quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Brindar!

Quando por fim, se decola,
e em prantos fico a tua espera,
que se torna incessante ao
coração tão meu.
Temi por tempos,
gelei e petrifiquei meu coração
calejado.
Chegaste de mansinho,
ocupando espaços nunca habitados
na minha existência.
E degelando uma alma
quase inabitada.
Adentrando o meu ser
fragilizado.
Sem rumores, a magia
de ser natural te marcava
e me marcava cada célula.
No aquecer do coração,
no perfume da flor, na entrega
de duas folhas escritas á mão.
Nos gestos singelos,
a simploriedade imperava
a cativar e conquistar meu ser
de vez.
E quanto temor habitava meu peito,
até que por fim, declaro-me á ti.
Sem pausas, sem virgulas sem respirar
como se fora um tirão.
Despejando todo aquele
acumulo de sentires
e vontades em relação
aquela doce e pequena mulher.
Que eu avistei entre temores,
e coração palpitante, olhinhos escuros.
Gelada suando frio,
meu ser respirando no mesmo espaço que
o teu corpo movia.
Selei meus lábios nos teus,
e a entrega se prontificou ali,
aqui e dentro do saguão.
E me mostrou todos os espaços
aonde meu corpo e o amor
poderia viver e se reviver.
E talvez seja uma sensação sufocante,
ver-te decolar.
Decolou e meus braços te faltam,
e meu ser te necessita.
Coração vai flamejando,
vai batendo descompassado.
E as lagrimas não cessam,
e em subterfúgios quis fugir,
mas captou-me.
Fisgou á mim, de uma forma simplória
não a escape, a ternura e prazer.
Entrega e desejo,
amor e paixão.
E eu brindo o decolar
e brilhar do amor.



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