sábado, 14 de janeiro de 2012

Foge á mim!

Ininterruptas as vezes fugi das margens,
corri do obscuro e gritei por dentro,
rasguei-me, e senti cortante essa loucura
dentro de mim.
Essa merda de padrão, que se dane
o que devo ou não fazer,decidi que não posso
matar á mim lentamente.
Pra seguir uma ordem,um padrão,
foge de mim ir com calma,
amar com moderação,preocupar-me menos.
Não eu!
Fazer pela metade, o que posso fazer por inteiro,
não vou detesto.
Meio termo pra mim não serve,foge de ser eu,
gosto de muito ou pouco,tudo ou nada!
E não consigo não me preocupar em sentir meu peito
abrindo e ficar inerte.
Eu abraço meu mundo isso me pesa,
mas eu preciso disso,não sei ao certo os limites.
Mas sei que não consigo desligar meus plugs.
Não quero e nem posso mesmo que seja
pra ser,até o fim.
Vivido e literalmente.
Um acalento toma conta de mim.
É um rasgo mas de olhos fechados eu sinto,
e não consigo cegar-me tão e de vez.
Bruscamente voraz, a ternura minha
precisa acolher-te nos braços.

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