quarta-feira, 30 de março de 2011

Pairou no ar tua ausência!

Pode ser até loucura,
mas a tua ausência
me traz teu cheiro.
Perfume teu que paira
no meu ar, aonde te respiro.
Respiro -te.
Inalo essa fragrância
doce, que transpira teus poros
escorre tua pele.
Percorre teu corpo
perfuma minha alma.
Pode até parecer loucura
repito.
Enquanto escrevo
te imagino, tua ausência
me da saudades.
E continuo a sentir teu
perfume pairando
no meu ar.
Tomou conta da casa
teu cheiro, suave e delirante.
Perfume teu que se mistura
a tua pele.
Invadindo cada cômodo
da casa.
Vem de mansinho,
de leve e entra em
mim teu cheiro.
A tua ausência
leva-me ao delírio,
de achar que possa
parecer loucura.
Termino e no segundo
de por um ponto
permaneço a sentir
teu doce perfume.


Mario Quintana

Chegou a hora esperada,
o momento marcado
pra esse exato momento.
Um compromisso inadiável
que tem até seus segundos
cronometrados.
Parada aqui aonde vejo
as águas do meu sul,
os pássaros voando
alinhados.
O som da cidade,
parada aqui aonde viajo,
e escrevo em memória.
Casa de um grande amigo
meu, que tive a infelicidade
de não conhecer pessoalmente.
Honrada em poder olhar através
de sua janela e me perder
no seu mundo de letras
e sentires de um verso.
Ao sentir o sol entrar em mim
de longe, eu nada posso fazer,
aqui aonde tudo olho mas
nada vejo.
Que tudo ouço, mas nada escuto,
que tudo sinto mas nada toco.
Um aflorar em poesias, e palavras,
aonde entrei em contato
com meus versos.
O compromisso marcado
inadiável pra poder sentir
os versos meus entrarem
em mim.

terça-feira, 29 de março de 2011

Noites tão tuas!

Em uma noite fria o que se pode imaginar e querer!?
Faz tempo que não converso contigo, e te reencontro assim,
em uma noite fria de outono.
Quantas conversas em segredos tivemos,
e a sete chaves estão guardadas,foram madrugadas
a dentro de pensamentos proferidos lembra-te?
Eu lembro da tua doce voz ao me contar e chorar tuas magoas,
carências, incompreensões.
Não retornava fazia algum tempo esqueces-te de mim!?
Fez falta tuas visitas noturnas, nossos papos longos
até o raiar do sol.
Agora te encontro ai toda sorridente, com um rosto feliz,
cheia de ternura, feliz em te rever doce pessoa,
olhos coloridos cheio de vida e brilho.
Amena, o tempo passou e os ventos sopraram
resolvi visita-la então estou surpresa e contente,
percebo que muito se passou e tu remodelou tua vida.
Quantas coisas deve ter aprendido ao passar do
tempo, varias estações se foram e agora ai esta
boba, encantada e com olhos de esperança.
Volto em noites assim sempre que quiseres,
chama-me eu a ouço ao infinito silêncio
das noites tão tuas.
Renovas-te teu interior e exterior
mais puro, leve teu semblante é como
se fosse o momento de ápice das alturas de um
sentir eterno.
Quanta melação minha ao me referir a ti,
me conquistou poder te rever assim,
vibrando e energizando-te dessa forma
suave.
Vou-me agora não posso me fazer muito
presente nesse momento, estou tendo
que ir afazeres me aguardam, apareço
outra hora quem sabe não esteja tão frio
e nem seja outono.
E sim prometo não demorar-me,
ficarei frequente novamente chamo-te
também quando eu precisar conversar.
Não perca essa coisa boa que é somente tua
essa leveza que te acompanha te vestiu bem,
encaixou como se fosse costurada sob medida.
Continue a costurar assim fiquei contente outra vez
repito a ti a leveza agora é tua.


Audácia

Definir e limitar-se
não é algo compatível
a mim.
Gosto de ser eu mesma,
dinamismo único,
poucas palavras a proferir.
Falar demais quando
me convém,
sem explicar-me.
Torta e avessa
ao modo meu.
Sempre e simplesmente
eu.
Mistérios a desvendar,
perder meu tempo
a entender-me.
Altos e baixos,
de princípios e morais.
Valores e caráter
imprescindíveis.
Me moldei meio
teórica demais.
A que graça enfim
tanta teoria a por
em pratica.
Faço parte do mundo
aonde eu dito as
minhas leis.
Ó cômica quem sabe
eu ser assim,
com um tempero
excêntrico ao toque
da minha loucura
fatal de sentir.
Das loucuras conscientes
eu faço a minha arte.
De fases e momentos
insanos de ser normal.
Momentos normais
em ser insana.
Tanta besteira
a proferir,
e tanto a dizer.
Que não se basta,
e nem se faz suficiente
exprimir em palavras.
É intenso demais
ser eu, loucura demais
pensar assim.
E mesmo assim
cheia de audácia
eu me atrevo
a entender-me.
E sentir-me.




sábado, 26 de março de 2011

Loucura estar bem

Gritante aos quatro ventos,
ninguém ouve-me.
Nem sei aonde
expressar meu sentir,
digo verbalmente
aquilo que exprimo
por dentro.
Trancando em mim
verdades e sentires.
Ao certo dramaticamente
ser eu, chorar assim.
Temores que me
incomodam, sonhos
que me engrandecem.
O curto tempo,
a estadia que se faz longa.
Segundos que virão horas,
minha eloqüência ser assim.
Simbolizar meu sentir
ao poder infinito.
Intensificar cada sensação,
partícula por partícula
de sentimento.
Venero momentos
de devaneios assim.
Ser eu comigo mesma,
tirar um tempo pra
dramatizar-me.
Guardei o meu melhor
pra ti, poder me sentir.
Conhecer meu coração
inteiramente.
Lacrimejando por estar
leve em alma pura.
Tortamente as avessas,
confundido-me em palavras.
Querendo obter sucesso
em exprimir o meu amor
de uma maneira gramatical.





sexta-feira, 25 de março de 2011

Dentro em alma

Tão perto,
estamos tão perto,
que se torna longe.
Distância que me leva
a pensar somente nela.
Inspirar-me na face
doce dela.
Melodias que soam
e a vontade de te-la perto
comprime meu peito.
Capaz de dominar meu
ser.
Te enxergo e sinto,
admirando apenas
uma bela paisagem.
Uma janela
em movimento,
uma música.
Minha alma vai indo
de encontro a dela.
No fechar dos olhos
sinto o macio do teu
respirar.
O meu sentir esta
nela.
Coração que bate
dentro do meu peito,
mas é como se batesse no dela.
Fecho os olhos,
sonho acordada.
Minha alma te chama
e me puxa, sinto-te
em mim até o doce
do cheiro teu.
Tão longe estamos longe,
e te sinto aqui como se fosse
ao lado meu.

domingo, 20 de março de 2011

Faceiros!

Um rito, uma irmandade
fraterna.
Pessoas que simplesmente
doam-se inteiramente
e honram a palavra
amizade.
Companheiros de vida,
de dores, de alegrias.
Não se nomeia eterno
inteiramente, mas sim
recíproco e reciclavel
em mutação constante.
Mudam como cada estação
e avassalam intensamente.
Sabem se divertir,
um sorriso é algo comum.
Sorrir há vivacidade
de poder divertir-se.
Marcar cada coração,
em um momento
leve de descanso.
Voltar quem sabe
a ser um pouco ''criança'',
cada reencontro novas
amizades
muitas histórias.
Momentos simplórios
de total tolice que levam
as lágrimas, lágrimas
e uma dor forte no estômago
de tantas gargalhadas.
Admirável encontrar
gente assim.
Humanos, companheiros,
amigos.
Oportunos e receptivos.
Uma familia que cresce
se molda.
Diversificada.
A união é sempre
uma nova festa.
Faceiramente,
pode-se viver cada segundo,
eterno, recíproco
reciclável.
Receptivel.


Caneta, papel e um coração!

Tive uma tendência
a me perder.
A me desproteger,
proteger aos outros.
Revolucionei a mim,
cada parte de meu corpo
ainda jovem e cru.
Deparei-me comigo
mesma a refletir-me.
Me olhei através de mim
me enxerguei por dentro
e por fora.
Sorri.
Dessa vez as lágrimas
não saiam por dor ou
tristezas.
Rolaram de emoção
saudades.
Uma nostalgia,
senti falta de mim mesma.
Quem um dia já fui,
o simples que um dia foi ser eu.
Marcada, evoluindo,
aprendendo.
Senti o gosto suave
e a neblina molhou
meus cabelos.
Sentada com o coração
que me guia.
Hoje aqui só tenho
a me oferecer um amor
que me completa,
uma caneta e um papel
e minha inspiração
os meus sonhos.
Isso é o meu ser feliz!


sábado, 19 de março de 2011

Morte

Correu até mim
o desconhecido,
soprou melodicamente
no meu rosto.
Brotei lágrimas
de medo.
Incertezas.
Uma dor cruel
que não senti em mim,
mas dói-me inteiramente
saber ao exato quem a sente.
Abalei-me de uma forma
acanhada.
Tornando-me egoísta,
ofusquei verdades de mim
me fazendo um bem.
Superficial.
Contato com o estranho,
de um vento gelado,
ao acalanto quente.
Dispersei-me entre flores,
flores rosas e vermelhas
de um verde do interior.
Fiz do momento de dor cruel,
uma paz serena desejando-o
somente a doçura.
Correndo da dor,
não pode me alcançar.
Eu a temo, me faço
inerente.
Fraqueza consciente,
de ser forte.



Admiro-te!

As vezes admiro-te,
e perco-me em olhares
em direção a ti.
Reconheço-a de uma forma
irreal, e constante.
Por dentro vibro
e te sinto cada vez
mais em mim.
Quando te admiro
me encontro
nos teu olhares.
É um sopro de verdade
misturado com felicidade.
Ao impregnar meu mundo
de aromas,
cheiro doce somente teu.
Uma loucura sensata
um sentir unânime,
admiro-te.
Sinto em tudo
isso, entre todos
os sentires possíveis
o mais belo e puro.
Me fiz grande o suficiente
pra poder te sentir.
Pequena pra poder
me encaixar nos teus braços.
Minha loucura mais
sensata poder dizer
que a amo.