quinta-feira, 6 de março de 2014

Bagunça

Esse macio da tua voz que me desmancha,
esse feitiço que me assegura.
E hoje te temi,
não á conheço mais.
E busco no infinito dos teus olhos
essa ficção que pode chamar de ''amor''.
Não tenhas vergonha,
não tenhas medo.
Eu poderia te odiar,
tenho tantos medos.
Mas quero te resgatar,
e ainda te queria,
quereria pra todo sempre.
Te salvaria de qualquer abismo,
te estenderia as mãos.
E te daria todas as segundas chances,
tendenciosa posso parecer.
Meu amor parece ser uma
ficção, uma fixação.
Mas quando toca
aquela canção.
Tudo que tem dentro aqui de mim
se revira, me causa aquela bagunça.
Não seria um problema,
jamais,seria boa eternamente
em arrumar todas as bagunças.
Você ainda é a melhor,
do céu e do inferno.
Angelical, infernal.
Mil demônios despertou,
mas um macio que sai da tua boca
os faz dormir.
E isso que me desmancha,
que entra como um tufão,
vem, vem..
Me revira, por dentro e por fora,
posso sentir tua mão aqui em mim agora,
volte e me segure contra ti.
Me ama de novo,
me ame pra valer, sem mentir.
Me ama, me ame.
Supliquei teu amor, inúmeras vezes,
e é esse feitiço que me assegura.
E quero te salvar, de todos os caminhos
obscuros.
Mas secaste a fonte, e sugou minhas forças,
e retorna como uma ventania sem fim,
um furacão.
Vem me revira e bagunça tudo
de todas as formas.
Mas nessa noite, me ame,
apenas agora, aqui nesse momento,
venha e me ame pra sempre,
nessa única noite.
E esse seria um adeus,
vem e me bagunça.

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