domingo, 21 de dezembro de 2014

Vilã

E nas esquinas, me encontro novamente
sem eira nem beira.
Na estrada da vida,
sem o eixo certo.
Cheia de amarras e medos,
e fechei meus ouvidos.
Sem compreender,
cega e absoluta.
Trancafiando dentro
do meu eu, segredos
e sentires.
A cara a tapa sempre
aqui erguida.
E apostas,
Eu tirei todos pra dançar,
vida cruel.
Tirana.
Me bateu, sem piedade,
e no assoprar trouxe
um temor.
E depois de tanto amargor,
nem assim as tréguas se
fazem imperar.
Quem sanou e secou todas as
lagrimas sozinha?!?
Eu me acompanhei e do fundo
me tirei!!
Ergui minha mão á mim mesma
e toda chuva inundando lá fora,
lavava meu rosto em lagrimas
aqui dentro.
Nem vilã, nem mocinha,
a vida me calejou.



quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Quente e forte!

Vastidão, nesse mar sem fim,
que meu corpo era percorrido.
E já nem havia possibilidades,
era cara a cara.
Frente a frente comigo mesma,
tentando encontrar uma válvula de escape.
E por quantas vezes permaneceria assim,
á fugir, e fugir.
Paradigmas perpendiculares.
E nessa loucura incrédula,
dessa tal insensatez que me predominava.
Um monstro será!?
Eu havia vestido minhas roupas,
velhas de guerra.
Posto no corpo a armadura mais
forte que encontrei.
E me enchi de meias verdades,
e mentiras verdadeiras.
Engolindo á seco todas
as farpas soltas.
E não conseguia por fim
nessa sensação de impotência.
Era aquela velha sementinha da
discórdia que se tornara incapaz
de não crescer.
Essa vastidão, eu precisara
podar á ti.
Sementinha, cretina.
Me libere e solte-me,
desse momento interno.
Necessito largar
as velhas roupas.
E despir todas as minhas
armaduras.
De vez.
Quero viver por mim,
sem o teu pesar.
Sem o meu temer.
E nessa jornada eu
reconheço, e te convido
para sentar junto á mim.
Não fujas outras vezes,
sente-se e tome uma
bebida quente e forte.
Quão forte o desejo que me queima
e arde.
Fique e sente-se,
e entenda, seja capaz.
Não há nada de errado,
em permitir-se.
Entenda-se, e deixe-se
viver.