domingo, 10 de novembro de 2019

Andarilha

Andarilha
Mistura de água e fogo
O vento sopra mudanças
Não me aquieto
Preciso sair em busca de um novo frescor
Não durmo mais
A inquietação pulsa nas minhas veias
O vento sempre sabe as respostas
Sempre sabe a hora da minha partida
As águas salgadas vem me banhando
Limpando
E me apontando os caminhos
Um anseio
Mil perguntas
Várias interrogações
É tudo muito intenso
Transborda
Não sinto pela metade
Ferve
É quente
É fogo
Essa mistura que me acompanha
Andarilha
Tantos ventos
Tantos mares
Meu coração inquieto
Só quero sentir o vento no meu rosto
Meus cabelos a esvoaçar
Essa alma tão cigana
Quer o aconchego
Andarilha.


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Viva!

Esse frio no estômago, cálido, gélido .
Tantas ruas, ventos e ventos,
estamos de volta aqui.
Estamos de volta dentro e revirando
cada canto.
Eu ainda estou aqui presa em mim,
me perdi mais uma vez.
Agora me achando pelas beiras,
voltando pelas águas.
Até quando?
Até que ponto?
Como?
Aonde?
Quem?
Perguntas que não se findam,
e esse frio no estômago,
que por oras me empolga
por outras me assusta.
Me atropelei pelo caminho
mas dessa vez sem tantas feridas.
Estou viva, viva!