mergulhada
nas minhas emoções.
Aprofundando-me.
As marcas, vontades
cores e dias.
Pareço borboleta
que voa livremente e bela,
sentindo-me outra vez plena.