domingo, 12 de junho de 2016

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Um dia tudo fará sentido, ou não.
Mas o que me move são sensações,
experiencias.
Cada frio no estomago, arder no peito,
instante por instante.
Aprendizados que por fim estão preenchendo meu
livro de memórias.
Talvez a capa seja dura, mas as paginas tem cheiro
de vida.
Um dia aqui, amanhã já nem sei aonde poderei
estar.
Tantos lugares, saudades, rostos, aromas,
e sorrisos sem fim, lagrimas pelo rosto e travesseiro.
Reflexões, reflexos do que fui e sou.
De um passado e um presente tão distintos
e próximos ao mesmo tempo.
De bagagens, rodovias, e o mesmo coração, 
que por ora cabe no peito, outras no bolso.
Andarilha de alma cigana, 
tenho como morada maior, o grande mar.
Que me acolhe, acalma, abraça, beija, limpa e banha.
Talvez um dia tudo fará sentido, por enquanto tudo é sentido.

sábado, 28 de maio de 2016

Dance

A vida e sua dança,ora alegre,ora infeliz.
Nem sempre se pode e consegue tirar o grande aprendizado de imediato.
Nada é em vão, desde de uma dor de barriga ao ataque de risos, tudo vem pra ensinar, temos de aprender a enxergar por outros ângulos.
O que dói hoje, pode ser o riso leve e solto de amanhã.
Nada é pra sempre, tudo transmuta, permutar as vezes é necessário.
Se doar, fechar os olhos e ouvir o intimo, amar a si como se nunca houvesse um fim.
O auto cuidado, se conhecer bem, mesmo que por muitas vezes ainda hajam surpresas, isso trás frescor.
Quando a gente se ama, é mais fácil amar o próximo, tem mais sabor, o toque e o cuidado.
Não digo em termo sexual, mas sim com benevolência, com ternura, simplicidade e paz.
Gratidão, é fechar os olhos e ter paz, respirar profundamente aonde sinta um afago interior.
Essa dança, nos pega por muitas vezes, desprevenidos, e fora do ritmo, com facilidade se pratica o comodismo.
Comodismo que por muitas vezes, é um incomodo e nada além disso,uma auto penitencia que incessantemente persistimos em ficar.
Respire com um pouco mais de leveza, sorria só por sentir o vento te tocar, agradeça, quando gratidão te soar leve aos ouvidos e ao coração.
Respire, dance.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Anseio

As vezes contemplo um cenário que sempre quis contemplar ao escrever,
e me pergunto ininterruptas vezes o que acontece comigo.
Anseio o escrever, sai pelas pontas dos meus dedos, preenche minha mente
que insana não adormece nunca.
E fico a fitar milhares de luzes de uma cidade sem fim,
que cheira o cinza dos dias sem sol.
Entrei em transe, em uma busca sem fim no meu 
subterfúgio mais secreto e absoluto.
Mas são tantas interrogações, de um animo tão desanimado,
que me mantenho estática apenas com o pensamento voando ao infinto.
O peito infla, com uma vontade ensandecida de desbravar cada pedacinho 
do desconhecido.
Frio na boca do estomago, como se eu fora ter um ataque bem ali
parada, surtando no meu imaginário.
Só que sem ação.
Triste,
Lamentável.
Porém justo.
Tantas duvidas, e tantos encaixes a se fazer,
e em pane, como se ocorrera um curto circuito dentro de mim.
Essa pane geral, apita como uma necessidade de me guardar,
e auto sustentar, pra conseguir andar outra vez.
Eu almejo zilhões de coisas, talvez isso defina 
tantos aconteceres e imprevistos nessa montanha russa 
do meu viver.
Eu continuo a fitar, e sentir dentro de mim , as luzes e a vontade
de viver, com tamanha intensidade que viver possa ser e expressar.
Mas tamanha coragem se esvai em segundos, e continuo a ansiar.



sábado, 13 de fevereiro de 2016

Carta para rainha do mar!

Se eu pudesse eu te teria assim em meio as flores,
misturadas com a espuma que vem do mar.
Lhe ofertaria todas as flores do mundo,
os perfumes mais inebriantes,
para te ter assim em uma imagem ofuscante,
com o aroma aconchegante.
És a força guerreira de uma mãe zelosa,
um clarão em meio a escuridão,
o colo que carrega as nossas dores e aflições.
O manto que se abre para nos acolher,
quando o medo ou a solidão bate.
É a mão amiga,
o coração gigante, o amor constante.
O vem e vai de cada onda,
que beija cada filho que vai se abençoar.
É dona do reino mais lindo,
que descarrega as impurezas da carne humana.
És o ser mais glorioso,
a mais bela, amável.
Gerou filhos de amor,
e tem assim tanto amor para dar e receber.
Se me curvo diante teu reino,
é por respeitar e ter a humildade de te agradecer
por todas ás vezes ter me dado teu colo e tua mão.
Mãe que aponta os caminhos,
que carrega esse axé gostoso, esse mel saboroso.
Tem em ti todas as qualidades
que preenchem meu coração de amor.
Se me sento na areia e converso contigo,
minha rainha, minha mãe sereia,
é pra agradecer e muitas vezes por ter
somente teu grandioso colo a recorrer.
Teu manto é sagrado e é multiplicado mil vezes amor.
Aonde eu me ajoelho pra pedir,
só posso dizer, se eu pudesse te daria esse mundo inteiro
e cobriria o mar em flor.
Odoyá.

sábado, 16 de janeiro de 2016

Fé aos meus !

Não houve apenas um toque, foram vários sons,
era um tambor que batia dentro de mim.
Era a leveza das águas, e a imensidão de todos
os mares dentro de mim.
Um sopro de vento, em um manto
carregado com o axé do ouro.
Proteção de leveza, com
os escudo e a bravura de um guerreiro.
Com os pés descalços, e uma chave
que abririam e fechariam as portas,
na hora certa.
Era um ritmo, um ritmo de fé.
Quem me guiava, era o doce perfume,
quem me acolhia era a humildade
que cheirava sabedoria e o frescor das ervas.
Os caminhos apontados pela feminilidade,
que havia na estrada.
Eram anjos, deuses, uma falange de amor.
Era a fé sem fim.