segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lentes de amor!

Um amor leve
e natural,
melódico e quente.
Sentado na beirada de
um cordão de calçada,
fresco.
Olhar através
das mesmas lentes
a paisagem simplória.
Um olhar calado,
que gritava ao ver
tanta beleza.
A sentir tanto amor,
amor que dá medo.
Necessariamente não
precisava ser dito a mim,
era explicito demais.
Mergulhada nas lentes
me infiltrando no mesmo
olhar.
Na mesma pulsação
de um amor que me
conduz.
Me dá a direção
de viver.
Cantar um amor,
respirar mais doce,
sentir mais macio.
Um toque aguçado
de sentimentos.
Amar e amor,
os detalhes.
O simples,
o diferente.
O medo de amar,
em uma sensação
satisfatória.
Em temer e mesmo
assim amar-te
plenamente.



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