segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Á fundo

Eu peço que me largue de vez,
mas vente as beiras de mim,
como uma parasita
comendo meus cantos
os podres as impurezas.
Te velo, me selo,
me atravesso.
E já chega e soltei-me,
mas quando te penso
te vejo e ainda desejo.
E me revejo,
perfeitamente.
Entra sai e vem volta,
vem e vai.
Não quero mais,
jurei á mim.
Tu foste, e eu fui-me
deveras me fui.
E longe de ti estou,
estou aqui.
Não me pense,
não me chame,
sem amores de segundos.
Não te esqueço,
em desalinho me afundo.
Não te afundas e nem me afundes,
se á fundo, nesse amor não chegaste. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Resquício

Parece quem há um resquício,
que sutilmente poderia ser proferido
sentir.
Que insisto em pestanejar,
segundos que me cai
o nível.
E me pego a repetir,
erros inoportunos.
Mas digo-me, errar
e querer repetir o erro
seria burrice.
Mas amor errado,amar errado.
Errado amor.
Colhi uma flor,
que me semeou um jardim.
Jardim que bate dentro do meu
peito.
Semente, e mente, e semeia,
ainda um desejo.
Não me corta e nem me torna
imbecil.
Ajusta meus ponteiros,
aduba os meus pensares.
E por fim traz um pólen
saboroso pra cada flor.
Parece que ainda há um resquício,
mas te replanta e
faz te muda sempre sempre.
Teu espaço reservei nas terras sem fim,
com nível ou sem.
Não me deixo ser imbecil.