sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Engasgo!


É um tempo que se vive
uma maneira afoita,
sentir com clareza.
Aos rasgos e tormentos
eu tenho que me manter inerte
calada, com o grito preso.
A dor, e o medo antecipando-se
o sufocamento desumano
que me é condicionado.
Um extremismo que se perde,
o meio termo que ressurge,
ansiedade com angustia.
A fé descrente.
O meu anjo rondado de demônios,
o choro escondido, engulido
como uma navalha que corte
rente os nós da minha garganta.
Uma culpa que não me pertence,
mas que anda junto a mim.
Quero correr de mim,
dos meus pensamentos,
esquecer-me e voltar a respirar

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