domingo, 7 de outubro de 2012

Cantinho!

Nem emoção nem nada, é um automático ligado dentro de mim,
não tem emoção de papel e lápis apenas botões invertidos nos meus olhos.
Não te faço a tempos e recomeço em mim a arte sublime de ser eu,
sem moldes cortes interrupções alheias.
O meu sentir aguça e o valho de todas as formas, simplicidade ou insensatez,
coração cravejado,olhos marejados e cabeça que me sobrecarrega.
Não há o que querer nem sentir, aprender a aspirar outro mundo outras coisas,
sem planos o rumo da vida segue e eu continuo inerte a mim sem me entender e sequer ouvir,
um sopro me mostra todos os caminhos cada detalhe minucioso que enche meu peito de coragem.
Covarde em um piscar desisto de andar,meu mundo é de sonhos e planos e são tantos dentro de mim trancados, transbordando por todo o meu corpo.
Fiel na minha forma de ser e existir não mudei e sou uma grande falha humana, feliz por ter um mundo preso dentro de mim no secreto vão de uma lacuna que habita meu corpo.
Conversa franca com meu interior, nada me bastou nem fui capaz de me ouvir por inteiro
deixei um espaço em branco e uma porta entre aberta, uma janela encostada e a chave do quarto do lado de um bilhete, deixei todos os caminhos livres pra que se fores de vez e quiseres voltar esteja tudo ali tudo ao imediato.
Deixei também ocupado meu coração mas ele dói tanto agora,ta magoado e ferido.
Mas segues sendo tão teu, não mereces á mim não merece nada disso, não merece que eu te ame, mas eu sei e sei sempre soube.
Tem um bilhete deixado em um canto pedaço de papel ele diz pra ti como fazer para bater na portinha de madeira um tanto doida e entrares devagar sem me avassalar eu acredito nos teus olhos no teu sorriso.

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