quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Sete Mares

Não importando nada mais apenas,
quero tuas palavras,
que se encaixam nas minhas.
Eu preciso ser sete vezes mais confiante,
de sete maneiras de ter sorte,
preciso e necessito ter o desejo doce
que traz sorte a cada minuto.
Instantes em que te peço
ah neguinha, sorte!
Por maior ou menor que lhe
pareça e transpareça.
Meu mundo da saltos,
e avassalam.
Sem nem ao menos saber,
esse nosso estranho querer,
até onde possa ser,
o mais bem querer.
Aonde eu cruze sete vezes os sete mares,
aonde cada um deles beije meu corpo sete vezes.
Por mais louco que seja, e lhe pareça,
não compreenda-me.
Aonde se possa reconhecer a nossa intimidade,
distante mais tão intima,
como se dentro uma da outra
estivesse e se fosse possível.
Te sinto pela concha aonde sinto
o contato com o mar.
Tens tuas pendengas
com essas águas.
Elas querem talvez o querer que tu também
tens, ah neguinha.
Venha e te banhe sete vezes no mar,
e serei eu que te desejarei sete vezes doce.
E que te esmere e traga sorte com múltiplos sete.
São sete mares, sete amores, doce sete vezes,
e assim a tua sorte me abrilhanta.
E posso soprar de leve um pouco
pra longe das tuas beiras.
Não importando nada mais apenas,
quero somente esse colo e afago.
Mãe maior do mar.

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