quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Teu

Em cada dedilhar de um violão,
se confunde, dedos, cordas,
som e melodia.
Cada dedilhar se confunde verso
e amor.
E nesse secreto dedilhar,
e nessa confusão
surge a mais valiosa
de todas.
E o melhor, e em segredo.
Em versos ocultos,
em linhas imaginárias.
Escrever em segredo,
compor todo um amor
em oculto sentir.
Em todas as canções
o amor seria teu,
em todas as poesias o amor
seria teu.
E em singelo modo
discreto, o amor seria teu.
Afinar essas cordas do violão,
afinaria o amor,
o melódico.
E em cada expressar
o amor seria teu.

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