não é algo compatível
a mim.
Gosto de ser eu mesma,
dinamismo único,
poucas palavras a proferir.
Falar demais quando
me convém,
sem explicar-me.
Torta e avessa
ao modo meu.
Sempre e simplesmente
eu.
Mistérios a desvendar,
perder meu tempo
a entender-me.
Altos e baixos,
de princípios e morais.
Valores e caráter
imprescindíveis.
Me moldei meio
teórica demais.
A que graça enfim
tanta teoria a por
em pratica.
Faço parte do mundo
aonde eu dito as
minhas leis.
Ó cômica quem sabe
eu ser assim,
com um tempero
excêntrico ao toque
da minha loucura
fatal de sentir.
Das loucuras conscientes
eu faço a minha arte.
De fases e momentos
insanos de ser normal.
Momentos normais
em ser insana.
Tanta besteira
a proferir,
e tanto a dizer.
Que não se basta,
e nem se faz suficiente
exprimir em palavras.
É intenso demais
ser eu, loucura demais
pensar assim.
E mesmo assim
cheia de audácia
eu me atrevo
a entender-me.
E sentir-me.
Nenhum comentário:
Postar um comentário