quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

De você!

Pensei em nunca mais escrever cartas de amor,
e prometi cada segundo não o fazer mais.
Mas quando sinto o cheiro do frescor
do teu perfume, meu mundo
se prontifica a te poetizar.
É impertinente, e importuno,
porque não te tenho,
não me supro.
E quando mais penso em não escrever,
surgem mil linhas a serem
escritas.
E parece que toda aquela dor
que me esmaga se vai.
E fica a força de um querer
muito além.
Maior, o amor meu é maior
que todas as forças sublimes.
É bárbaro poder pensar em não escrever,
e o fazer assim mesmo.
Me liga no automático, e meu automático
fala teu nome, pensa teu nome, vive teu nome.
Minha obra, meu hobby se resume a
datilografar, e tenho passado esse tempo
da minha vida fazendo minha obra em você.
De você.
Pensei em nunca mais escrever,
mas se penso me vem teu nome,
e ele me inspira.
Flutua-me!


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Teu

Em cada dedilhar de um violão,
se confunde, dedos, cordas,
som e melodia.
Cada dedilhar se confunde verso
e amor.
E nesse secreto dedilhar,
e nessa confusão
surge a mais valiosa
de todas.
E o melhor, e em segredo.
Em versos ocultos,
em linhas imaginárias.
Escrever em segredo,
compor todo um amor
em oculto sentir.
Em todas as canções
o amor seria teu,
em todas as poesias o amor
seria teu.
E em singelo modo
discreto, o amor seria teu.
Afinar essas cordas do violão,
afinaria o amor,
o melódico.
E em cada expressar
o amor seria teu.

Artesã

E quando não encontra explicação pro que sente, 
e quando não há concordâncias 
pra nada do que sentes. 
Só um emaranhado dentro de um peito.
E uma desilusão tão desigual,
em entre linhas fico sem entender.
Não queira e nem tente tornar-me
um subterfúgio.
Um esteio tão teu, 
não te rendas á mim,
não nunca mais.
Não te rendas como eu
fiz á ti.
Deixei-me ir.
Libere meu ser.
Sou de barro e preciso 
estar fresca.
Para minha próxima artesã.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Á ti!

E poderia perder todos meus versos
escrevendo pra ti.
Posso passar noites á dentro,
escrevendo e escrevendo sem
cessar.
Datilografaria todos os tipos
de letras e frases de amor,
dor, e um querer.
Perderia todo meu tempo
pela minha inspiração por ti.
Seguiria um rumo,
seguiria minha escrita fiel,
talvez sem graça.
Mas fiel á ti.
Versei meu amor,
de diversas formas.
E agora em um leve sopro
sereno.
Não perdi o meu encanto,
recuperei meu sentir.
E poderia mesmo entre tudo,
passar meus dias versando
á ti.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Lentes

E por ininterruptas vezes, coagi a mim,
e deixei-me de lado.
Como vacilo, vacilando
a cada despertar comigo.
Nessa jogada imunda que é o coração
sozinho.
Essa solitude que me enfiei,
e ceguei-me.
Por um fim, estou a busca de
óculos para mim.
Uma lente, algo que me faça ver,
ver sem borrões e distorções.
Tão insensato me auto flagelar assim.
Essa demora insana vai passar,
e quando findar,
espero que ainda tenha restado amor em mim.

Duo

E como se eu houvesse pisado em meus freios
sem perceber, num piscar de olhos
desacelerei.
E me revi as margens de mim,
e me notei de uma forma
que confesso não gostei.
Foi meu impactante,
tortuoso.
E percebi que nada tinha valia,
apenas eu presa na mesmice.
E o mundo girava,
e eu caminhava no mesmo lugar.
Ridícula.
Sem dó nem piedade,
me senti ridícula.
Mas quantas vezes me desperto
e me adormeço no mesmo instante.
Eu procuro essa brecha
por de trás de alguns mistérios.
Despertar.
Desacelerar, aceleradamente.