terça-feira, 11 de março de 2014

Independe

Nas tardes vazias, o que fazer.
Te escrevo.
Escrevo cartas e mais cartas
e guardo-ás todas.
Nunca te enviei se quer alguma.
Minhas tardes vazias, sempre
são acompanhadas, de tuas
memórias, tua ausência.
Esta presente, sem estar.
Vazias são as tardes que não
te há.
E não te há nunca mais,
e nunca mais dói.
Dói existir tardes para
serem vazias.
Te escreverei por uma vida
inteira.
Por vidas inteiras,
por alma.
Minha alma viverá eternamente,
e cada tarde vazia, te penso.
E escreverei.
Cartas e mais cartas.
Não te enviarei.
Publicarei todas,
em uma tarde completamente
vazia.
Já que não te há.

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