As vezes contemplo um cenário que sempre quis contemplar ao escrever,
e me pergunto ininterruptas vezes o que acontece comigo.
Anseio o escrever, sai pelas pontas dos meus dedos, preenche minha mente
que insana não adormece nunca.
E fico a fitar milhares de luzes de uma cidade sem fim,
que cheira o cinza dos dias sem sol.
Entrei em transe, em uma busca sem fim no meu
subterfúgio mais secreto e absoluto.
Mas são tantas interrogações, de um animo tão desanimado,
que me mantenho estática apenas com o pensamento voando ao infinto.
O peito infla, com uma vontade ensandecida de desbravar cada pedacinho
do desconhecido.
Frio na boca do estomago, como se eu fora ter um ataque bem ali
parada, surtando no meu imaginário.
Só que sem ação.
Triste,
Lamentável.
Porém justo.
Tantas duvidas, e tantos encaixes a se fazer,
e em pane, como se ocorrera um curto circuito dentro de mim.
Essa pane geral, apita como uma necessidade de me guardar,
e auto sustentar, pra conseguir andar outra vez.
Eu almejo zilhões de coisas, talvez isso defina
tantos aconteceres e imprevistos nessa montanha russa
do meu viver.
Eu continuo a fitar, e sentir dentro de mim , as luzes e a vontade
de viver, com tamanha intensidade que viver possa ser e expressar.
Mas tamanha coragem se esvai em segundos, e continuo a ansiar.
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