Lapsos de memória, e quando me dou por si levei um safanão da vida,
tem tanto sabor o meu gosto livre.
Mas com arestas amarras me levo de encontro a ti,
em cada sinal, cada mancada minha,
consequentemente ou inconsequente não sei
agir, estou coagindo á mim.
Lapsos que tentam de diversas formas me ofuscar,
me tirando o foco, o meu espelho,
meu refletir.
Reflexos que já nem espero, me da vida
ao ver assim em mim a minha imagem.
Mas essas cobertas não conseguem
me suprir, quando a carência grita e me
desespera.
Basta, eu grito no intimo,
vá se bastar!
Em arrepio profundo
continuo a te sentir, me movimenta
ao datilografar meus versos.
Me inspiro em ti,
mas agora pelo meus poros você sai de mim,
na constância do meu respirar.
Preciso me auto ajudar,
necessito dessa fotossíntese
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