quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Tortura

É um impeto que foge,
que me sacaneia,
que me mata, e me odeia.
Subliminar, entre linhas,
que me sucumbe.
Não há paz,
e eu busco paz,
no fechar de olhos
que incessantemente
me sufoca,
Estribilho sem fim,
esse penar de dor.
E eu não posso me perder,
não posso perder á mim.
Descaradamente me chicoteio
sem dó.
Em todo instante
sem tréguas.
Foge das margens ,
sem limites, perde a linha.
Tal maneira impetuosa
de me enlouquecer.
Tortuosamente.
Sacaneia essa ultima
das ultimas.
Mas em breve eu te tiro pra
jogar.  

sábado, 4 de janeiro de 2014

Menina será que volta!?

Gasto meu vocabulário,
em interpretes do meu amor.
E deixo de dizer o senso disso.
O quão delicado, a suavidade,
a meiguice, o som doce.
O toque macio, tão e tão bom.
Completa, nesse marzão de loucuras,
eu fui.
Completa.
Completa.
Eu amo, te amo.
E não consigo calar ainda esse sentir,
que bate aqui no meu secreto coração.
Esperei paz, mas foi no mistério
da vida que me encantei.
No mistério de ti meiga menina.
Mulher que me tira os prantos,
enxugou meus medos,
que por muitas vezes escorreram pelos
olhos meus.
Saudade do cheiro, da boca.
Dos cabelos se enrolando nos meus,
óh meu deus que faço agora.
Que farei de mim,
que será desse amor?!
Quero ter-te pra mim
amor, meu amor.
Não quero somente escrever,
quero o meu sucesso além
de uma estante.
Não quero livros,
quero a inspiração ao lado meu.

Rever!

Cicatriz, feito tatuagem.
É enlouquecedor ficar
com você, sem ter-te.
É um corte tão doido,
tão estilhaçante.
O que era paz,
o que era paz!?
Virei um desassossego,
sim essa palavra cheia de ''s'' ,
me via nessa vida apertada.
Sem um plural.
É enlouquecedor ficar sem você,
ainda mesmo assim não ter á ti.
Nada me serve, nada me cabe.
Nada me toca.
Nada acontece.
Só vida que se passa,
vida que se esvai.
Mas é quase um assalto
ao cofre de um banco.
Impossível sanar tudo,
desvendar algo.
Preciso me deixar viver,
reviver.
Te rever.

Emudecer

Essa mesma força que faz prevalecer,
me faz emudecer.
Essa sensação de ainda querer-te
me da o frio no estomago
necessário para ganhar o mundo.
E me passa com o mesmo tal o impacto
de uma rasteira.
Um mesmo sentir, que me levanta e derruba
cem vezes por segundo.
Todos os dias.
Sempre, sempre.
É nesse detalhe que moras,
nesse perpendicular que me ponhas.
E torno-me tão suscetível ,
vulnerável.
E com tantas arestas,
amarras eu sigo nessa epifania.
Epifania louca de amar-te.
Idolatrar-te.
Porque meus olhos te veem
no cru no nú.
Enxergam á ti como és
de fato.
Feito demaquilante
meus olhos te enxergam através
dessa argamassa da vida.
Desse pesar, dos calos,
e dessa frieza aparente.
Meu corpo sente teu calor.
E toda essa veemência,
me tira o tino.
Enlouquece.
Porque não te desisto nunca,
e me faz te querer e desistir
todo o instante.
Todo instante que ainda te quero.


sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Polir

Formula de escape,
uma bicicleta que nunca me canse.
Procuro sair da minha solidão,
e meu pensamento não tem mais
sentindo.
Falta uma razão,
uma forma maior.
Um motor novo,
e bem polido.
Como aquela prataria antiga,
preciso me refletir de frente
e verso.
Mas os cômodos cada vez
se diminuem,
e vai tudo ficando apertado.
Comprimindo á mim,
me esmagando.
As paredes , o teto,
e a minha cama,
meu peito dilacerado.
Tudo se aperta,
me falta o ar.
Me tira os espaços,
preciso polir minha prataria.

Brumas da minha fé

Pode parecer bucólico,
mas preciso recuperar minha fé inabalável.
Preciso me conectar com Deus,
e sentir a leveza dos caminhos.
Me encontrar na estrada,
me achar pelos meus caminhos.
Deixar escorrer as lagrimas,
curtir toda minha dor.
Essa carne que sangra,
tenho que cuida-la.
Deixar o mar vir até mim
e lavar a minha alma
com as brumas.
Lavar meu corpo com as brumas.
Deixar essa luz que o sol irradia
me guiar.
Nesse ato tal qual piegas,
que soa como um desespero.
Preciso deveras desesperar-me,
e errar, e encontrar-me.
Achar por dentre meu ser
a minha fé.
O meu amor próprio,
a luz da estrelas e a da lua
vão confortando toda minha dor.
Tenho como uma necessidade
cantar e dançar com essa dor.
Me respeitar uma vez,
pelo menos uma vez ao mês
se difícil for, quem sabe assim me acostume.
A ter-me, rezar, sentir e chorar.
Voltar a ter fé.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Meu vagabundo

Coração vagabundo, esse que bate dentro do meu peito,
mas com um toque de dó eu ainda tento cuida-lo.
Ele se sobressalta e cria expectativas, vagabundo esse coração,
te cuido coração e você nem pra ir com calma comigo.
Vem avassalando tudo, abre as janelas e derruba as portas,
me invade, e não sabe.
As vezes rezo e em suplico, peço te afaste de mim 
coração.
Essa saudade que não me socorre nunca.
Sufoca até tarde, e não se afasta e perdura.
Coração, coração.
Vagabundo!
Meu coração acha demais, sente de mais,
me mata aos poucos.
Me vive aos poucos, me recria, reinventa
o mesmo amor, e a mesma eu.
Eu me revivo desse coração vagabundo.
Que me acompanha, que me apanha, 
e essa saudade mais uma vez, 
ela não me socorre nunca.
Eu procuro um esconderijo, 
um subterfúgio.
Eu muitas vezes me perco nesse coração.
O meu melhor ou pior,
esse meu vagabundo!
 

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O amor não passa.

Se profetiza a magia, de um ano para o outro,
novos ares, o primeiro vento que soprara em minha face.
A angústia que tocava meu coração pela primeira vez,
as forças renovadas, a coragem que acumulava novamente
meu coração.
Todas as forças tudo era novo, o sabor era de recomeço,
de vitória.
Mas o coração ainda amava o mesmo amor,
o mesmo amor, e que o valia era sentir
as lagrimas rolarem.
Era mistura do querer e do deixar rolar.
Fanatismo, que me fazia refém.
Queria ainda esse amor,
mas o desespero de não ter,
fazia me acalmar na turbulência.
Era nova, ares novos, e um
mesmo amor.
O amor não passa, quem passa sou eu,
passo por cima de mim.
Enfrento ainda esse amor.
E tudo se renova e ele
continua a me vencer.