quinta-feira, 31 de julho de 2014

Não vale mais a pena!

E quem por dentro e em alma,
consegue manter os pés firmes,
quando se quer voar e avoar todos
e todos os sentires.
E por os olhos rente aos teus que já
nem se enxergam mais.
E sim se enxergam em memória,
pelas digitais e objetos.
Querendo o banal, onipotente,
mas que tu amarraste.
E banalizaste de tantas
e todas as formas.
Que unificando á ti,
tudo aquilo e nada disso.
E sobrou apenas o meu velho
vicio.
E me deixou sem rimas,
sem poemas, me condena.
E meu disco se arranha,
e fico me sentindo descartável.
E mesmo querendo voar,
não vale mais a pena.
E nem pena.
E deixo secar ao sol
a minha ferida.
Por te sentir não valer mais a pena!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Quereres?

Me enlouqueço, e como a onda do mar,
me cubro inteira.
Me avassalo dentro dos pensares
mais insanos.
Meu bem e meu mau.
Cura e morte.
Eu me desnorteio,
e enfim nem sei se gosto
de rosa ou azul.
Se quero beijos longos,
ou a companhia de um bom
e velho MPB.
Não sei se grito, choro, e bato o pé.
Ou se sorrio, e canto.
Parei no sinal amarelo,
prestei toda a atenção.
E me bloqueei no sinal vermelho,
o verde abriu e eu parei, estática.
Sem mover-me , pestanejar.
O arrepio foi profundo e cálido,
não sei mais o que procuro dentro de mim.
Um peito enorme e vazio,
e como a onda do mar vou e volto,
incessante.
Quero deixar talvez o amor vim,
mas sem me devorar! 

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Mareia

Ainda fecho meus olhos,
e vejo as ondas do mar
baterem nas pedras.
E consigo sentir uma inquietação
dentro do meu peito,
aonde pisei em falso tantas vezes.
Hoje nem sei porque ainda consigo sentir algo
em relação á ti,
mas não consigo crer
no que tu fizeste com a tua existência.
Mas já não cabe no meu bolso,
e meu coração já te repele.
Nunca quis que fosse assim,
mas quando sinto a imensidão do mar,
indo e vindo.
Batendo, nascendo, inconstante e sempre
imenso e lindo.
Suspiro e abro meus olhos,
conecto-me com a pureza.
Sou tanto, a minha imensidão
não cabe em ti.
Já que te fizeste tão pequena.
Ainda fecho meus olhos, e vejo as
ondas baterem nas pedras.
Só que dentro de mim.