segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Golpe!

Golpeada fui, fui golpeada por mim,
em um súbito continuo.
Essa sensação arrastada,
esse coração flamejando
poderia arranca-lo com minhas
mãos.
Poderia beber todo o vinho
que se acumulou por noites e noites
adentro.
Noites que não se findam,
por não cessar meus pensamentos,
e nem cerrar meus olhos.
Um súbito cretino,
que me atordoa e magoa.
Impotência.
Um sentir tão dócil,
um sentir que tão infernal
se faz pra mim.
A pureza de existir coração,
eu embriago-me,
mas cálida e doce,
ah meu amor.
A desalmada, essa ressaca perdura,
ressaca de um doce e pobre coração.
Golpeei-me.