sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Estou!

Estou a te amar,compulsivamente,
deixando-me submergir.
Submersa nos teus profundos olhos,
dentro do cheiro que fica na minha pele.
Na constância do meu pensar em ti,
da falta sufocante, hora massante
longe do corpo teu, presença tua.
Vai me desalinhando,
deixando-me apaixonada,
sensação que se revigora,
preenche meu coração.
Estou a sentir falta,
e necessito da tua presença
mais profunda,
te guardar dentro do meu corpo,
tatuar na minha pele.
Estou a enlouquecer,
sentindo os meus devaneios tomarem
conta de mim.
Aqui estou a te amar, desejar,
cada vez mais e constante em mim.
Estou a me submergir querendo
cair nos braços teus.
Estou a amar-te compulsivamente,
com a constância do meu respirar.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Foge á mim!

Ininterruptas as vezes fugi das margens,
corri do obscuro e gritei por dentro,
rasguei-me, e senti cortante essa loucura
dentro de mim.
Essa merda de padrão, que se dane
o que devo ou não fazer,decidi que não posso
matar á mim lentamente.
Pra seguir uma ordem,um padrão,
foge de mim ir com calma,
amar com moderação,preocupar-me menos.
Não eu!
Fazer pela metade, o que posso fazer por inteiro,
não vou detesto.
Meio termo pra mim não serve,foge de ser eu,
gosto de muito ou pouco,tudo ou nada!
E não consigo não me preocupar em sentir meu peito
abrindo e ficar inerte.
Eu abraço meu mundo isso me pesa,
mas eu preciso disso,não sei ao certo os limites.
Mas sei que não consigo desligar meus plugs.
Não quero e nem posso mesmo que seja
pra ser,até o fim.
Vivido e literalmente.
Um acalento toma conta de mim.
É um rasgo mas de olhos fechados eu sinto,
e não consigo cegar-me tão e de vez.
Bruscamente voraz, a ternura minha
precisa acolher-te nos braços.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Nada sei, amo!

Amo, e assim nessa permanência minha sigo esse soneto do meu músculo,
vibro e sinto o mesmo frio dentro da minha alma.
Sensação simplória tal qual ilusória, ironia por ser real.
Se fazer real em mim, na delicadeza dos gestos meus.
É leve mágico,só que na espontaneidade imatura se fez o processo árduo lento.
Amadureceu!
Amor maduro,tão ou quão imaturo em pequenos atos.Não existe perfeição.
Nada perfeito!
Peleia árdua,incessante em transformar meu conto de fadas vida real.
Desconexo, perturbador!
Me tira o foco e em desatino arde em mim,avassala e estremece meu ser.
Sucumbe tudo e me tira do ar,me tira a segurança!
E eu á amo docemente, quente, fervendo, carne, alma.
Não quero e nem aceito interrupções, te desejei pra mim.
Te amei em mim, sobre mim.
Eu sei que nada sei ainda, mas á amo!