domingo, 18 de setembro de 2011

Cuspir!

Como se fosse um tiatino meu,
deixei-me levar e sentir tudo.
Perdi-me por ai,desconectei
meus plugs.
O vento a sombra,a minha vida,
o dolorido que esburacando-me o peito.
Um silencio gritante,uma música consoladora,
meu choro sincero,secreto.
Árvores que com seu silencio,
acolhiam a minha pessoa.
Sentei-me,pedrinhas folhas,
uma terra levemente chão puro.
Fitando o lago,uma casa um moinho,
tartarugas,flores.
Precisei apenas do silencio reconfortante
energizando-me assim.
Cuspindo pelos olhos aquela dor imensa
que já não pertence mais a mim.
Cuspir a dor a confusão os meus rumores,
conectei-me comigo mesma.
Sintonia de leveza e paz,um lago árvores flores
acolhiam-me e no afago do vento revigorei-me.
Cuspindo uma podridão pelos olhos,
e quando tudo se extirpou me vi leve e serena
outra vez.

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