segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

2010

Na troca de olhares,
em um simples piscar
de olhos, o mundo gira.
Em um andar saltitante,
de uma forma mais dançante
a vida vai passando.
O tempo corre, ele se perde
entre as pausas e medos,
ele escapa pelo meio dos dedos.
Ser a peça principal do teatro
da vida, o teatro com
o maior número de aplausos.
Fazer-te o melhor, doar-se
de todas as maneiras pro bem,
ir atrás de um querer.
Almejar capítulos e versos
outras melodias, não se esqueça
o tempo se perde entre as pausas
e medos.
Força, coragem, determinação
e as coisas fluem.
Sensível sim ser sensível,
poder ser tocado comovido
com um gesto uma história,
apenas uma canção.
Ir adiante, seguir a luta,
mesmo quando tudo
estiver nublado embaçado.
Mesmo quando a vontade
que prevaleça seja a de
desistir.
A dor não é dos fracos e sim
dos fortes, sobreviver a ela
significa o tamanho da tua força.
Amores, desamores e os
momentos cada qual tem
seu valor a sua importância.
Consequências de atos,
palavras, e acontecimentos.
Cada instante foi único,
sendo de alegrias e tristezas.
Com a caneta e o papel
o meu mundo vai adiante,
vou me elevando subindo
no meu céu.
Não se precipite, mas seja
intensa, não contrarie e
sim dê opiniões.
Construa, evolua,
mostre de como é feita
a vida de sonhos, seja pura tente.
Acreditar no bem, mesmo
que o mal insista em atrapalhar.
As mudanças acontecem
lembra!?Na troca de olhares
em um simples piscar de olhos
o mundo gira.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Sensação do inusitado

E quando o coração
vive assim aos pulos,
com a sensação inexplicável.
Quando já não se define
o que sente, simplesmente
se sente e isso basta.
Mesmo sabendo e sentindo,
cada segundo é único,
e a sensação de medo é enorme.
Quando já não a mais saidas
apenas entradas.
Quando existem milhares
de caminhos pra lugares diversos,
e eles todos levam a uma única pessoa.
Quando já se pensou em tentar,
desistir, correr, ficar, arriscar,
provar e amar.
E quando noto que sou capaz
disso tudo e quero me entregar,
deixar meus medos e viver.
Percebo que ainda sou capaz,
de muito mais por me apaixonar.
Por simplesmente te querer.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Amores

A os amores..
O que sou sem amar?
Amo caladinha no silencio
que habita dentro do meu peito.
Ardo de amor e o calo
só pra mim.
Que egoísta me tornei
ou me tornaram!?
Ele retorna a bater
em minha porta.
De uma forma mais
mansa e suave.
Me estremecendo
deixando minha alma
leve.
É uma forma nova
com as maneiras egoístas.
Não dividir o que se sente
por temer.
A dor antecipada,
a euforia.
Euforia de sentir que
o peito aceitou um novo amor.
A os amores, o amor
girando em torno de mim.
É um toque leve de sentimento
com a pureza de se amar.



Eu não sei em que meio
me encaixo.
Satisfação inexistente,
na verdade descontente.
Amarrada em mim,
eu só sei ir fazendo mais nós.
E agora cheia de nós
amarrada firmemente.
Já não sinto o sabor de poder
me entender.
Não sei mais me satisfazer,
é uma falta enorme.
A lacuna dentro de mim
que quem preenche é o nó,
o maior de todos.
Não sei omitir,
mentir, enganar-me.
Nem mesmo eu sei
me fazer bem.



domingo, 19 de dezembro de 2010

Inspirar-me

O cheiro doce marcante,
lábios macios.
O novo, momento diferente
sensações novas.
A poesia tímida acanhada
entrando em uma nova era.
Inspiração.
Uma rara calma transbordando,
novidade me adentrando.
O doce que me aqueceu
me estremeceu.
Coração que nunca muda,
intensidade do sentir.
Reinventando sensações
voltando a sorrir!?..




domingo, 5 de dezembro de 2010

Sentir-te

Esse calor todo que me esfria,
um querer perdido.
Vontade tamanha de não sentir
vontade de não ter vontade.
Em meio de mim a procura de algo
de sentir de verdade.
A procura errada, não devo procurar
esquecer tenho que perder a vontade.
Encontrar a saida, um meio de sair
da minha procura.
Não moro em ninguém,
habito apenas a mim mesma.
Palavras me cortam,
esperanças me entristecem.
Não quero te juntar a mim
juntar-te por desejo apenas.
Quero afogar-me em carinho
em sentimento em amor.