sexta-feira, 1 de abril de 2011

De mãos dadas

Entre aberta ficaste
porta da minha volta,
de uma ida de crescimento
interno.
De um fruto azedo,
que tornou-se doce.
Sensibilidade total
agora aqui se prontifica,
e falo com meus olhos.
Um conflito interno
pessoal meu.
Meus olhos teimosos
falam e falam,
molhando-me
inteira.
Já não há o que temer,
e temo por isso.
De uma viagem
de encontros,
me encontrei em mim.
Me achei nela,
e a porta me espera,
nos aguarda.
E foi tudo mudando,
crescendo.
Agora não dá mais tempo
tudo vive.
Vive em mim em tempo
real.
Transições enfim
continuo a mesma
talvez reformulada.
Com os olhos incessantes,
um mar que me transborda.
A saudade neles, a um frio
no estômago pelo novo,
a uma euforia por poder
adentrar a porta.
E existe amor dentro
do meu peito,
o melhor sentido,
Maior.
E impertinente eu desafiei
o amor,ele me dominou
por inteiro.
Completamente dentro do
meu sentir.
E volto e adentrarei
a porta de um jeito
mágico e real.
De mãos dadas.






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