sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Três..

E por conta gotas a dor
vai sendo medida,
talvez uma forma torturante
que se prontifica eficaz.
A dor haje por inércia,
sinto teu perfume pairando
nos meus sonhos.
E não há possibilidades
te cheirar-te enfim,
Quando não há
maneiras de ter-te
em mim.
E sinto a abstinência
do teu corpo no meu.
Necessidade de matar
minha sede na boca tua.
Nos lábios tão teus,
no gosto doce que
me leva ao extremo
prazer.
E me restam apenas
três dias.
E uma memória.
Nesse triangular
que foi o movimento
e toda dança.
Se arrastam
os dias.
E eu fico a olhar o céu
e a lua.
Contando ás gotas
da tua ausência.



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