segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Á fundo

Eu peço que me largue de vez,
mas vente as beiras de mim,
como uma parasita
comendo meus cantos
os podres as impurezas.
Te velo, me selo,
me atravesso.
E já chega e soltei-me,
mas quando te penso
te vejo e ainda desejo.
E me revejo,
perfeitamente.
Entra sai e vem volta,
vem e vai.
Não quero mais,
jurei á mim.
Tu foste, e eu fui-me
deveras me fui.
E longe de ti estou,
estou aqui.
Não me pense,
não me chame,
sem amores de segundos.
Não te esqueço,
em desalinho me afundo.
Não te afundas e nem me afundes,
se á fundo, nesse amor não chegaste. 

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