domingo, 14 de novembro de 2010

VOMITEI ESSE SANGUE

Quando escolhemos, o sangue já não significa
absolutamente nada.
Já não faz parte do show ridículo,
teatrinho falso de mentiras que
cansei de ouvir.
Regojitando laços toda minha vida,
vomitando todo esse sangue.
Tirando de mim o podre
esse imundo que abomino.
Esse sangue escorre meu corpo
lavando a minha alma passando
por cada parte de mim.
O fluido sai lava tudo como agua
corrente.
O sangue percorreu e acabou no esgoto
no podre do escuro.
Gente mesquinha, sem valores
sem moral, os imorais.
Donos de uma verdade lúdica,
fracos inseguros.
Apontando defeitos procurando
os culpados.
Seres horrendos, sujos
pessoas que me fazem querer
cortar-me toda, tirar todo o sangue
poluído de dentro de mim.
Sangue um laço inventado
a mentira patética.
Gente nojenta, pessoas que repudio
náuseas sem fim.
O tormento infernal a insensatez,
se o tempo passou agora é tarde demais.
Tarde pra tentar solucionar tudo
aceitar já não os pertence mais.
Respeitar a todos agora isso é o que
tem de ser imposto uma ordem
um grito, não me calo diante dessa gente.
São podres, miseráveis sem alma,
ultrapassados, sem noção de valores.
Sangue escorre pelos meus olhos,
minha boca tudo sangra.
Sangue foi-se embora,
e só fico a certeza de que a
minha familia é mais que sangue.
Familia são aqueles que escolhemos
os que nos acolhem.

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